Como falar sobre a morte

O que é a morte?  O que é morrer?

Nunca ouvi alguém dizer que gosta de falar sobre o assunto.  Entretanto a morte é o único fato que nos iguala, que nos aproxima, que nos torna comuns – como uma flor, um bicho ou um amor.  Tudo morre.  Tudo o que está vivo, um dia se findará.

Então por qual motivo temos tanto medo do final?  Talvez seja pela falta de controle sobre o momento em que acontecerá?  Ou será por desejarmos termos mais e mais tempo para fazer tudo aquilo que desejamos?

Então fico aqui pensando:

se queremos mais tempo, então…

E se em vez de nos preocuparmos tanto sobre quando o morrer chegar… nos dedicássemos ao bem viver?  Se não tentarmos controlar o tempo, mas o nosso pensamento, o destinando somente aos nossos amores e desejos intensos?

E se em vez de cultivarmos o stress, déssemos chance para o nascimento da paz interior?  Aquela que encontramos quando conseguimos viver a intensidade de um momento, a felicidade de um beijo, a doçura de um abraço ou o acalanto de uma palavra de afeto?

E se em vez de questionarmos o mundo questionássemos a nós mesmos:  o que estou fazendo com a minha vida?  A quem estou dedicando minhas ações?  Que tipo de sentimentos estou cultivando?

E se em vez de culparmos a doença, assumíssemos a responsabilidade de aproveitar cada segundo que nos resta?  E aproveitar significa viver no hoje!  E para isso é preciso concentração, vontade, energia e treino.

E se em vez de chorarmos de medo da morte, sorríssemos pela alegria da vida?  Pequena, curta, sofrida, turbulenta, serena, profícua, intensa, descontrolada … mas a vida que pode ser vivida?

Me parece então que o problema não é a morte.  Me parece que ao colocar a possibilidade do desaparecimento, é o momento em que as coisas mais importantes da vida se tornam visíveis – porque no dia a dia elas existem, mas são como fumaça, intangíveis, voláteis, quase inacessíveis.  Elas podem estar aí por mais um instante.  Mas se você não olhar, não poderá alcançar.

Da morte não sabemos nada – sonhamos e imaginamos tudo.  Do céu ao inferno, do paraíso ao nada, do renascer ao extinguir.  E por isso não há nada que possamos fazer.

Mas da vida, sabemos o que está ocorrendo agora.

Pode não ser o que exatamente desejamos.  Pode ser inclusive muito longe do que sonhamos.  Pode ser algo que nos incomoda e nos faz sofrer.  Mas é isso o que temos e o que sabemos.  São essas experiencias, lutas, aprendizados que temos para viver.

As vezes já estamos mortos e nem sabemos…

O que eu faço para ter amigos? 4 dicas especiais.

O que faço para ter amigos - 5 dicas especiais

 

Tenho muitos conhecidos, pessoal da escola/faculdade, no trabalho, no clube, pessoal da família que é mais próximo, mas não sinto que eu tenha aquela pessoa que me entende e com quem eu possa contar… eu não tenho um melhor amigo.

Eu até tenho algumas pessoas com quem eu gostaria de conversar, mas sempre que as procuro elas nunca me retornam, ou nunca tem tempo para mim.  Eu fico sempre me perguntando o que eu faço para ter amigos de verdade?  Como devo me aproximar das pessoas?  O que eu devo dizer?

 

Se você se identificou com alguma parte desse relato, esse texto é para você!  Quero lhe apresentar algumas dicas para que você se sinta mais confiante ao fazer novas amizades.

Em primeiro lugar é importante pensarmos que para termos mais amigos é preciso QUERER fazer novos amigos.  E isso significa que será necessário nos dedicarmos a alguns pontos:

  1. Identificar lugares onde possamos encontrar novas pessoas
  2. Escolher as pessoas de quem vamos nos aproximar
  3. Ter iniciativa para um primeiro contato
  4. Investir nessa nova relação de amizade

Vamos falar um pouquinho sobre cada um desses passos:

1. Identificar lugares onde possamos encontrar novas pessoas

Normalmente nos relacionamos com as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia como na escola, no trabalho, na academia, na igreja, etc.  Mas muitas vezes nós nos dedicamos a um determinado grupo e nos fechamos a novos contatos.  Ou então nós frequentamos esses locais, como a academia ou igreja por exemplo, fazemos nosso treino, assistimos à missa/culto e vamos embora.

Nessa ultima situação estamos perdendo uma grande chance de conhecer novas pessoas que inclusive tem gostos e pensamentos parecidos com os nossos.  Desperdiçar isso é perder uma grande vantagem de já ter assuntos em comum para iniciar uma conversa.

Portanto você precisa considerar que todos os  locais que gosta de frequentar são perfeitos para conhecer novos futuros amigos.

2. Escolher as pessoas de quem vamos nos aproximar

Após observarmos o ambiente, é preciso agora observar as pessoas que podemos conhecer neles para fazermos amizade.  Essa observação é um grande treino e vamos nos aprimorando quanto mais praticamos.

É importante que você olhe as pessoas, vejam como elas são, o que fazem, o que leem, sua vestimenta, seu jeito de se comportar.  Tudo isso faz com que você consiga avaliar se são pessoas que parecem com você ou não.  Afinal é muito mais fácil fazer amizade com pessoas mais parecidas com o nosso jeito.

3. Ter iniciativa para um primeiro contato

Quando você identificar pessoas que lhe pareçam interessantes, é a hora de planejar o primeiro contato.  Para essa aproximação é interessante considerar as chances de que a pessoa possa lhe dar atenção.  Pessoas ocupadas, em grupo ou muito concentradas normalmente não prestam atenção ao que acontece em volta e tendem a não responder tão bem os contatos.

Observe outras pessoas que estejam sozinhas, talvez ela também tenha a mesma necessidade de fazer novos amigos.  Esse primeiro contato normalmente começa com um olhar, que se a pessoa corresponder, demonstra que esta prestando atenção em você.

Pense num assunto que vocês possam ter em comum para começar a conversa.  Cumprimente as pessoas com um sorriso no rosto – aquelas que responderem ao cumprimento estão mais propicias a conversar.  Assim, com a observação desses pequenos detalhes, você consegue avaliar as pessoas que estão mais disponíveis para se engajar numa conversa e terá mais chances de ter sucesso.

Por vezes as pessoas não estarão disponíveis, mas tudo isso é um treino, lembra?  Quanto mais você se expuser a essas situações, mais vai conseguir avaliar, escolher as pessoas e ter resultados positivos.

4. Investir nessa nova relação de amizade

Agora que já conseguiu fazer o primeiro contato, é importante alimentar essa amizade.  Afinal de contas uma amizade começará com a troca de algumas informações.  Posteriormente vocês vão iniciar uma conversa mais longa e poderão se conhecer melhor, trocar mais ideias e descobrir coisas em comum.

Alimentar a amizade significa manter contatos frequentes, pensar em fazer coisas juntos, convidar a pessoa para programas em outros lugares além dos que vocês já se encontram habitualmente.

Também nessa questão de investir na amizade é preciso pensar que as pessoas tem opiniões diferentes das nossas, e é preciso respeitar isso.  Não é porque pensamos sobre algumas coisas de maneira diferente que não poderemos ser grandes amigos.

Os amigos também são sinceros uns com os outros, mas sem usar agressividade.  A honestidade sobre seus sentimentos, compartilhar seus pensamentos, saber ouvir, aprender a conhecer os interesses do outro e respeitá-los, ser flexível até para programas que não são tão interessantes a você mas que agradam muito o outro,  todas essas habilidades são imprescindíveis aos amigos.

Muitas vezes em nossas vidas nós nos concentramos em velhos grupos de amigos e nos fechamos para novas experiencias.  Atualmente a tecnologia facilitou encontramos pessoas que há muito tempo não víamos ou não falávamos.  Mas dificultou o contato mais intenso com as pessoas.

Hoje em vez de ligarmos nós usamos o WhatsApp ou Messenger.  Lembramos dos aniversários quando os aplicativos nos enviam lembretes.  As relações estão ficando mais numerosas, mas as vezes menos intensas.

As pessoas têm pouco tempo para se encontrar, pois o trabalho, a escola, as atividades são tantas ao longo do dia que falta tempo para encontrar os amigos.

Temos todos que fazer um esforço para nos dedicar àquilo que é mais valioso para nossa vida.

Agora com essas dicas você já sabe o que pode fazer para conquistar novos amigos.  Vamos ao desafio?!

O que fazer para manter seu emocional controlado?

Antes de responder à questão gostaria de dar uma explicação: muitas vezes me perguntam se um sintoma físico pode ser psicológico… e ai eu sempre respondo com outra pergunta: Há algo em você que possamos dividir em somente psicológico e/ou físico?

Na verdade, somos uma coisa só! Isso inclui fatores psicológicos e fatores físicos e os dois se influenciam mutuamente e se complementam – significa dizer que temos questões psicológicas e físicas ao mesmo tempo  e em tudo o que fazemos.

Quando nos sentimos fisicamente dispostos, com energia, sem dores, sem incômodos físicos, a probabilidade de estarmos num estado que chamamos de bom humor é altíssima.  Agora, se temos diversos incômodos físicos, dores, fadiga, problemas de digestão, tonturas, etc etc etc, a probabilidade de estarmos de bom humor fica bem pequena.

O contrário também é verdadeiro: se nos sentimos felizes, realizados, completos, seguros, a probabilidade de sentirmos mal-estar no organismo é pequena.  Já se nos sentimos deprimidos, sem vontade de fazer nada, com medo, a probabilidade de termos sintomas físicos é muito alta.

Tudo isso nos dá então uma grande dica:  quer se manter emocionalmente controlado?

Então é preciso se manter fisicamente sadio.  Isso inclui uma boa alimentação, quantidade de horas de sono adequadas e também relaxamento físico.

Até aqui você pode me dizer:  claro que numa situação normal e de escolha eu posso optar por me manter equilibrado.  Porém e se estou doente, algo que não desejei, o que posso fazer?

Nada é simples, mas tudo é possível.

Se seu organismo está “sofrendo”, será necessário utilizarmos compensações psicológicas, ou seja, compensar o mal-estar físico por coisas que te tragam prazer.  Prazer que, de preferência, te faça esquecer, mesmo que por um instante o mal-estar físico sentido.

Vamos ao relato de J.:

Estou num tratamento para câncer no intestino e a quimio me traz muitos efeitos colaterais: dores, enjoos, cansaço, e além disso eu não tenho vontade de ver ninguém, não quero falar, fico irritada, depressiva, sinto raiva de tudo, fico descontrolada.

Infelizmente J. não podemos aliviar seus sintomas físicos (considerando que o médico já foi consultado e já prescreveu o que era possível).  Temos uma opção:  compreender que nossos sentimentos/pensamentos estão sob nosso controle e que podemos proporcionar condições para que eles sejam melhores.

Explicando melhor:

As vezes não temos nenhum controle sobre nossa condição física, mas sempre podemos controlar nossa reação a sentimentos e pensamentos.

Como?

Nos colocando em situações em que nossos comportamentos/sentimentos/pensamentos possam nos trazer consequências mais positivas.

Se você está perto de quem você ama, é mais provável que você se sinta feliz!  Então deve estar mais vezes na presença dessas pessoas.  Você terá que se descobrir, pois pela correria do dia a dia nem sabemos o que nos faz felizes.

O que faz você se sentir feliz?

O importante é buscar o que te deixem bem, para você se sentir mais confortável frente ao mal-estar físico.  Ah, claro que também vale lembrar que evitar situações que te estressam também é muito produtivo!

É nossa escolha compreender que o tratamento é doloroso, invasivo, mas é o caminho para melhorar nosso quadro clínico atual.  Revoltar-se, questionar, negar, não aderir ao tratamento não fará com que a doença melhore, ao contrário, pode fazer piorar.

Então o grande segredo para se manter equilibrado emocionalmente é saber que VOCÊ ESTÁ NO CONTROLE.

Ninguém disse que é fácil!  Muitas vezes é necessário procurar um profissional da psicologia para ajudar a encontrar o caminho mais curto e menos sofrido.

Mas é possível!  Basta olhar para os lados e perceber que há pessoas com dor, mas ainda assim sorrindo.  E que há pessoas que mesmo deprimidas, se esforçam para ir à academia e fazer meia hora de exercício físico.  Porque não podemos esquecer da lei da compensação: físico e emocional devem estar bem, pois um influencia o outro.

Qual será sua opção para 2017, que só está começando?

É possível voltar de onde você parou, antes de descobrir o câncer?

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A vida seguia normalmente –  do trabalho para casa, de casa para o trabalho, família, amigos, pouco tempo para curtir os prazeres, muito stress, cansaço, algumas dores… até que chegou o diagnóstico do câncer e parece que tudo na vida parou.   Foi um choque!  O filme da vida passando em segundos na cabeça, os medos, a tristeza de não poder mais curtir com a família os sábados de sol, a vazio de pensar que não poderia mais acompanhar os filhos com a lição de casa, o sofrimento em pensar que não estaria mais ao lado da pessoa amada e… vamos parar um pouquinho esse filme para uma pergunta:

VOCÊ REALMENTE APROVEITAVA SUA VIDA ANTES DE TER O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER?

Realmente curtia os sábados de sol, ligava para os pais ou parentes para visita-los, entrava nas brincadeiras e fantasias dos filhos ou até mesmo das crianças do bairro, almoçava saboreando deliciosamente cada ingrediente do prato, acordava pela manhã e olhava para o céu azul – ou cinza – e sempre pensava em como poderia aproveitar o dia; viajava, descansava, curtia? Ou não tinha tempo para isso?

Infelizmente pesquisas comprovam que apenas uma grande minoria das pessoas sabe aproveitar a vida.  A maioria sempre está correndo atrás de algo que precisa conquistar, que precisa fazer, que precisa ver… E a probabilidade de você ter se colocado no grupo dos estressados é bem grande.  E olha que estamos falando disso tudo antes do diagnóstico.

Após meu convívio com os pacientes e também no contato com seus familiares, gostaria de plantar uma sementinha de um novo pensamento com esse texto de hoje: é bem contraditório o que vou colocar, mas não podemos deixar de dizer que muitas pessoas após passarem por uma experiência muito difícil como o Câncer, relatam e são avaliadas como muito melhores!

Sabe por que?

Simplesmente porque a doença faz com que a pessoa entre em contato com questões fundamentais para sua vida, mas que são deixadas de lado em função da correria cotidiana do trabalho, etc.

Quando adoecemos enfrentamos nossos maiores medos: a solidão, a proximidade da morte, a dependência do outro, a falta de controle, medo de sofrer e muitos outros.  E ao longo de todo o processo de tratamento nos deparamos com esses e outros inúmeros medos, e não há opção ou escolha, pois, para seguir em frente é necessário enfrenta-los.  E mais do que enfrenta-los, vamos superando a cada um, pouco a pouco.

Normalmente os pacientes passam a dar mais valor para as pequenas coisas, pois efetivamente são elas que fazem a diferença em nossas vidas.  Um abraço, alguém para lhe fazer companhia, segurar sua mão numa hora difícil, lhe preparar uma comida quentinha, dar uma carona, uma ligação num dia de desanimo, colocar sua música preferida para te relaxar… esses são realmente os verdadeiros prazeres que temos na vida.

E com a doença acabamos sendo obrigados a conviver mais com as pessoas que nos cercam; a depender delas e com isso nos tornamos mais tolerantes – claro que no início é um desespero, mas se melhorarmos de 2 para 4 numa escala de tolerância, já é um grande ganho.

Claro que é possível e necessário retomar as atividades, o trabalho, a convivência, os hobbies quando o paciente se sente melhor.  Mas uma coisa que não será a mesma é seu interior.

Certamente a pessoa se tornará muito diferente em relação a seus sentimentos, no relacionamento com os outros, e no respeito com sua própria vida!

E sinceramente, você gostaria de ser o mesmo de antes da doença?

Muitas pessoas agradecem pela oportunidade de ter vivido uma doença e assim terem aprendido a dar valor para algumas outras coisas que não viam, mas que estava ali em seu dia a dia.

Claro que não precisamos estar doentes para aproveitar a vida, então lhe convido a pensar:

Com ou sem diagnóstico.  Recentemente diagnosticado ou vivendo com sua doença há anos: VOCÊ TEM APROVEITADO A SUA VIDA?

Como superar a perda de um ente querido.

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Falar sobre perda é sempre muito difícil, pois a dor da perda é sempre imensa, e só pode ser mensurada por quem a está sentindo.  Mesmo que a gente saiba que todos estão ali ao lado para nos ajudar, perder alguém importante em nossas vidas é muito doloroso e por vezes insuportável… é como se estivéssemos tendo um pedaço arrancado, perdêssemos uma parte de nós mesmos.

Por que será que é tão difícil enfrentar dor da perda?

E na verdade, estamos falando em perder exatamente o que?

Vamos refletir:

Quando convivemos com alguém, o que nós obtemos de gratificante sobre o relacionamento é a companhia da pessoa.  Ou seja, fazíamos coisas legais juntos, eu podia me abrir, confiar, me dava afeto, me fazia bem, etc.  Quando eu perco essa pessoa, não perco somente a figura amada, perco também estes outros prazeres.  Sinto que estou perdido por não saber em quem posso confiar.  Não consigo me abrir com outras pessoas.  Não me sinto tão confortável como com a pessoa que se foi.  São essas coisas que vão nos atrapalhar para lidar com a ausência de quem se foi.  Simplesmente porque no primeiro momento só conseguimos verificar que a pessoa se foi e com ela foi toda essa possibilidade de ser feliz.

Além desse sentimento de desamparo, ainda há a dúvida é: o que devo fazer agora, por onde começar?  Há uma burocracia a ser enfrentada; há os pertences da pessoa que faleceu – a casa, as roupas, os móveis…

O que fazer com tudo isso?

Em primeiro lugar é preciso que você se respeite.  Respeite o seu momento de dizer adeus.   Despeça-se de tudo o que desejar.  Se quiser, fique com uma lembrança, um objeto… e aos poucos, de acordo com o seu tempo, vá pensando em destinos para tudo isso.  Peça auxilio para amigos e parentes no ato de mexer nas coisas da pessoa falecida – esse momento é sempre difícil, pois você olhará para uma roupa e se lembrará do passeio que fizeram, do que viveram juntos quando a pessoa vestia aquela peça, e tudo isso faz parte do que chamamos de luto.  E o luto nada mais é do que a conscientização de que a pessoa realmente se foi.  E de que você permanece e, portanto, precisa dar seguimento para sua vida.

Permita-se ficar triste, chorar, relembrar, sofrer… esse é o momento da despedida e precisamos vive-lo.  Ninguém poderá vive-lo por nós, cada um terá o seu luto, cada um sentirá de seu jeito a dor da perda.

É muito comum pensamentos recorrentes de culpa, de arrependimento, de sofrimento por não ter dito algo que gostaria.  Para isso será importante compreender que nós todos fazemos aquilo que conseguimos em cada momento.  E no momento seguinte conseguimos olhar para trás e pensar: puxa vida, deveria ter feito X coisa.  Mas reparou que só conseguimos ver isso depois que passa?  É porque não estávamos prontos, maduros emocionalmente para ver a situação antes… então não alimente esses pensamentos.  Eles podem vir, mas se não forem alimentados, se você se propuser a buscar auxílio, a fazer coisas novas em vez de ficar sentado pensando nas mesmas coisas, certamente eles passarão.

E uma última situação é que, após começar a se sentir melhor, você precisa lembrar que sua vida continua.  Você tem outras pessoas que te amam, e que você ama também.   Você tem trabalho a fazer, tem sua vida para viver.

Vamos recordar o primeiro parágrafo da reflexão: 

Perdemos o sentido de fazer algumas coisas porque a pessoa que nos acompanhava não está mais aqui conosco.  Aqui são dois pontos fundamentais, que não podemos esquecer por nenhum segundo:

  1. A pessoa física se foi, mas ela só morrerá quando você a esquecer. Manter memorias, lembranças, fotos, recordações da pessoa amada é muito saudável pois ela fez parte de sua vida e você não deve apagar essa página.
  2. Para superar essa dor da perda será necessário construir novas relações com outras pessoas. Certamente haverá outras pessoas em quem você possa confiar, com quem você se sinta bem, que também te fazem feliz.

Mas espere!

Falamos em superar a dor da perda, em doar as coisas, em buscar novas pessoas e construir com elas relações harmoniosas e felizes de amizade, de afeto.

Mas não estamos falando para SUBSTITUIR a pessoa que se foi – ela é insubstituível.  Todos nós somos insubstituíveis.

Falamos sim em seguir em frente, em pensar que sua vida está aí para ser vivida, e certamente, aquela pessoa que o ama e que se foi, não gostaria de te ver entregando os pontos.  Afinal, quando amamos, sempre queremos ver a pessoa feliz!

Então, é hora de pensar em como você está enfrentando esse momento:

  1. Sente-se triste, mas já voltou ao trabalho.  As vezes se pega pensando e até chorando.  Mas na maioria do tempo consegue desempenhar suas atividades – é um bom indício… você está triste pela perda, mas está reagindo muito bem a ela.
  2. Você ainda não conseguiu voltar ao trabalho, não consegue se concentrar, não tem vontade de comer, não está dormindo bem mesmo após uma semana do falecimento; é importante consultar um psicólogo para que possam avaliar o que está acontecendo com você. Uma avaliação profissional irá lhe auxiliar a compreender os motivos pelos quais está tão difícil vivenciar esse momento que é intenso, mas que também deve ser passageiro.

Ter alguém para conversar sobre seus sentimentos, que possa lhe acolher, sem julgar, e também lhe ajudar a fazer análises sobre sua forma de lidar com sua perda é muito importante.

Cabe aqui ainda ressaltar que as crianças também vivenciam o luto – algumas enfrentam de forma mais adequada e outras não.  É mais difícil que as crianças consigam se expressar.  Portanto, precisamos ficar atentos aos sinais que normalmente se refletem na escola, seja em relação a desempenho, seja nos contatos sociais.  Uma conversa com os professores sempre é útil para avaliar se está tudo correndo bem.

Enfim, o ser humano tem grandes dificuldades em lidar com a dor da perda.  Cada vez em que perdemos uma pessoa, a nossa finitude fica muito evidente.  E pensar que não poderemos mais viver com nossos filhos, trabalhar no que gostamos, comer aquela comidinha preferida, estar perto de quem amamos… o sentimento de que isso pode acabar nos traz grande angústia…

Tenho então uma última questão:  você realmente está aproveitando TODOS os momentos da sua vida AGORA?

NÃO?!

Então está na hora de rever e de mudar tudo isso – só depende de você!

E se precisar de ajuda, a terapia pode ser uma boa alternativa.

Como enfrentar a demora dos exames e do início do tratamento para o câncer?

Como enfrentar a demora dos exames e do início do tratamento para o câncer?

Um dos primeiros problemas enfrentados pelo paciente e também por sua família logo após o diagnóstico da doença é a dificuldade em acessar os tratamentos disponíveis.

E se o paciente já conseguiu ser diagnosticado é uma grande vantagem, pois o processo diagnóstico eu diria que é tão exaustivo quanto aguardar para ter acesso aos tratamentos.

Infelizmente nós temos uma grande dificuldade para o atendimento no sistema público de saúde em nosso país, e tampouco o sistema particular nos traz segurança e tranquilidade – embora seus valores muitas vezes sejam abusivos.

Então, além de sofrer em relação aos sintomas da doença, às dificuldades financeiras advindas dos medicamentos necessários, do afastamento do trabalho, da perícia que demora, das dificuldades para que os cuidadores possam se organizar e auxiliar o paciente, ainda é necessário que todos tenham energias e forças para obter informações, enfrentar burocracias, conseguir documentações, vagas, etc.

Mas qual será a forma de enfrentar todas essas dificuldades?

Talvez o mais difícil, mas sem dúvidas o mais importante: SIGA SEMPRE EM FRENTE!

Claro que frente às dificuldades (não estamos falando em pequenas dificuldades, mas em grandes problemas de saúde e até financeiros) temos dificuldades em ter pensamentos positivos, esperança e acreditar.  Mas é exatamente neste momento que devemos “provar” do que somos feitos.

Lembra-se da história dos três porquinhos?  As casas de palha, de madeira e de tijolos?

Então, do que VOCÊ construiu sua “casa”?

É preciso que, mesmo que nossa casa se abale as vezes, tenhamos sempre a iniciativa de substituir uma palha ou uma ripa de madeira por um tijolo.  E a cada dificuldade, a cada desafio da vida, uma ação de positividade trará muito mais resultados do que uma ação de inércia ou de negativismo.

NÃO É FÁCIL, MAS É POSSÍVEL!

Estive no congresso da IMF realizado no mês de julho e conheci inúmeros pacientes que tiveram essas ações.  Pessoas que decidiram que apesar da doença, iriam viver cada dia como se fosse único, e não desistiram jamais de lutar.

Não estou falando de coisas grandiosas, mas de ações pequenas como se manter ativo o máximo que puder, manter uma alimentação balanceada, dormir o tempo adequado e respeitar as orientações médicas sobre esforços físicos, e se possível, manter o corpo sempre ativo.

E uma das ações mais positivas, é se manter ativo socialmente.

Isso significa dizer que você precisa estar próximo a seus familiares e amigos, deve ajudar sempre no que for possível e manter sua independência pelo máximo que conseguir – mas se isso for lhe custar algum risco, aprender a pedir ajuda.

Nós somos exatamente aquilo que fazemos num determinado momento.  Você pode sim estar doente, mas está aqui, e deve aproveitar ao máximo todas as oportunidades para ser feliz!

E talvez a felicidade não seja exatamente do jeito que você esperava, mas é necessário que você busque novas formas de estar feliz e continuar em frente, continuar com os pequenos prazeres da vida, na companhia de quem te ama, e fazendo coisas que você gosta.

Não pode mais praticar exercícios físicos, assista seu esporte predileto na TV; se sente triste porque seus cabelos caíram, adote um item charmoso como os lenços ou chapéu e não deixe que isso te impeça de realizar suas atividades; tem dores e não se sente tão disposto, aproveite os momentos em que tiver disposição para fazer algo que lhe traga prazer, e descanse quando for necessário.

E desta maneira, com pequenas ações, será possível enfrentar cada dificuldade que aparecer.

A espera é dolorosa, irritante, desmotivadora, decepcionante, mas é preciso ACREDITAR! Porque sempre há uma alternativa.

E para entender sobre as alterativas, busque informações – não desanime com o primeiro não, nem na 13ª dificuldade.  Busque com médicos, enfermeiros, e todos os outros profissionais da saúde que você tenha contato; utilize as redes sociais, compartilhe dúvidas, faça perguntas para quem já enfrentou os mesmos problemas; busque instituições como a IMF que podem lhe auxiliar com dados confiáveis.

E se necessário for, busque seus direitos na justiça, mas não deixe que digam que você não pode.

Lembre-se que saúde é um direito seu, e que você deve fazer sua “casa” a cada dia, trocando os materiais e tentando adequá-los às situações que você vivencia.

O que é desesperança? Faça seu “diagnóstico” e aprenda 2 dicas para combatê-la.

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Você já pensou que seus sentimentos podem dificultar sua recuperação?  Eles são um grande termômetro sobre como você está lidando com as dificuldades da doença e da vida.

Tristeza, ausência de prazer no que faz, sensação de estar sendo punido (a), irritabilidade, dificuldade em tomar decisões, dificuldade ou incapacidade para o trabalho, insônia, cansaço, alteração do apetite, … e até pensamentos de que a vida não vale mais a pena.

Todos esses sintomas físicos ou psicológicos são naturais em nossas vidas, principalmente quando nos deparamos com uma doença grave.  O natural é que estejam presentes no primeiro impacto do diagnóstico, e sejam amenizados ou desapareçam ao longo do tempo.  Portanto se você tem experimentado esses ou algum outro sintoma, é hora de buscar auxílio médico e/ou psicológico.

Algumas sensações são decorrentes da própria medicação e podem ser explicados pelo médico.  Você deve relatar  o que sente e questionar seus médicos sobre origens dos sintomas e medidas paliativas.

Entretanto alguns são advindos da maneira como você tem lidado com sua doença.  E hoje eu gostaria de conversar com você sobre um dos sentimentos/pensamentos mais importantes com o qual lidamos com as dificuldades em nossas vidas: A ESPERANÇA.

Você sabia que a desesperança pode desencadear os sintomas descritos anteriormente?

Mas afinal de contas o que é essa tal de desesperança?

Segundo o dicionário Michaelis esperança é o ato de esperar aquilo que se deseja obter.

E você, o que você tem desejado?

É possível perceber que alguns pacientes passam a ter dificuldades em pensar mais no futuro.  Adquirem uma visão pessimista sobre a vida, evitam contatos sociais, deixam de realizar atividade cotidianas mesmo tendo condições físicas para fazê-las, e em consequência passam a se sentir tristes, desmotivados, depressivos e ansiosos.

A falta desse desejo, da esperança, é a desesperança.

Você acredita que esse pode ser o seu caso?

Então é muito importante que você avalie as questões a seguir, tente efetuar os exercícios, e caso não se sinta melhor, é preciso que busque auxílio médico ou psicológico, pois quanto mais tempo você se sentir mal, sem esperanças, menos você fará para melhorar, e seu prognóstico pode ser prejudicado.

  1. Entenda quais reações físicas e psicológicas os medicamentos que você utiliza podem lhe causar e por quanto tempo perduram. Isso lhe ajudará a diferenciar o que é causado pelos medicamentos X sua forma de enfrentar as dificuldades.
  • Avalie como tem se comportado atualmente
  • Está mais pessimista em relação a vida?
  • Tem tido menos vontade de realizar as atividades cotidianas?
  • Se afastou das pessoas? (Não inclua aqui recomendação médica em função da baixa imunidade)
  • Pensamentos suicidas
  • Descrença em novas propostas de tratamento
  • Dificuldade em sonhar com o futuro

Em caso de responda afirmativamente a pelo menos uma das questões, é sinal de que você precisa pensar em alternativas diferentes para enfrentar seus problemas, ou seja, precisa de ajuda.

2.  Coloque em um papel todos os sonhos que você sempre teve, desde coisas simples como visitar mais as pessoas que gosta, dizer mais “eu te amo”, fazer uma viagem, comprar a casa própria, etc. O que te impede de fazer algumas dessas coisas? Sabia que as pequenas coisas, as coisas do dia a dia é que fazem a grande diferença em nossas vidas?

3.  O que você está fazendo para ser feliz hoje? Tem certeza absoluta que é somente a doença que lhe impede?  Já percebeu que alguns pacientes, mesmo doentes e até com alguns sintomas mais complicados que os seus, ainda se mantém ativos e fazendo coisas que os deixam felizes?

A esperança é um dos principais motores que nos motiva a fazer coisas.  E quanto menos coisa fazemos, menos respostas e consequências temos, e isso nos deixa com menos vontade de fazer novas tentativas.

Mesmo frente a condições adversas como uma doença, é imprescindível que mantenhamos nosso motor ligado, que tenhamos a esperança de que pode ser melhor, e que o melhor pode ser exatamente o hoje.  Então a sugestão de hoje é que você possa olhar seu futuro não daqui há 5, 15, 30 anos, mas o seu futuro hoje, daqui há 3 horas… o que você pode fazer para que você seja feliz?  Muitas vezes está em suas mãos, basta olhar e seguir em frente.

Aí eu me casei e me esqueci de algumas coisas tipo…

Aí eu me casei e me esqueci de algumas coisas tipo…

Doar-se é diferente de anular-se… e então comecei a ter alguns problemas.

Percebi que a vida a dois não é um conto de fadas como aprendi quando era menina. Foi por meio desses surpreendentes encontros entre o príncipe e a princesa que teci todos os meus sonhos de casar, ter uma família, ter filhos e viver muito feliz. Mesmo porque era assim que minha avó, minha tia, minha mãe, minha irmã, a sociedade inteira dizia que eu encontraria a felicidade.

Só que eu me casei, tive filhos e me dei conta de que não estava feliz! O que faltava então? Onde está essa felicidade tão difícil de conquistar?

Foram inúmeros questionamentos até começar a compreender:

1. O amor é um sentimento construído. E sim, é preciso escolher para quem e com quem iremos construir esse sentimento. Ele não deve ser maior do que nós mesmos.

2. A união saudável entre duas pessoas deve ser natural, sem esforços desnecessários, sem provas, sem desesperos… apenas deve haver o respeito natural entre duas pessoas que se relacionam, e os sentimentos são recíprocos e genuínos.

3. Buscar a “tampa da panela”, “a metade da laranja” tem dois lados: o positivo é que devo buscar algo que seja da mesma natureza que eu, ou seja, combinar meia laranja com meio quiabo não daria muito certo, então é saudável a busca por uma pessoa semelhante; o lado negativo é que, se estou procurando algo que falta no outro, é sinal que também encontrarei alguém “faltante” – o que uma pessoa que não é completa pode compartilhar? É provável que ela também queira ser complementada. Daqui surgem sentimentos de dependência que não são os mais indicados para um relacionamento afetivo.

4. Filhos são pessoas que amo, e não devo depositar minhas expectativas ou sonhos neles. Eles têm o direito de ter os próprios sonhos. Irão crescer e querer viver a vida deles, assim como cada um de nós fez.

5. Além de ser mãe devo me lembrar que sou esposa, companheira, amiga, profissional e todos os demais papeis que eu assumi antes do casamento. Eles ainda existem e não é saudável abandoná-los, pois abandonar meus próprios sonhos significa ficar frente a frente com a frustração. E muitas vezes significa culpar o outro pelas minhas renúncias.

6. A história de até que a morte nos separe é verdadeira – pois podemos ter morrido há muito tempo, e estarmos em pé somente por uma sobrevida. E eu não quero só sobreviver… quero que as coisas renasçam para mim.

Foi então que percebi que havia me esquecido de mim mesma. Esquecido de que mais do que estar à disposição para a família, devo estar à minha disposição.

Devo lembrar o que me faz feliz e buscar isso. Devo me dedicar à minha família, mas não abrir mão da minha vida em prol da vida de todos eles. Escolhas são necessárias, mas anular-se não é escolher. Não posso esquecer de mim.

Anular-se é deixar de saber quem eu sou, deixar de pensar no que quero, no que gosto e em como poderei me satisfazer.

Anular-se significa inutilizar, invalidar, abolir, cancelar qualquer possibilidade de ser feliz.

Mas em nome do amor pela família não percebo que estou fazendo isso, e simplesmente sigo em frente, procurando faze-los felizes.

Então, se algum dia você se deparou com um sentimento de vazio, com o excesso de “exigências”, com um peso extremo sobre os ombros… talvez seja essa a hora de se questionar: Quem eu sou mesmo?

E ir em busca das respostas.

O que é Terapia de Casal? Serve para o meu caso?

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A terapia de casal é uma estratégia terapêutica onde os dois parceiros são atendidos ao mesmo tempo, sejam eles namorados, noivos, casados ou em qualquer tipo de relação a dois, e independente de orientação sexual.

Todos nós já sabemos o que nos faz sofrer, o que nos irrita, as dificuldades que temos em lidar com o outro, no relacionamento, com os filhos, no trabalho… então porque fazer terapia?

De maneira geral a terapia tem por objetivo auxiliar a pessoa a identificar as situações que podem lhe causar comportamentos e sentimentos desagradáveis, e principalmente aprender a lidar com elas se puder resolvê-las, e no caso de não ter solução, aprender a viver com elas.

Será que preciso de terapia de casal?

Um exemplo que sempre menciono é: o marido atrasa uma hora e quando chega encontra a esposa com cara feia, chateada.

Ele a questiona: – O que foi amor?

Ela responde entredentes: – N A D A com tom de voz firme e chateado, sem contato visual, ou com contato visual “fumegante”!

Esse exemplo sempre angaria risos exatamente porque todos que já vivenciaram um relacionamento já se depararam com situação semelhante.

Todos nós temos a consciência de alguns itens:

  • Atrasos irritam
  • Não avisar irrita
  • Ter que avisar a cada minuto irrita
  • Dar satisfação faz se sentir controlado
  • Não dar satisfação faz sentir que não tem importância para o outro

E poderia enumerar mais uma série deles aqui, mas não é o objetivo. O que é importante é entendermos qual o papel da terapia de casal para este exemplo.

Em meio a todas essas nossas certezas, o mais importante é saber:

Por que o marido se atrasou e não ligou? Por que a esposa precisa que ele avise? Por que ao ser questionada a mulher disse “N A D A” se na verdade gostaria de dizer outras coisas? Ou as vezes disse coisas que agrediram o marido, quando na verdade ela queria a atenção dele e seu carinho? Por que o marido não conseguiu perceber as necessidades da esposa e teve que questionar se havia algo?

Enfim, seriam vários questionamentos com o objetivo de entender como é o funcionamento do casal, como os dois indivíduos se comportam para obterem ganhos como casal e não como indivíduos. Entretanto não podemos esquecer que temos dois indivíduos com histórias diferentes, expectativas e experiências diferentes.

Objetivos da terapia de casal

O objetivo da terapia de casal seria analisar, dentre inúmeros itens, os seguintes:

  1. O que o marido percebe sobre o que irrita a esposa?
  2. O que a esposa percebe sobre o que faz o marido se sentir mal?
  3. Como o marido e a esposa se comunicam sobre coisas positivas e negativas?
  4. Como se expressam nos momentos de dificuldades?
  5. Quais expectativas possuem sobre o relacionamento?
  6. O que cada um quer dizer nas “entrelinhas”?
  7. Como podem se comunicar de maneira assertiva, ou seja, dizer o que querem, mas sem agredir o outro?
  8. O que os dois estão fazendo para “alimentar” o amor e a relação?
  9. O que cada um está fazendo que está prejudicando o amor e a relação?

Portanto, se você se identificou com algum questionamento ou acredita que o casal esta precisando reavaliar sua maneira de agir, SIM a terapia de casal poderá ajudar a melhorar a relação e aprender a melhorar a vida a dois.

Mande um e-mail em caso de dúvidas, e assim poderemos avaliar melhor sua situação.

Fracassos consecutivos em relacionamentos e os prejuízos para a autoestima

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Antes era a balada. Depois o site de relacionamento. Hoje é a vez dos aplicativos: tinder, happn, kickoff, etc. Sempre há uma tábua de salvação para um fora. E para curar uma dor, um novo amor.

No entanto, depois de um amor, vem mais uma decepção, e outra, e outra. Você já passou por isso ou tem algum(a) amigo(a) nessa situação?

Esse cenário é mais comum do que imaginamos. Estamos vivendo a era do descarte: o celular mais moderno foi lançado e o antigo precisa ser descartado; a roupa sai de moda e precisa ser descartada; o estofado ficou sujo e a poltrona precisa ser descartada. O mesmo acontece nas relações humanas: o relacionamento começou a ficar difícil e é mais fácil descartá-lo do que consertar a relação. E com os aplicativos ficou muito rápido repor um(a) paquera.

Sem dúvida devemos preencher o vazio de um amor que partiu com um novo amor. Mas vale qualquer pessoa, a qualquer custo?

Não é qualquer relação que lhe trará felicidade, então é perigoso arriscar indiscriminadamente, o que certamente resultará em mais uma decepção. Você já parou para pensar nos prejuízos que uma sucessão de fracassos traz para a sua autoestima?

Se você não parar para refletir onde está errando, continuará errando nas novas relações. E esses erros consecutivos serão acompanhados de sentimentos de fracasso, desamor, culpa. Você não acha que é cruel consigo próprio(a) se sujeitar a esse ciclo?

Dê a chave das portas do seu coração apenas às pessoas que preencherem critérios mínimos de merecimento. Não se iluda deixando entrar quem não vai ficar, nem deixe que entre alguém que desde o princípio você sabia que não queria em sua vida. Seja leal consigo e com o outro. Você sentirá os benefícios dessa prática em sua autoestima. E não há sensação melhor do que amar a si próprio(a)!!!

Autora: Ana Carolina Felício

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