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Isso é amor ou dependência

Frequentemente observamos nos relacionamentos um dos parceiros fazendo questão de estar com o outro em todos os momentos, em todas as ocasiões, em todos os lugares, horas, situações… ufa! Chega até a sufocar.

Muitas vezes este ciúme ou amor extremo é valorizado pelo parceiro e gera uma série de conflitos para o casal. Parece até que se um quiser visitar um amigo sozinho está cometendo um crime… praticamente uma traição!

Se você já se percebeu numa relação como esta, é importante reavaliar e considerar a necessidade de ter uma conversa aberta para a manutenção de um relacionamento saudável.

O ser humano, dentro de sua espécie humana, precisa de um relacionamento afetivo sexual – independente de qual seja sua orientação sexual. Fato é que nossa espécie precisa se relacionar socialmente, afetivamente e sexualmente entre si.

Paralela a esta necessidade do ser humano, há sua história de vida individual. E não mais importante do que as questões determinadas pela filogenética, pela história de cada indivíduo, também teremos a cultura no qual se está inserido e que determinara uma serie de posturas para cada um dos parceiros.

É dentro deste turbilhão de expectativas, desejos, cobranças, regras sociais que nossos relacionamentos se estabelecem e se mantém.

Portanto quando estamos avaliando um relacionamento afetivo, por exemplo, será necessário entendermos cada um destes contextos e como cada parceiro lida com cada questão em separado, e principalmente, avaliarmos como o casal construiu a relação tendo como base estas três esferas de desenvolvimento e determinação de comportamentos.

Quando nos deparamos com casais mais possessivos, como descrito no título, vale a pena tomar atenção: normalmente em nossa sociedade atribuímos a um sentimento a causa de nossos comportamentos, ou seja: fico ansiosa, brigo com meu namorado, faço questão de segui-lo em todos os programas porque sou muito ciumenta.

Entretanto a questão é: por qual motivo você sente tanto ciúme?

Será a partir desta resposta que conseguiremos avaliar as verdadeiras relações de dependência, de grau de importância sobre a relação, e das formas de controle entre os parceiros.

Quando temos posse, muito provavelmente é em função de sentirmos o risco da perda. Receio este advindo de ser um risco real, ou como ocorre muitas vezes, de um risco que criamos em virtude de nossa história passada. Qual seja: tive relacionamentos fracassados anteriormente, história de traição, e desta vez considero que se estiver ao lado do meu parceiro não o deixarei sair da linha.

Mas as coisas começam a sair um pouco do controle e vamos percebendo que ficar perto não garante segurança no relacionamento – ainda mais hoje com toda a movimentação nas redes sociais que temos. E nos sentimentos então mais inseguros e buscamos mais proximidade.

Muitas vezes o parceiro não fica confortável com esta situação e acaba dando desculpas para se afastar, pois sente-se literalmente sufocado. Ocorre então que esta postura nos deixa mais inseguros e faz com que criemos mais alternativas para a proximidade – o que de fato acaba criando um ciclo vicioso.

Portanto, se você percebe em seu relacionamento a falta de espaço ou uma necessidade de estar perto toda hora, vale a pena avaliar se não é o momento para parar, conversar, estabelecer alguns limites para ambos parceiros e enfim conseguir um equilíbrio entre o amor e a liberdade.

Tem alguma dúvida, envie-me um e-mail que terei o maior prazer em ajudar.

Até breve!

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