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Solidão… até quando?

Sofrimento-por-solidão

Até quando a solidão estará presente em sua vida? Não passe por esse sofrimento.

Muitas vezes ali na mesa do trabalho, no ônibus, na padaria… olhamos do lado e nos sentimos extremamente sozinhos, como se nada no mundo nos tirasse um vazio no peito, uma dor por dentro… pessoas que passam e nos olham como se fossemos transparentes… e a falta de um sentido para vida, a falta de uma chama lá no fundo do peito que possa aquecer esse frio na alma.

E com esse sofrimento por solidão, esperamos que o tempo possa levar a tristeza que chegou sem pedir licença ou permissão, nos tomou por completo e não dá espaço para vermos que ainda há possibilidade de ver a luz que brilha.

Mas será que ainda brilha?

Se identificou com o relato acima? Então lhe faço um convite a pensar:

O que exatamente você gostaria que acontecesse em sua vida daqui para frente?

E se a resposta não lhe veio à cabeça tão facilmente, é sinal de que você pode se beneficiar do que a psicoterapia pode oferecer.  É sinal de que você está precisando de ajuda.

Não, não é comum sentir o que você está sentindo.  Não é comum não achar graça na vida e não ver sentido nas coisas.  Não é normal ou natural se sentir triste a maior parte do tempo… não é natural sentir tanta solidão.

Chega o momento em que você pode tomar uma decisão:  ou se mantém agindo como tem feito ultimamente, ou, mesmo sem vontade, mesmo sem acreditar 100%, mesmo duvidando que seja possível, dá uma chance para você…

Faça um teste, tente uma alternativa diferente: busque auxílio psicológico para que você possa descobrir o potencial que existe em sua vida.  Veja como a solidão pode ser apenas uma das opções que você tem.

Parece que é só com você que isso acontece, e que eu não sei do que estou falando.  Mas pode acreditar, há muitas pessoas nessa mesma situação, mas que perceberam que podem fazer algo por si, e que a vida pode voltar a ter sentido.  É claro que não será fácil nem instantâneo.  Será necessário investimento de tempo e esforço.

Mas me diga: quanto de esforço você tem feito para suportar todo esse sofrimento por solidão?  Então ao menos se esforce e dedique sua atenção para uma outra coisa.

Se não der certo, tudo bem, você poderá voltar ao seu cotidiano, sem grandes avarias.  Mas se você obtiver resultados diferentes, será uma oportunidade de viver a vida da maneira que ela deve ser!

Como controlar o ciúme? Como manter uma relação mais saudável?

Como controlar o ciúme

Para controlar o ciúme, é importante avaliar seu relacionamento (se é construtivo ou destrutivo) e seus sentimentos de segurança e autoestima.

O ciúme ocorre com frequência nas relações e pode ser considerado uma combinação de sentimentos relacionados a aspectos positivos como zelo, cuidados, apego, passando por medo, desconfiança, receio, até o polo negativo do controle, agonia, egoísmo e agressividade.

Normalmente o ciúme acontece quando temos uma combinação de situações:

  1. A pessoa é fonte importante de prazer, realizações, reconhecimento, te faz sentir importante, segurança, etc;
  2. Há um sentimento de risco, um medo de perder essa pessoa;
  3. Mediante o risco quem sente ciúme experimenta insegurança, incerteza, questiona suas qualificações para manter a relação;
  4. Ações de “proteção” da relação são expressadas.  Perseguir, controlar (ver celular, redes sociais, seguir fisicamente, questionar, investigar, etc);
  5. A outra pessoa se sente desconfortável com a desconfiança, falta espaço na relação e tende a se afastar;
  6. Com esse afastamento aquelas dúvidas se intensificam – ações de perseguição aumentam para evitar a perda (controle, questionamentos, agressividade, etc);
  7. Quanto mais pressão e tentativa de controle, mais a pessoa se sente incomodada e mais ela tende a se afastar.

Esse ciclo vicioso é a história de muitos relacionamentos onde o ciúme está presente.

Mas como controlar o ciúme?

Como parar de sentir insegurança, medo de perder a pessoa amada.  Como passar a se sentir confortável na relação?

Primeiramente é importante saber sobre se seu relacionamento é construtivo ou destrutivo?

No caso de relacionamentos não recíprocos, apenas um lado investe na relação, só um se entrega ao compromisso enquanto o outro permanece por conveniência.  O problema aqui é que a pessoa não consegue sair do relacionamento, mesmo tendo dicas suficientes de não ser correspondida.  Mas esse assunto será motivo para outro texto sobre relacionamentos abusivos ou destrutivos.

Já nos relacionamentos construtivos, ambos estão dedicados e investindo na relação.  Investir significa dar dicas de cuidados, preocupação, ocasionalmente abrir mão de objetivos pessoais em beneficio da relação, querer estar perto, gostar de fazer coisas juntos, etc.

Cabe ressaltar que para uma relação saudável, é necessário manter a individualidade de cada um, e ao mesmo tempo construir uma terceira prioridade que é o casal.  Isso significa que cada um viverá coisas importantes para si, não desrespeitando os “contratos” feitos pelo casal.

Haverá problemas quando nas relações construtivas, a parte ciumenta entende todos os comportamentos da parceria como dicas de incerteza ou falta de investimento na união.

O segundo passo é observar cada um dos envolvidos para aumentar a chance de controlar o ciúme.
  1. Experiências anteriores

Se a pessoa já foi traída em relações anteriores, maior a chance de se sentir insegura e sentir ciúme;

  1. Autoestima nas relações

Pessoas com dificuldades de se sentirem merecedoras de afeto e atenção tendem a se dedicar demais e esperar muito da relação.

  1. Valor da relação

Para uma relação benéfica, ambos os envolvidos precisam estar emocionalmente saudáveis.  Isso significa dizer que devem ter suas vidas individuais preenchidas de atenção e prazer nas áreas da família, amigos, saúde, lazer, espiritualidade, etc.  Caso contrário, se a relação for a única fonte de prazer para essa pessoa, o “valor” da relação será demasiado.  Em consequência, a exigência e expectativas colocadas serão muito altas. Com latas expectativas a tendência de sentir frustração quando as coisas não acontecerem exatamente como o esperado fica enorme.

  1. Ciúme como sinônimo de amor

Um outro ponto importante a ser considerado é que para algumas pessoas, ciúme é sinônimo de cuidado e amor.  Então quanto não sente ciúme é sinal de que não se importa o suficiente.  Esse conceito acaba justificando o ciúme.

O que fazer com seu ciúme?

Saber que nas relações deve existir uma troca e não uma doação unilateral é fundamental.

A terapia ajuda a entender que experiências anteriores nos ajudam a aprender, mas não garantem as mesmas condições. Não é porque aconteceu anteriormente que irá acontecer novamente – é necessário saber ler as dicas oferecidas, e também dar dicas certas sobre seus sentimentos e intenções.

Um dos itens mais importantes é conseguir manter a individualidade dentro de uma relação, não desrespeitando nem oprimindo o outro.

Se você conseguir fazer essas reflexões e posteriormente mudar sobre estes pequenos passos, perceberá o quanto seu relacionamento será beneficiado.

Mas e quando não sabemos como fazer?

É nesse momento que a terapia pode nos ajudar e assim você saber como controlar o ciúme.  Primeiro porque nos leva a conhecer nossas necessidades, comportamentos, as dicas que realmente estamos oferecendo e não aquelas que “achamos” que estamos dando.  Também nos ajuda a perceber como desenvolver novas habilidades para enfrentar as dificuldades, além de ajudar a ler as dicas da relação de forma correta e não encanar sem necessidade.

A dica geral é: se esta relação te faz feliz, ela é uma relação saudável.  Se você acha que é feliz, mas tem dúvidas se a outra pessoa te ama, as preocupações sobre a fidelidade não saem da sua cabeça, já houve agressões não somente física, mas também agressões verbais, é hora de você questionar se essa relação realmente te faz feliz, ou se o medo de estar só é que te mantem nela.

Não deixe de acompanhar o próximo texto que falaremos desse tipo de situação.

Até breve!  E mande suas questões ou sugestões de textos!!

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

Diferença entre tristeza e depressão

Depressão e tristeza, você sabe qual a diferença?  Tristeza é um sentimento causado por situações específicas, que perdura por um tempo curto mas passa.  Depressão é uma doença, com muitos sentimentos que envolvem a pessoa, sem causas aparentes, e não passa com o tempo.

A depressão inclui não só tristeza, mas também angústia, baixa estima, apatia, pensamentos pessimistas, choro, e outros sentimentos negativos.  A pessoa tem dificuldade de fazer atividades cotidianas como se relacionar com os outros, se alimentar, dormir, manter cuidados pessoais.  É como se uma forte indiferença se instalasse, e a pessoa não tem vontade para nada.

Infelizmente a depressão é confundida com moleza, falta de vontade, preguiça, porque não se reconhece motivos para o estado apático.  Esse julgamento da sociedade traz culpa e sentimentos de fraqueza para o depressivo.  É como se todos devessem estar sempre felizes, e se não há motivo que justifique a tristeza, a pessoa é cobrada e julgada como fraca.

Preconceitos sobre a depressão

Relatos como os abaixo demonstram o quanto de desconhecimento ainda existe sobre a depressão:

Como vou falar para meu chefe que estou com depressão!?  O que ele vai pensar … que é frescura e que estou desmotivada… vai colocar meu emprego em risco.  Não vou falar para ninguém que é depressão… assim vou parecer fraco… não podem ter essa imagem de mim!

As pessoas sofrem muito preconceito em relação a parecerem fracas, pois demonstrar fraqueza é demonstrar menos capacidade.  Se sentem menosprezados e essa cobrança dificulta inclusive o reconhecimento da depressão.  Em não reconhecendo sua própria doença, o depressivo não vai procurar ajuda, o que só dificulta sua recuperação.

Na família, no trabalho, para os amigos, uma doença é reconhecida quando o indivíduo apresenta sintomas físicos – como uma gripe, uma dor de cabeça, um braço quebrado – tudo isso justifica o mal-estar, a indisposição ou uma incapacidade temporária de realizar suas atividades cotidianas.

Causa de inúmeras doenças.

A depressão é a causa de inúmeras doenças no mundo e atinge mais de 11 milhões de brasileiros.  Ainda assim não é reconhecida socialmente como doença.  Inúmeras vezes o indivíduo, para não ser julgado, acaba escondendo seus sintomas, o que cria um grande ciclo vicioso.

Outra problemática da depressão é que o indivíduo não tem vontade para nada. Desta forma ele não tem ações – não vai trabalhar, não vê pessoas, não se alimenta, etc.  Ou quando tem ações, faz o mínimo possível, ou faz sem mesmo estar na situação.  O problema é que todas essas ações geram consequências.  Essas consequências são as responsáveis pela motivação, pelo animo, pela disposição de continuar fazendo.  Quando a pessoa não faz nada, perde essas consequências, e só aumenta a falta de vontade de não fazer nada.  Esse abatimento também gera condições físicas indesejáveis.

Tratamento para a Depressão

O tratamento é feito com o uso de medicamento e também com a terapia comportamental.  Os medicamentos são indicados para que os principais sintomas sejam amenizados.  Assim, com mais disposição, mais leveza, a pessoa consegue se beneficiar da terapia e buscar alternativas para construir um novo caminho.

Para a Psicologia é possível que o indivíduo consiga analisar seus próprios comportamentos e aprender novas maneiras de reagir frente sua rotina.  Aqui vale lembrar que devemos considerar inclusive seus pensamentos e sentimentos e não somente ações visíveis.  É a partir da relação que temos com o mundo que aprendemos a falar, a andar, e a sentir também.  Desta maneira uma das principais frentes de trabalho com o depressivo é a psicoterapia comportamental, uma vez que poderá ensiná-lo a desenvolver novos comportamentos/pensamentos/sentimentos frente as dificuldades que vivencia.

A depressão pode acometer qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer momento da vida.  Ela atinge a pessoa e também traz grande sofrimento para a família, uma vez que impacta a rotina de todos – por isso o auxílio da psicoterapia é tão importante.

Angústia e medo do futuro.

Por vezes, o medo do futuro, a angústia, a falta de prazer para as coisas da vida, o sofrimento é tão profundo que a única alternativa vista pela pessoa é acabar com sua própria vida.  Esse é o maior risco do depressivo.  É preciso estarmos atentos pois o suicídio não é uma moda, ou uma forma de chamar atenção.  O suicídio é uma realidade para os depressivos.

Portanto, se você se identificou com algum dos itens descritos no texto, busque ajuda de um psicólogo.  É possível se sentir melhor e sentir prazer nas coisas da vida novamente.  Será um reaprendizado.

Se você detectou sintomas em alguém do seu convívio, tente compreender a situação e saiba que a pessoa precisa de auxílio psicológico para superar esse momento.  Dê mais apoio e julgue menos.  O que você pode fazer para ajudar é incentiva-lo a buscar apoio especializado.

O tratamento para a depressão é lento, mas traz ótimos resultados, principalmente quando contamos com o apoio e compreensão da família que é aquela motivaçãozinha paralela para o paciente engajar no tratamento.

Acredite no poder da palavra desistir

Tire o D e coloque o R

Que você vai resistir

Uma pequena mudança

As vezes traz esperança

E faz a gente seguir

B. Bessa

Sinais de que você está viciado em compras

Sinais de que você está viciado em compras

Será que você está viciado em compras?   Numa sociedade que estimula a compra, como saber se compramos por um impulso momentâneo ou compulsivamente?  Confira as causas desta doença e as formas de tratamento oferecidas para a Oneomania – o desejo incontrolável de comprar.

O comportamento de comprar em si não é um problema.  O que está por trás do desejo de comprar é que diferencia o exagero das compras de Natal da compulsividade.

Quando você compra algo é para satisfazer uma necessidade pessoal (sapato novo), ou uma necessidade de apreço social (presente aniversário).

Para pacientes com queixa de descontrole, comprar está relacionado a necessidade de amenizar sentimentos desagradáveis como angústia e até depressão.

Nos satisfazemos de diversas maneiras: reconhecimento no trabalho, troca de afeto, segurança e auto realização,  reconhecimento das qualidades pessoais.

Porém quando o indivíduo não consegue obter satisfação desta forma, desenvolve comportamentos outros que propiciem alguma realização.  Ou seja, em vez de chegar em casa e ter o carinho do(a) parceiro(a) afetivo, exatamente por não ter um relacionamento estável, a pessoa vai ao shopping e compra a roupa para se sentir mais bonita, o sapato para se sentir elegante, compra o vinho numa adega de grife para se sentir mais poderosa, e com isso vai satisfazendo suas necessidades individuais, porém de forma momentânea e inadequada.

Quando percebe, gastou além do que poderia, chega em casa com um sapato novo e vê outros tantos guardados ainda sem uso, e muitas vezes é comum o sentimento de culpa e vergonha pelo descontrole.  Essa situação normalmente gera problemas familiares, sociais e financeiros graves, pois a pessoa não consegue avaliar a necessidade da compra, simplesmente age pelo impulso do sentimento que irá experimentar imediatamente ao adquirir o objeto.

É possível observar sinais.

Além de ter um desejo desmedido em relação às necessidades da compra, ainda é possível observar alguns sinais em relação ao viciado em compras:

  • Necessidade frequente de comprar.
  • O objetivo da compra é para suavizar sentimentos, pensamentos, sensações de solidão, necessidade de afeto, acolhimento, reconhecimento social, angústias.
  • Ansiedade precedente à compra, e sentimento de culpa, remorso, vergonha posterior às aquisições.
  • É incontrolável, ou seja, a pessoa já tentou, mas não consegue resistir ao objeto na vitrine.
  • Não há avaliação de suas condições financeiras nem da necessidade do objeto.
  • Há prejuízos financeiros por causa das compras desmedidas.
  • Tentativa de esconder ou mentir para familiares sobre problemas financeiros e/ou as compras.
  • Logo após a compra experimenta sensação de alívio da ansiedade, angústia ou depressão que estava sentindo.

Como este o alívio tem curta duração, a pessoa tende a repetir as compras, e vai acumulando mais problemas financeiros e de outras ordens.

Há um aumento no nível de ansiedade para obtenção do alívio, ao mesmo tempo em que a pessoa sabe que não é correto a compra desmedida.  E quando ela sucumbe ao desejo e adquire o objeto, vem a culpa e a baixa estima pela incapacidade de se controlar.

Esse ciclo é vicioso e de retroalimentação, ou seja, quanto mais a pessoa se sente mal, mais ela buscará nas compras o alívio para sentimentos ruins, e pior ela se sentirá pela incapacidade de se controlar.

Existe tratamento para o viciado em compras?

Há tratamento e algumas vezes é necessário a combinação de tratamento medicamentoso com a psicoterapia.

A psicoterapia comportamental tem uma proposta muito eficaz para a Oneomania.  Junto com o paciente irá descrever toda a cadeia de comportamentos, desde sentimentos/pensamentos iniciais em relação à sua angústia e sofrimento, bem como traçar alternativas para aplacar essas necessidades de maneira adequada.

Significa aprender habilidades comportamentais que não existem na vida do indivíduo.  E por não saber outra maneira, recorre à comportamentos como a compra compulsiva.

E também será necessário desenvolver o que chamamos de repertório comportamental.  São habilidades para enfrentar as situações que lhe trazem sofrimento, mas sem lhe causar outros problemas.  Exemplo: para solidão, ensinar o indivíduo ter iniciativa para novos relacionamentos sociais e obter satisfação em relações saudáveis.

Você se identificou com algum desses sinais?  Você acredita que possa estar viciado em compras?

Não deixe de buscar apoio psicológico – você não precisa enfrentar isso sozinho (a)!

Depressão tem tratamento?

Depressão tem tratamento?

Mesmo sabendo que depressão tem tratamento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.  Atualmente 5,8% da população sofre com a depressão – ou seja, 11,5 milhões de brasileiros estão deprimidos.

Vamos a uma explicação genérica sobre os comportamentos para compreendermos a depressão e seu tratamento.

Tudo o que pensamos, sentimos ou fazemos podem ser considerados comportamentos e, portanto, podem ser aprendidos.

Aprendemos a sentir, a pensar e a agir através dos mesmos mecanismos, ou seja, seguindo modelos, seguindo regras ou pelas consequências que recebemos quando fazemos algo. Se a consequência do que fazemos é positiva, nos mantemos fazendo a mesma coisa. Se a consequência é negativa, nós paramos de fazer dessa maneira.

Lei do comportamento.

A “lei do comportamento” é: sempre existirá um contexto, um comportamento (ação, pensar, sentir), e uma consequência para esse comportamento. Quando nos deparamos com uma situação, nós avaliamos o contexto, escolhemos o comportamento e esperamos uma consequência positiva.

O problema da pessoa depressiva é que ela não consegue se comportar, então essa lei do comportamento é quebrada.

E o que acontece quando a pessoa para de se comportar? Ela para de receber as consequências.

Mas se a consequência é quem nos diz se devemos manter ou não nossos comportamentos, ficar sem consequências deixa a pessoa num vazio de sentimentos, pensamentos e comportamentos.

Então se a pessoa para de sair, de ver os amigos, de ir trabalhar, de fazer comida, de andar no parque, de ligar para os parentes, fica sozinha dentro de casa … ela para de ter o retorno de todas essas ações. Ela para de receber o carinho dos outros, para de se sentir competente por conseguir realizar suas atividades, para de ter o prazer que algumas coisas lhe trazem… sobram então só sentimentos negativos como a tristeza, o desanimo, a desesperança, o pessimismo, os pensamentos de inferioridade, a baixa estima, angustia, medo, falta de prazer, dentre outros.

Como a terapia pode auxiliar na depressão?

O processo da psicologia tem como objetivo compreender as causas que levaram a pessoa à depressão, mas principalmente entender, apoiar e ensinar a pessoa a reconhecer seus sentimentos, analisar as situações e voltar a se comportar.

A explicação pode até parecer simples, mas o processo normalmente é longo e intenso. Quando há apoio familiar o processo é mais efetivo, pois a família poderá promover estímulos e apoiar que o paciente volte a se comportar.

Nosso organismo é uma coisa só, ou seja: emoção e físico interagem e são interdependentes. Isso significa que alterações de emoções podem causar complicações físicas e vice-versa. Por isso em algumas situações o uso de medicamentos pode fazer grande diferença para o tratamento da depressão.

O tratamento da depressão inclui psicoterapia e medicamentos para regulação das alterações físicas, evitando que a doença progrida.

A consequência mais grave da depressão é o suicídio, portanto, quanto mais rápido o diagnóstico, mais efetivo o tratamento.

10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

A vida da mulher está tão corrida com o mundo moderno e suas responsabilidades com os filhos, a casa, a profissão, o casamento …  que nunca sobra um tempo para cuidar dela mesma.  Manter o equilíbrio físico e emocional vira uma tarefa impossível!

E você sabe o que isso causa em sua vida?

Ansiedade, tensão, incerteza, angústia, cobrança, culpa, medo, depressão, stress, solidão…  e quando esses sentimentos não são devidamente controlados, acabam causando no corpo doenças físicas e psicossomáticas!  E o pior que você, mesmo doente, continua se sentindo responsável pela família, trabalho, relação, casa, etc etc etc.

Confira 10 dicas especiais para se manter o equilíbrio físico e emocional.

  1. Respeite seus limites

Você é uma pessoa só, mas com muitas atribuições – a casa, os filhos, o trabalho, a relação amorosa.  E ainda você provavelmente tem um alto nível de auto exigência.  O mundo nos ensina que devemos dar conta de tudo isso, mas é humanamente impossível!  Então é preciso que você lute contra essas cobranças externas e respeite seus limites.  Deixe a louça na pia, distribua as tarefas em casa, se permita almoçar por uma hora… é preciso que você observe seu corpo e veja que ele muitas vezes te pede um descanso.  Para manter o equilíbrio físico e emocional será necessário fazer escolhas – escolha por sua saúde.

  1. Respeite suas vontades

Na maioria das vezes observamos mães e esposas dedicadas fazendo tudo pela família e se esquecendo delas.  É muito importante que você respeite suas vontades, seus desejos e também consiga realiza-los.  Assim como você fica feliz em fazer algo pelas pessoas, deixe que elas façam coisas por você também.  Permita-se ser cuidada, se permita querer coisas e também realizá-las.

  1. Organize uma agenda

Diante de tantas responsabilidades é necessário que você tenha horários para cada atividade, e que principalmente inclua nessa agenda horários para você.  Somente estabelecendo prioridades e determinando tempo é que você conseguirá dar conta de tudo o que precisa fazer.  Caso contrário acabará se sentindo sobrecarregada e frustrada por não realizar tudo o que é necessário.  Equilíbrio significa também dividir, planejar e segmentar.

  1. Tenha disciplina

Após estabelecida uma rotina é necessário que você cumpra à risca sua agenda.  Não faça concessões pois isso atrapalhará seu desempenho e aquele sentimento de insucesso voltará.  Siga confiante sua lista de prioridades e certamente você se sentirá muito melhor quando chegar ao fim do dia.

  1. Faça coisas positivas por você

Todo ser humano precisa de recompensas para se sentir feliz.  Dê de presente à você uma roupa nova, um batom, um dia de folga, um dia de passeio onde você gosta, faça sua comida predileta, tire um tempo para ler um bom livro.  É necessário que VOCÊ faça coisas que te tragam prazer, pois esse é o melhor antídoto para a depressão e a ansiedade.  Manter o equilíbrio físico e emocional inclui um olhar diferenciado para você, pois quem deve estar no foco é VOCÊ.

  1. Afaste-se de coisas e pessoas negativas

Assim como buscar coisas positivas, você deve se afastar do que lhe traga sentimentos negativos.  Não se obrigue a gostar de ninguém, não se sinta culpada por ter um momento de descanso, mas sobretudo não se coloque em situações que você sabe que irão te trazer coisas ruins.  As vezes se afastar de um problema por um momento é a melhor maneira de se manter em equilíbrio físico e emocional para conseguir resolve-lo posteriormente.  O estresse altera condições físicas e psicológicas nos deixando vulneráveis inclusive a doenças.

  1. Aprenda a controlar sua ansiedade

A ansiedade é um sentimento aprendido e, portanto, pode ser mudado.  Ansiedade está relacionada ao nosso receio de ter consequências ruins no futuro.  Aí ficamos tentando prever e controlar o que irá acontecer, para garantir que não sofreremos.  Mas infelizmente nós não conseguimos controlar o futuro.  Não conseguimos controlar o que o outro pensa ou sente.  Não conseguimos controlar muitas vezes nem nossos próprios sentimentos.  O que conseguimos controlar são nossas ações, independente do que estivermos sentindo.  Então é importante que seu foco seja no hoje – viva um dia de cada vez, pois ontem já não é possível mudar nada, e amanhã ainda nem chegou.

  1. Fique perto de quem te faz bem

Não deixe que a rotina do dia a dia te afaste dos amigos e dos familiares importantes para você.  São essas pessoas que vão nos resgatar quando estivermos lá no fundo do poço, quando não tivermos mais forças para suportar os problemas.  É por essas pessoas que valerá à pena continuar lutando e superando as adversidades.  Então é necessário que você tenha amigos.  Cultive o carinho e atenção deles para que possa ter com quem contar e para que também possa ajudar quando eles precisarem de você.  O ser humano não foi feito para viver sozinho, então não se isole.

  1. Faça exercícios físicos

O corpo é uma máquina e precisa de cuidados.  Quando deixamos uma máquina enferrujar ela começa a funcionar mal.  Por isso é necessário fazer algum tipo de exercício.  Academia, jogos, natação… qualquer coisa que te agrade.  Os exercícios físicos fazem bem para o corpo pois relaxam a musculatura que fica tensa com os problemas diários.  Também ajudam na eliminação de todas as toxinas que liberamos no corpo quando estamos estressados.  Além disso o exercício ajuda na socialização.  Quando fazemos exercícios liberamos substancias químicas que nos dão a sensação de prazer.  Para um dia cheio de problemas, é um santo remédio!  Comece com uma caminhada diária de pelo menos meia hora… você sentirá a diferença.

  1. Peça ajuda sempre que precisar

Por último, mas não menos importante, é preciso que você peça ajuda!  Deixe que as pessoas façam as coisas por você, deixe sua família te ajudar, desabafe sobre seus problemas, divida suas angústias e medos e peça ajuda!  Muitas vezes não conseguimos ver a solução e ela está ali, pertinho… contar com o apoio de quem nos ama é muito importante.  E se for necessário, busque ajuda de um profissional da psicologia para que a caminhada não seja tão sofrida nem tão demorada.

Dessa maneira, se você seguir diariamente essas 10 dicas, certamente você conseguirá manter o equilíbrio físico e emocional e seu organismo estará mais saudável para desfrutar de uma vida plena e feliz!

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi / SP

Como falar sobre a morte

O que é a morte?  O que é morrer?

Nunca ouvi alguém dizer que gosta de falar sobre o assunto.  Entretanto a morte é o único fato que nos iguala, que nos aproxima, que nos torna comuns – como uma flor, um bicho ou um amor.  Tudo morre.  Tudo o que está vivo, um dia se findará.

Então por qual motivo temos tanto medo do final?  Talvez seja pela falta de controle sobre o momento em que acontecerá?  Ou será por desejarmos termos mais e mais tempo para fazer tudo aquilo que desejamos?

Então fico aqui pensando:

se queremos mais tempo, então…

E se em vez de nos preocuparmos tanto sobre quando o morrer chegar… nos dedicássemos ao bem viver?  Se não tentarmos controlar o tempo, mas o nosso pensamento, o destinando somente aos nossos amores e desejos intensos?

E se em vez de cultivarmos o stress, déssemos chance para o nascimento da paz interior?  Aquela que encontramos quando conseguimos viver a intensidade de um momento, a felicidade de um beijo, a doçura de um abraço ou o acalanto de uma palavra de afeto?

E se em vez de questionarmos o mundo questionássemos a nós mesmos:  o que estou fazendo com a minha vida?  A quem estou dedicando minhas ações?  Que tipo de sentimentos estou cultivando?

E se em vez de culparmos a doença, assumíssemos a responsabilidade de aproveitar cada segundo que nos resta?  E aproveitar significa viver no hoje!  E para isso é preciso concentração, vontade, energia e treino.

E se em vez de chorarmos de medo da morte, sorríssemos pela alegria da vida?  Pequena, curta, sofrida, turbulenta, serena, profícua, intensa, descontrolada … mas a vida que pode ser vivida?

Me parece então que o problema não é a morte.  Me parece que ao colocar a possibilidade do desaparecimento, é o momento em que as coisas mais importantes da vida se tornam visíveis – porque no dia a dia elas existem, mas são como fumaça, intangíveis, voláteis, quase inacessíveis.  Elas podem estar aí por mais um instante.  Mas se você não olhar, não poderá alcançar.

Da morte não sabemos nada – sonhamos e imaginamos tudo.  Do céu ao inferno, do paraíso ao nada, do renascer ao extinguir.  E por isso não há nada que possamos fazer.

Mas da vida, sabemos o que está ocorrendo agora.

Pode não ser o que exatamente desejamos.  Pode ser inclusive muito longe do que sonhamos.  Pode ser algo que nos incomoda e nos faz sofrer.  Mas é isso o que temos e o que sabemos.  São essas experiencias, lutas, aprendizados que temos para viver.

As vezes já estamos mortos e nem sabemos…

O que eu faço para ter amigos? 4 dicas especiais.

O que faço para ter amigos - 5 dicas especiais

 

Tenho muitos conhecidos, pessoal da escola/faculdade, no trabalho, no clube, pessoal da família que é mais próximo, mas não sinto que eu tenha aquela pessoa que me entende e com quem eu possa contar… eu não tenho um melhor amigo.

Eu até tenho algumas pessoas com quem eu gostaria de conversar, mas sempre que as procuro elas nunca me retornam, ou nunca tem tempo para mim.  Eu fico sempre me perguntando o que eu faço para ter amigos de verdade?  Como devo me aproximar das pessoas?  O que eu devo dizer?

 

Se você se identificou com alguma parte desse relato, esse texto é para você!  Quero lhe apresentar algumas dicas para que você se sinta mais confiante ao fazer novas amizades.

Em primeiro lugar é importante pensarmos que para termos mais amigos é preciso QUERER fazer novos amigos.  E isso significa que será necessário nos dedicarmos a alguns pontos:

  1. Identificar lugares onde possamos encontrar novas pessoas
  2. Escolher as pessoas de quem vamos nos aproximar
  3. Ter iniciativa para um primeiro contato
  4. Investir nessa nova relação de amizade

Vamos falar um pouquinho sobre cada um desses passos:

1. Identificar lugares onde possamos encontrar novas pessoas

Normalmente nos relacionamos com as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia como na escola, no trabalho, na academia, na igreja, etc.  Mas muitas vezes nós nos dedicamos a um determinado grupo e nos fechamos a novos contatos.  Ou então nós frequentamos esses locais, como a academia ou igreja por exemplo, fazemos nosso treino, assistimos à missa/culto e vamos embora.

Nessa ultima situação estamos perdendo uma grande chance de conhecer novas pessoas que inclusive tem gostos e pensamentos parecidos com os nossos.  Desperdiçar isso é perder uma grande vantagem de já ter assuntos em comum para iniciar uma conversa.

Portanto você precisa considerar que todos os  locais que gosta de frequentar são perfeitos para conhecer novos futuros amigos.

2. Escolher as pessoas de quem vamos nos aproximar

Após observarmos o ambiente, é preciso agora observar as pessoas que podemos conhecer neles para fazermos amizade.  Essa observação é um grande treino e vamos nos aprimorando quanto mais praticamos.

É importante que você olhe as pessoas, vejam como elas são, o que fazem, o que leem, sua vestimenta, seu jeito de se comportar.  Tudo isso faz com que você consiga avaliar se são pessoas que parecem com você ou não.  Afinal é muito mais fácil fazer amizade com pessoas mais parecidas com o nosso jeito.

3. Ter iniciativa para um primeiro contato

Quando você identificar pessoas que lhe pareçam interessantes, é a hora de planejar o primeiro contato.  Para essa aproximação é interessante considerar as chances de que a pessoa possa lhe dar atenção.  Pessoas ocupadas, em grupo ou muito concentradas normalmente não prestam atenção ao que acontece em volta e tendem a não responder tão bem os contatos.

Observe outras pessoas que estejam sozinhas, talvez ela também tenha a mesma necessidade de fazer novos amigos.  Esse primeiro contato normalmente começa com um olhar, que se a pessoa corresponder, demonstra que esta prestando atenção em você.

Pense num assunto que vocês possam ter em comum para começar a conversa.  Cumprimente as pessoas com um sorriso no rosto – aquelas que responderem ao cumprimento estão mais propicias a conversar.  Assim, com a observação desses pequenos detalhes, você consegue avaliar as pessoas que estão mais disponíveis para se engajar numa conversa e terá mais chances de ter sucesso.

Por vezes as pessoas não estarão disponíveis, mas tudo isso é um treino, lembra?  Quanto mais você se expuser a essas situações, mais vai conseguir avaliar, escolher as pessoas e ter resultados positivos.

4. Investir nessa nova relação de amizade

Agora que já conseguiu fazer o primeiro contato, é importante alimentar essa amizade.  Afinal de contas uma amizade começará com a troca de algumas informações.  Posteriormente vocês vão iniciar uma conversa mais longa e poderão se conhecer melhor, trocar mais ideias e descobrir coisas em comum.

Alimentar a amizade significa manter contatos frequentes, pensar em fazer coisas juntos, convidar a pessoa para programas em outros lugares além dos que vocês já se encontram habitualmente.

Também nessa questão de investir na amizade é preciso pensar que as pessoas tem opiniões diferentes das nossas, e é preciso respeitar isso.  Não é porque pensamos sobre algumas coisas de maneira diferente que não poderemos ser grandes amigos.

Os amigos também são sinceros uns com os outros, mas sem usar agressividade.  A honestidade sobre seus sentimentos, compartilhar seus pensamentos, saber ouvir, aprender a conhecer os interesses do outro e respeitá-los, ser flexível até para programas que não são tão interessantes a você mas que agradam muito o outro,  todas essas habilidades são imprescindíveis aos amigos.

Muitas vezes em nossas vidas nós nos concentramos em velhos grupos de amigos e nos fechamos para novas experiencias.  Atualmente a tecnologia facilitou encontramos pessoas que há muito tempo não víamos ou não falávamos.  Mas dificultou o contato mais intenso com as pessoas.

Hoje em vez de ligarmos nós usamos o WhatsApp ou Messenger.  Lembramos dos aniversários quando os aplicativos nos enviam lembretes.  As relações estão ficando mais numerosas, mas as vezes menos intensas.

As pessoas têm pouco tempo para se encontrar, pois o trabalho, a escola, as atividades são tantas ao longo do dia que falta tempo para encontrar os amigos.

Temos todos que fazer um esforço para nos dedicar àquilo que é mais valioso para nossa vida.

Agora com essas dicas você já sabe o que pode fazer para conquistar novos amigos.  Vamos ao desafio?!

O que fazer para manter seu emocional controlado?

Antes de responder à questão gostaria de dar uma explicação: muitas vezes me perguntam se um sintoma físico pode ser psicológico… e ai eu sempre respondo com outra pergunta: Há algo em você que possamos dividir em somente psicológico e/ou físico?

Na verdade, somos uma coisa só! Isso inclui fatores psicológicos e fatores físicos e os dois se influenciam mutuamente e se complementam – significa dizer que temos questões psicológicas e físicas ao mesmo tempo  e em tudo o que fazemos.

Quando nos sentimos fisicamente dispostos, com energia, sem dores, sem incômodos físicos, a probabilidade de estarmos num estado que chamamos de bom humor é altíssima.  Agora, se temos diversos incômodos físicos, dores, fadiga, problemas de digestão, tonturas, etc etc etc, a probabilidade de estarmos de bom humor fica bem pequena.

O contrário também é verdadeiro: se nos sentimos felizes, realizados, completos, seguros, a probabilidade de sentirmos mal-estar no organismo é pequena.  Já se nos sentimos deprimidos, sem vontade de fazer nada, com medo, a probabilidade de termos sintomas físicos é muito alta.

Tudo isso nos dá então uma grande dica:  quer se manter emocionalmente controlado?

Então é preciso se manter fisicamente sadio.  Isso inclui uma boa alimentação, quantidade de horas de sono adequadas e também relaxamento físico.

Até aqui você pode me dizer:  claro que numa situação normal e de escolha eu posso optar por me manter equilibrado.  Porém e se estou doente, algo que não desejei, o que posso fazer?

Nada é simples, mas tudo é possível.

Se seu organismo está “sofrendo”, será necessário utilizarmos compensações psicológicas, ou seja, compensar o mal-estar físico por coisas que te tragam prazer.  Prazer que, de preferência, te faça esquecer, mesmo que por um instante o mal-estar físico sentido.

Vamos ao relato de J.:

Estou num tratamento para câncer no intestino e a quimio me traz muitos efeitos colaterais: dores, enjoos, cansaço, e além disso eu não tenho vontade de ver ninguém, não quero falar, fico irritada, depressiva, sinto raiva de tudo, fico descontrolada.

Infelizmente J. não podemos aliviar seus sintomas físicos (considerando que o médico já foi consultado e já prescreveu o que era possível).  Temos uma opção:  compreender que nossos sentimentos/pensamentos estão sob nosso controle e que podemos proporcionar condições para que eles sejam melhores.

Explicando melhor:

As vezes não temos nenhum controle sobre nossa condição física, mas sempre podemos controlar nossa reação a sentimentos e pensamentos.

Como?

Nos colocando em situações em que nossos comportamentos/sentimentos/pensamentos possam nos trazer consequências mais positivas.

Se você está perto de quem você ama, é mais provável que você se sinta feliz!  Então deve estar mais vezes na presença dessas pessoas.  Você terá que se descobrir, pois pela correria do dia a dia nem sabemos o que nos faz felizes.

O que faz você se sentir feliz?

O importante é buscar o que te deixem bem, para você se sentir mais confortável frente ao mal-estar físico.  Ah, claro que também vale lembrar que evitar situações que te estressam também é muito produtivo!

É nossa escolha compreender que o tratamento é doloroso, invasivo, mas é o caminho para melhorar nosso quadro clínico atual.  Revoltar-se, questionar, negar, não aderir ao tratamento não fará com que a doença melhore, ao contrário, pode fazer piorar.

Então o grande segredo para se manter equilibrado emocionalmente é saber que VOCÊ ESTÁ NO CONTROLE.

Ninguém disse que é fácil!  Muitas vezes é necessário procurar um profissional da psicologia para ajudar a encontrar o caminho mais curto e menos sofrido.

Mas é possível!  Basta olhar para os lados e perceber que há pessoas com dor, mas ainda assim sorrindo.  E que há pessoas que mesmo deprimidas, se esforçam para ir à academia e fazer meia hora de exercício físico.  Porque não podemos esquecer da lei da compensação: físico e emocional devem estar bem, pois um influencia o outro.

Qual será sua opção para 2017, que só está começando?

É possível voltar de onde você parou, antes de descobrir o câncer?

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A vida seguia normalmente –  do trabalho para casa, de casa para o trabalho, família, amigos, pouco tempo para curtir os prazeres, muito stress, cansaço, algumas dores… até que chegou o diagnóstico do câncer e parece que tudo na vida parou.   Foi um choque!  O filme da vida passando em segundos na cabeça, os medos, a tristeza de não poder mais curtir com a família os sábados de sol, a vazio de pensar que não poderia mais acompanhar os filhos com a lição de casa, o sofrimento em pensar que não estaria mais ao lado da pessoa amada e… vamos parar um pouquinho esse filme para uma pergunta:

VOCÊ REALMENTE APROVEITAVA SUA VIDA ANTES DE TER O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER?

Realmente curtia os sábados de sol, ligava para os pais ou parentes para visita-los, entrava nas brincadeiras e fantasias dos filhos ou até mesmo das crianças do bairro, almoçava saboreando deliciosamente cada ingrediente do prato, acordava pela manhã e olhava para o céu azul – ou cinza – e sempre pensava em como poderia aproveitar o dia; viajava, descansava, curtia? Ou não tinha tempo para isso?

Infelizmente pesquisas comprovam que apenas uma grande minoria das pessoas sabe aproveitar a vida.  A maioria sempre está correndo atrás de algo que precisa conquistar, que precisa fazer, que precisa ver… E a probabilidade de você ter se colocado no grupo dos estressados é bem grande.  E olha que estamos falando disso tudo antes do diagnóstico.

Após meu convívio com os pacientes e também no contato com seus familiares, gostaria de plantar uma sementinha de um novo pensamento com esse texto de hoje: é bem contraditório o que vou colocar, mas não podemos deixar de dizer que muitas pessoas após passarem por uma experiência muito difícil como o Câncer, relatam e são avaliadas como muito melhores!

Sabe por que?

Simplesmente porque a doença faz com que a pessoa entre em contato com questões fundamentais para sua vida, mas que são deixadas de lado em função da correria cotidiana do trabalho, etc.

Quando adoecemos enfrentamos nossos maiores medos: a solidão, a proximidade da morte, a dependência do outro, a falta de controle, medo de sofrer e muitos outros.  E ao longo de todo o processo de tratamento nos deparamos com esses e outros inúmeros medos, e não há opção ou escolha, pois, para seguir em frente é necessário enfrenta-los.  E mais do que enfrenta-los, vamos superando a cada um, pouco a pouco.

Normalmente os pacientes passam a dar mais valor para as pequenas coisas, pois efetivamente são elas que fazem a diferença em nossas vidas.  Um abraço, alguém para lhe fazer companhia, segurar sua mão numa hora difícil, lhe preparar uma comida quentinha, dar uma carona, uma ligação num dia de desanimo, colocar sua música preferida para te relaxar… esses são realmente os verdadeiros prazeres que temos na vida.

E com a doença acabamos sendo obrigados a conviver mais com as pessoas que nos cercam; a depender delas e com isso nos tornamos mais tolerantes – claro que no início é um desespero, mas se melhorarmos de 2 para 4 numa escala de tolerância, já é um grande ganho.

Claro que é possível e necessário retomar as atividades, o trabalho, a convivência, os hobbies quando o paciente se sente melhor.  Mas uma coisa que não será a mesma é seu interior.

Certamente a pessoa se tornará muito diferente em relação a seus sentimentos, no relacionamento com os outros, e no respeito com sua própria vida!

E sinceramente, você gostaria de ser o mesmo de antes da doença?

Muitas pessoas agradecem pela oportunidade de ter vivido uma doença e assim terem aprendido a dar valor para algumas outras coisas que não viam, mas que estava ali em seu dia a dia.

Claro que não precisamos estar doentes para aproveitar a vida, então lhe convido a pensar:

Com ou sem diagnóstico.  Recentemente diagnosticado ou vivendo com sua doença há anos: VOCÊ TEM APROVEITADO A SUA VIDA?

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