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Câncer de mama x relacionamentos. As pessoas mudaram comigo depois do diagnóstico e não sei o que fazer.

Câncer de mama x relacionamentos. As pessoas mudaram comigo depois do diagnóstico e não sei o que fazer.

O câncer de mama influencia diretamente na identidade da mulher e sua feminilidade.  Qualquer doença ou situação que gere risco para um indivíduo, impacta significativamente seus relacionamentos.

Todos nós sabemos que um dia iremos morrer, mas a proximidade de uma doença traz a morte tão perto, e no sentido mais positivo dessa experiencia, as pessoas passam a pensar em formas adequadas para aproveitar todas as oportunidades da vida.  Em outras situações a proximidade com a ideia de morte deixa as pessoas perturbadas e deprimidas.

É natural que os relacionamentos sejam abalados: insegurança, medo, mudança de rotina, alto nível de exigência sobre o outro, percepção diferente sobre a parceria, superproteção, dentre outros.

Fique atento as mudanças do cotidiano da família e do casal.

O importante a pensar é que as relações são construídas a partir da dedicação dos envolvidos; se estou dedicada à minha recuperação física, não estou disponível para investir na relação por exemplo.  E nesse ínterim, a outra pessoa me vendo com necessidades específicas, tende a me prestar mais auxílio.  Essas mudanças ocorrem no cotidiano da família e do casal, e a maneira com que todos enfrentam as dificuldades advindas de uma doença como o câncer, é que nos dirá qual o tamanho do impacto sobre cada um.

Outra mudança importante são as alterações emocionais vivenciadas pelos indivíduos doentes.  Sejam elas estimuladas pelos medicamentos, seja pela situação de dependência/impotência/ansiedade inerentes à doença.

Agora, quando nos referimos especificamente ao câncer de mama, precisamos nos ater a uma questão muito peculiar relacionada à identidade feminina.  As mamas são parte de um símbolo de feminilidade, bem como: sensualidade, beleza, delicadeza e inclusive competência materna, no que se refere ao poder de amamentar a prole.

Um comprometimento da mama, impacta em como a mulher se sentirá na execução de seu papel de mulher e mãe.  Infelizmente a cultura da beleza perfeita só aumentará o medo e as sensações de inadaptação desta mulher.

Mas se você tem câncer de mama, lhe deixo algumas questões:

  • Como você acredita que estar lidando com o seu câncer?
  • Como tem tratado seu corpo?
  • E sua parceria, o quanto você tem se permitido compartilhar e dividir suas angústias?

Principalmente quando falamos sobre o relacionamento afetivo, ter dúvidas sobre seu corpo interfere diretamente no quanto desejamos ou não investir na relação.  O câncer de mama ainda é uma doença tabu e precisamos ensinar aos outros como gostaríamos de ser tratadas.

Muitas vezes a mulher se afasta e tem atitudes de afastamento da relação já no inicio do diagnóstico do câncer de mama.  Como consequência acaba se sentindo mais sozinha e menos desejada. Precisamos entender que é exatamente para o lado contrário que precisamos caminhar.  Não é necessário nem benéfico passar por isso sozinha.  Vale muito à pena pedir ajuda para aceitarmos um corpo diferente – que aos poucos poderá se recuperar dos prejuízos na pele, no cabelo, no peso, com a própria reconstrução das mamas, etc.

Partilhar medos, pedir ajuda, segurar uma mão amiga é o começo para enfrentar as dificuldades do tratamento e da recuperação.

Tratamento para o câncer de mama

Além dos protocolos para o tratamento do câncer de mama em seu aspecto físico, é imprescindível que a mulher se permita cuidar do psicológico.

A psicoterapia auxilia muito nessa necessidade de reestruturação corporal.  Entender que nosso corpo não é apenas um físico, mas uma construção emocional ao logo de nossa vida é importante.  Será necessário aprender uma nova relação com as mamas.  Será relevante entender como entende o afeto, o desejo sexual, sua imagem como mulher.

E só para terminar vale lembrar que o amor é construído aos poucos, seja em situações fáceis ou difíceis.  Somente se nos permitirmos investir na relação é que poderemos ter a outra parte compartilhando conosco e nos apoiando.

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

Diferença entre tristeza e depressão

Depressão e tristeza, você sabe qual a diferença?  Tristeza é um sentimento causado por situações específicas, que perdura por um tempo curto mas passa.  Depressão é uma doença, com muitos sentimentos que envolvem a pessoa, sem causas aparentes, e não passa com o tempo.

A depressão inclui não só tristeza, mas também angústia, baixa estima, apatia, pensamentos pessimistas, choro, e outros sentimentos negativos.  A pessoa tem dificuldade de fazer atividades cotidianas como se relacionar com os outros, se alimentar, dormir, manter cuidados pessoais.  É como se uma forte indiferença se instalasse, e a pessoa não tem vontade para nada.

Infelizmente a depressão é confundida com moleza, falta de vontade, preguiça, porque não se reconhece motivos para o estado apático.  Esse julgamento da sociedade traz culpa e sentimentos de fraqueza para o depressivo.  É como se todos devessem estar sempre felizes, e se não há motivo que justifique a tristeza, a pessoa é cobrada e julgada como fraca.

Preconceitos sobre a depressão

Relatos como os abaixo demonstram o quanto de desconhecimento ainda existe sobre a depressão:

Como vou falar para meu chefe que estou com depressão!?  O que ele vai pensar … que é frescura e que estou desmotivada… vai colocar meu emprego em risco.  Não vou falar para ninguém que é depressão… assim vou parecer fraco… não podem ter essa imagem de mim!

As pessoas sofrem muito preconceito em relação a parecerem fracas, pois demonstrar fraqueza é demonstrar menos capacidade.  Se sentem menosprezados e essa cobrança dificulta inclusive o reconhecimento da depressão.  Em não reconhecendo sua própria doença, o depressivo não vai procurar ajuda, o que só dificulta sua recuperação.

Na família, no trabalho, para os amigos, uma doença é reconhecida quando o indivíduo apresenta sintomas físicos – como uma gripe, uma dor de cabeça, um braço quebrado – tudo isso justifica o mal-estar, a indisposição ou uma incapacidade temporária de realizar suas atividades cotidianas.

Causa de inúmeras doenças.

A depressão é a causa de inúmeras doenças no mundo e atinge mais de 11 milhões de brasileiros.  Ainda assim não é reconhecida socialmente como doença.  Inúmeras vezes o indivíduo, para não ser julgado, acaba escondendo seus sintomas, o que cria um grande ciclo vicioso.

Outra problemática da depressão é que o indivíduo não tem vontade para nada. Desta forma ele não tem ações – não vai trabalhar, não vê pessoas, não se alimenta, etc.  Ou quando tem ações, faz o mínimo possível, ou faz sem mesmo estar na situação.  O problema é que todas essas ações geram consequências.  Essas consequências são as responsáveis pela motivação, pelo animo, pela disposição de continuar fazendo.  Quando a pessoa não faz nada, perde essas consequências, e só aumenta a falta de vontade de não fazer nada.  Esse abatimento também gera condições físicas indesejáveis.

Tratamento para a Depressão

O tratamento é feito com o uso de medicamento e também com a terapia comportamental.  Os medicamentos são indicados para que os principais sintomas sejam amenizados.  Assim, com mais disposição, mais leveza, a pessoa consegue se beneficiar da terapia e buscar alternativas para construir um novo caminho.

Para a Psicologia é possível que o indivíduo consiga analisar seus próprios comportamentos e aprender novas maneiras de reagir frente sua rotina.  Aqui vale lembrar que devemos considerar inclusive seus pensamentos e sentimentos e não somente ações visíveis.  É a partir da relação que temos com o mundo que aprendemos a falar, a andar, e a sentir também.  Desta maneira uma das principais frentes de trabalho com o depressivo é a psicoterapia comportamental, uma vez que poderá ensiná-lo a desenvolver novos comportamentos/pensamentos/sentimentos frente as dificuldades que vivencia.

A depressão pode acometer qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer momento da vida.  Ela atinge a pessoa e também traz grande sofrimento para a família, uma vez que impacta a rotina de todos – por isso o auxílio da psicoterapia é tão importante.

Angústia e medo do futuro.

Por vezes, o medo do futuro, a angústia, a falta de prazer para as coisas da vida, o sofrimento é tão profundo que a única alternativa vista pela pessoa é acabar com sua própria vida.  Esse é o maior risco do depressivo.  É preciso estarmos atentos pois o suicídio não é uma moda, ou uma forma de chamar atenção.  O suicídio é uma realidade para os depressivos.

Portanto, se você se identificou com algum dos itens descritos no texto, busque ajuda de um psicólogo.  É possível se sentir melhor e sentir prazer nas coisas da vida novamente.  Será um reaprendizado.

Se você detectou sintomas em alguém do seu convívio, tente compreender a situação e saiba que a pessoa precisa de auxílio psicológico para superar esse momento.  Dê mais apoio e julgue menos.  O que você pode fazer para ajudar é incentiva-lo a buscar apoio especializado.

O tratamento para a depressão é lento, mas traz ótimos resultados, principalmente quando contamos com o apoio e compreensão da família que é aquela motivaçãozinha paralela para o paciente engajar no tratamento.

Acredite no poder da palavra desistir

Tire o D e coloque o R

Que você vai resistir

Uma pequena mudança

As vezes traz esperança

E faz a gente seguir

B. Bessa

Novembro Azul – um apelo para a saúde do homem

Novembro Azul

O novembro azul é o mês destinado para reforçar a importância dos cuidados para a saúde do homem.

Será que os homens ainda acham que ficar doente é fraqueza?  Ou que buscar ajuda ainda é sinal de uma masculinidade questionável? Ou simplesmente pensam que não vale a pena “procurar sarna para se coçar”?

Infelizmente essas ainda são as mais prováveis causas pelas quais os homens não buscam um tratamento preventivo para qualquer doença.

O câncer de próstata estará presente na vida de 1 em cada 7 homens segundo estatísticas.  Mesmo assim ainda há muito preconceito em relação aos exames.  E o diagnóstico precoce, que é um grande aliado, acaba não ocorrendo.

Não é da cultura masculina fazer exames preventivos, fragilizando assim a saúde do homem.  Aos contrário da mulher que é ensinada desde a adolescência aos acompanhamentos periódicos.

O ginecologista assume papel de psicólogo, conselheiro, pois é o primeiro médico que a mulher vai, e de lá sai com  indicações para outras especialidades.

Mas quando pensamos nos homens, qual a educação que desde pequeno ensinamos a eles?  A sociedade diz que “homem que é homem não chora”; “que homem que é macho resolve seus problemas”, e que “homem precisa provar sua masculinidade”.

Por isso criamos ainda hoje uma cultura onde o homem acredita que não precisa se prevenir.  Infelizmente eles chegam aos consultórios com doenças já estabelecidas, com diagnósticos tardios e com menores chances de cura, ou de tratamentos menos invasivos.

A falta de tempo para realizar um checkup preciso e frequente, fazer exames, procurar diversas especialidades médicas, é causada, acima de tudo por que cultivamos a importância do trabalho. Será que realmente até a saúde é menos importante que o trabalho?

Qual a solução para o problema da saúde masculina?

Quero deixar o apelo a todos os homens, de que mais vale um pedaço de tempo perdido, do que perder a vida pela falta de prevenção.

Os cuidados diários com as doenças crônicas, as precauções com os tratamentos iniciados, o seguimento das orientações médicas… Tudo isso faz parte do cuidado com a saúde.  A prevenção de uma doença mais grave é a única forma que temos de nos preservar e de continuarmos curtindo a vida.

Este mês de novembro tem a intenção de alertar aos homens que não existe Super Homem, ou se existe, há muito mais criptonita do que imaginamos.

Sejamos conscientes e vamos nos cuidar!!

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi

Como continuar minha vida depois do diagnóstico de Câncer?

Como continuar minha vida depois do diagnóstico de Câncer?

Depois de um diagnóstico como o câncer é muito difícil pensar que é possível continuar a vida.  Mas é preciso manter o máximo de sua rotina para que a vida lhe pareça normal tanto quanto possa ser.  Nossos sentimentos são decorrentes de nossas ações, portanto é preciso ter ações positivas.

É por meio do trabalho que o indivíduo se reconhece na sociedade e assume um papel produtivo.  Portanto, manter a atividade profissional é uma maneira de continuar se sentindo útil para sua família e para a sociedade.

Tudo começa com a forma com a qual nos identificamos como sujeitos, ou seja, quem eu sou no mundo?   Quando nos apresentamos a alguém dizemos: sou fulado de tal, e complementamos com nossa atividade profissional.  Não falamos:  Sou Maria irmã da Paula, mas sim, sou Maria, consultora de vendas, como vai?

É natural em nossa sociedade nos apresentarmos a partir do que fazemos profissionalmente.  Logo, quando não estamos realizando uma atividade profissional, nos sentimentos em falta com a sociedade e com a família.   É um sentimento genuíno e normal, é muito compreensível que nos sintamos assim.

Porém em algumas situações, precisamos nos ausentar do trabalho para cuidar de nossa saúde, e é preciso também que tenhamos muita responsabilidade com isso.  Embora seja importante manter sua rotina habitual, não é adequado prejudicar um tratamento em função dessa rotina.

Mas como é possível interromper uma rotina que já mudou?

A rotina só deve ser mantida se, e somente se, não prejudicar o que é prioridade no momento – a saúde, um tratamento, uma intervenção cirúrgica, etc.

Compreendendo que é um sentimento compartilhado por todos, fica mais fácil também de reavaliar nosso sentimento de menos valia, de improdutividade… Porque também é fundamental lembrarmos que não somos somente trabalho.

Somos família, somos esposas, maridos, filhos, irmãos, pais, mães, cunhados, sogras, noras, amigos.  As vezes é necessário fazer uma pausa.  Precisamos respeitar nossos limites e investir nesses outros papeis que são tão importantes.

Em sendo possível manter nossa atividade profissional, isso nos trará inúmeros ganhos:  desde financeiros, até ocupação e sentimentos de utilidade, produtividade, superação de desafios, autoconfiança.

Muitas vezes não será possível exercer a mesma atividade profissional.  É então a chance de desenvolvermos novas possibilidades, descobrir novos talentos, reinventar nossa capacidade.

O mais importante em tudo isso, é vivermos.  E o trabalho faz parte de nossa vida.  É a atividade profissional que ocupa grande parte do nosso tempo, nos traz satisfação pessoal, reconhecimento e nos possibilita adquirir os bens que desejamos mesmo com o diagnóstico de câncer em minha vida.

Mais do que poder se sentir produtivo para a sociedade, é saber o quanto é possível, mesmo de maneira diferente, se realizar diariamente com atividades que lhe tragam prazer e lhe ajude a se reintegrar na sociedade e viver uma vida plena e feliz.

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi

Depressão tem tratamento?

Depressão tem tratamento?

Mesmo sabendo que depressão tem tratamento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.  Atualmente 5,8% da população sofre com a depressão – ou seja, 11,5 milhões de brasileiros estão deprimidos.

Vamos a uma explicação genérica sobre os comportamentos para compreendermos a depressão e seu tratamento.

Tudo o que pensamos, sentimos ou fazemos podem ser considerados comportamentos e, portanto, podem ser aprendidos.

Aprendemos a sentir, a pensar e a agir através dos mesmos mecanismos, ou seja, seguindo modelos, seguindo regras ou pelas consequências que recebemos quando fazemos algo. Se a consequência do que fazemos é positiva, nos mantemos fazendo a mesma coisa. Se a consequência é negativa, nós paramos de fazer dessa maneira.

Lei do comportamento.

A “lei do comportamento” é: sempre existirá um contexto, um comportamento (ação, pensar, sentir), e uma consequência para esse comportamento. Quando nos deparamos com uma situação, nós avaliamos o contexto, escolhemos o comportamento e esperamos uma consequência positiva.

O problema da pessoa depressiva é que ela não consegue se comportar, então essa lei do comportamento é quebrada.

E o que acontece quando a pessoa para de se comportar? Ela para de receber as consequências.

Mas se a consequência é quem nos diz se devemos manter ou não nossos comportamentos, ficar sem consequências deixa a pessoa num vazio de sentimentos, pensamentos e comportamentos.

Então se a pessoa para de sair, de ver os amigos, de ir trabalhar, de fazer comida, de andar no parque, de ligar para os parentes, fica sozinha dentro de casa … ela para de ter o retorno de todas essas ações. Ela para de receber o carinho dos outros, para de se sentir competente por conseguir realizar suas atividades, para de ter o prazer que algumas coisas lhe trazem… sobram então só sentimentos negativos como a tristeza, o desanimo, a desesperança, o pessimismo, os pensamentos de inferioridade, a baixa estima, angustia, medo, falta de prazer, dentre outros.

Como a terapia pode auxiliar na depressão?

O processo da psicologia tem como objetivo compreender as causas que levaram a pessoa à depressão, mas principalmente entender, apoiar e ensinar a pessoa a reconhecer seus sentimentos, analisar as situações e voltar a se comportar.

A explicação pode até parecer simples, mas o processo normalmente é longo e intenso. Quando há apoio familiar o processo é mais efetivo, pois a família poderá promover estímulos e apoiar que o paciente volte a se comportar.

Nosso organismo é uma coisa só, ou seja: emoção e físico interagem e são interdependentes. Isso significa que alterações de emoções podem causar complicações físicas e vice-versa. Por isso em algumas situações o uso de medicamentos pode fazer grande diferença para o tratamento da depressão.

O tratamento da depressão inclui psicoterapia e medicamentos para regulação das alterações físicas, evitando que a doença progrida.

A consequência mais grave da depressão é o suicídio, portanto, quanto mais rápido o diagnóstico, mais efetivo o tratamento.

10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

A vida da mulher está tão corrida com o mundo moderno e suas responsabilidades com os filhos, a casa, a profissão, o casamento …  que nunca sobra um tempo para cuidar dela mesma.  Manter o equilíbrio físico e emocional vira uma tarefa impossível!

E você sabe o que isso causa em sua vida?

Ansiedade, tensão, incerteza, angústia, cobrança, culpa, medo, depressão, stress, solidão…  e quando esses sentimentos não são devidamente controlados, acabam causando no corpo doenças físicas e psicossomáticas!  E o pior que você, mesmo doente, continua se sentindo responsável pela família, trabalho, relação, casa, etc etc etc.

Confira 10 dicas especiais para se manter o equilíbrio físico e emocional.

  1. Respeite seus limites

Você é uma pessoa só, mas com muitas atribuições – a casa, os filhos, o trabalho, a relação amorosa.  E ainda você provavelmente tem um alto nível de auto exigência.  O mundo nos ensina que devemos dar conta de tudo isso, mas é humanamente impossível!  Então é preciso que você lute contra essas cobranças externas e respeite seus limites.  Deixe a louça na pia, distribua as tarefas em casa, se permita almoçar por uma hora… é preciso que você observe seu corpo e veja que ele muitas vezes te pede um descanso.  Para manter o equilíbrio físico e emocional será necessário fazer escolhas – escolha por sua saúde.

  1. Respeite suas vontades

Na maioria das vezes observamos mães e esposas dedicadas fazendo tudo pela família e se esquecendo delas.  É muito importante que você respeite suas vontades, seus desejos e também consiga realiza-los.  Assim como você fica feliz em fazer algo pelas pessoas, deixe que elas façam coisas por você também.  Permita-se ser cuidada, se permita querer coisas e também realizá-las.

  1. Organize uma agenda

Diante de tantas responsabilidades é necessário que você tenha horários para cada atividade, e que principalmente inclua nessa agenda horários para você.  Somente estabelecendo prioridades e determinando tempo é que você conseguirá dar conta de tudo o que precisa fazer.  Caso contrário acabará se sentindo sobrecarregada e frustrada por não realizar tudo o que é necessário.  Equilíbrio significa também dividir, planejar e segmentar.

  1. Tenha disciplina

Após estabelecida uma rotina é necessário que você cumpra à risca sua agenda.  Não faça concessões pois isso atrapalhará seu desempenho e aquele sentimento de insucesso voltará.  Siga confiante sua lista de prioridades e certamente você se sentirá muito melhor quando chegar ao fim do dia.

  1. Faça coisas positivas por você

Todo ser humano precisa de recompensas para se sentir feliz.  Dê de presente à você uma roupa nova, um batom, um dia de folga, um dia de passeio onde você gosta, faça sua comida predileta, tire um tempo para ler um bom livro.  É necessário que VOCÊ faça coisas que te tragam prazer, pois esse é o melhor antídoto para a depressão e a ansiedade.  Manter o equilíbrio físico e emocional inclui um olhar diferenciado para você, pois quem deve estar no foco é VOCÊ.

  1. Afaste-se de coisas e pessoas negativas

Assim como buscar coisas positivas, você deve se afastar do que lhe traga sentimentos negativos.  Não se obrigue a gostar de ninguém, não se sinta culpada por ter um momento de descanso, mas sobretudo não se coloque em situações que você sabe que irão te trazer coisas ruins.  As vezes se afastar de um problema por um momento é a melhor maneira de se manter em equilíbrio físico e emocional para conseguir resolve-lo posteriormente.  O estresse altera condições físicas e psicológicas nos deixando vulneráveis inclusive a doenças.

  1. Aprenda a controlar sua ansiedade

A ansiedade é um sentimento aprendido e, portanto, pode ser mudado.  Ansiedade está relacionada ao nosso receio de ter consequências ruins no futuro.  Aí ficamos tentando prever e controlar o que irá acontecer, para garantir que não sofreremos.  Mas infelizmente nós não conseguimos controlar o futuro.  Não conseguimos controlar o que o outro pensa ou sente.  Não conseguimos controlar muitas vezes nem nossos próprios sentimentos.  O que conseguimos controlar são nossas ações, independente do que estivermos sentindo.  Então é importante que seu foco seja no hoje – viva um dia de cada vez, pois ontem já não é possível mudar nada, e amanhã ainda nem chegou.

  1. Fique perto de quem te faz bem

Não deixe que a rotina do dia a dia te afaste dos amigos e dos familiares importantes para você.  São essas pessoas que vão nos resgatar quando estivermos lá no fundo do poço, quando não tivermos mais forças para suportar os problemas.  É por essas pessoas que valerá à pena continuar lutando e superando as adversidades.  Então é necessário que você tenha amigos.  Cultive o carinho e atenção deles para que possa ter com quem contar e para que também possa ajudar quando eles precisarem de você.  O ser humano não foi feito para viver sozinho, então não se isole.

  1. Faça exercícios físicos

O corpo é uma máquina e precisa de cuidados.  Quando deixamos uma máquina enferrujar ela começa a funcionar mal.  Por isso é necessário fazer algum tipo de exercício.  Academia, jogos, natação… qualquer coisa que te agrade.  Os exercícios físicos fazem bem para o corpo pois relaxam a musculatura que fica tensa com os problemas diários.  Também ajudam na eliminação de todas as toxinas que liberamos no corpo quando estamos estressados.  Além disso o exercício ajuda na socialização.  Quando fazemos exercícios liberamos substancias químicas que nos dão a sensação de prazer.  Para um dia cheio de problemas, é um santo remédio!  Comece com uma caminhada diária de pelo menos meia hora… você sentirá a diferença.

  1. Peça ajuda sempre que precisar

Por último, mas não menos importante, é preciso que você peça ajuda!  Deixe que as pessoas façam as coisas por você, deixe sua família te ajudar, desabafe sobre seus problemas, divida suas angústias e medos e peça ajuda!  Muitas vezes não conseguimos ver a solução e ela está ali, pertinho… contar com o apoio de quem nos ama é muito importante.  E se for necessário, busque ajuda de um profissional da psicologia para que a caminhada não seja tão sofrida nem tão demorada.

Dessa maneira, se você seguir diariamente essas 10 dicas, certamente você conseguirá manter o equilíbrio físico e emocional e seu organismo estará mais saudável para desfrutar de uma vida plena e feliz!

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi / SP

Cancerofobia – o que é?

cancerofobia

Cancerofobia é um termo que tem sido utilizado para designar pessoas que desenvolvem uma fobia – medo exagerado – de desenvolver câncer.

Alguns grandes problemas desse quadro:

  1. A pessoa se submete a tratamentos ou ingere substancias sem efeitos cientificamente comprovados, que podem trazer complicações para sua saúde.
  2. O indivíduo ocupa demasiadamente seu tempo tentando se prevenir do câncer. Entretanto infelizmente não existe comprovação cientifica de causas determinantes para o câncer.  O câncer é multi determinado, ou seja, não há uma causa específica mas vários condições envolvidas .  O problema é que tal dedicação gera prejuízos emocionais e sociais pois deixa de fazer uma série de coisas pelo medo de ter câncer.
  3. O paciente com câncer busca alternativas milagrosas, podendo se expor a condições que prejudiquem seu quadro clinico.

A cultura da informação

É imprescindível a divulgação das formas de prevenção e de tratamento do câncer e de quaisquer outras doenças.

Porém a disseminação indiscriminada de informações certamente tem proporcionado o desenvolvimento de comportamentos desajustados.

A internet, os blogs, as publicações, os sites têm trazido informações uteis.  Mas infelizmente  também têm espalhado remédios milagrosos, tratamentos surpreendentes, chás e alimentos que evitariam ou câncer.  Além também de afirmar que diversos alimentos e substâncias químicas são os causadores do câncer.  Porém nada disso é consistentemente comprovado pela ciência.

Em decorrência desse “consumismo informativo” nos deparamos com a necessidade de saber o máximo possível.

Nossa cultura passou de formativa, para informativa.   Ou seja, buscamos informações, mas não consideramos as origens das mesmas, a fidedignidade dos dados… consumimos as informações, mas pouco as avaliamos.

Numa busca rápida pela internet encontrei que:

  • usar desodorante causa câncer
  • ingerir açúcar ou sódio causa câncer
  • não comermos carne vermelha evita câncer
  • tomar chá diariamente protege do câncer

Mas se essas informações fossem realmente verdadeiras para todos os casos, a comunidade científica já teria encontrado a cura para todos os tipos de câncer!

Devemos utilizar sim as informações para mantermos uma vida saudável em todos os aspectos: alimentação, exercícios regulares, relaxamento, meditação, equilíbrio emocional, fazer check up regularmente.  Mas não podemos utilizar as informações de forma generalizada e indiscriminada.

 

O problema da fobia

O problema é utilizar informações não validadas, na expectativa de resolver um problema para o qual ainda não existe resposta.

A urgência em querer saber dos novos dados disponíveis, das novas possibilidades ou medicações, logo vai se deparar com a impossibilidade de conseguir acompanhar a rapidez com que as informações são disponibilizadas –  e isso gera grande frustração e grande ansiedade.

Quando estamos ansiosos esperamos obter respostas imediatas, e daí surge o comportamento de seguir todas as sugestões encontradas na internet.   Essa conduta exagerada se torna perigosa, pois a pessoa passa a se submeter a inúmeras exposições desnecessárias.  Ela desenvolve uma fobia – um medo exagerado de desenvolver o câncer e faz de tudo o que encontra para tentar evita-lo.

A pessoa passa a viver para evitar o câncer e não para ser feliz. Está instalada a cancerofobia.

Com isso ela perde os momentos importantes de sua vida, fazendo coisas que não tem comprovação cientifica de que levem ao resultado esperado.

E inclusive o paciente com câncer, quando desenvolve cancerofobia, pode se envolver em tratamentos que prejudicam sua qualidade de vida e que pioram o estágio da doença.

 

Por que não adianta ter medo do câncer?

Ninguém quer ficar doente, ninguém quer morrer, mas as pessoas fóbicas esquecem de viver!  Esse é o maior problema da cancerofobia.

 Ainda não conhecemos especificamente as causas de todos os cânceres.  Cientificamente temos dados que comprovam diversos fatores que propiciam o desenvolvimento da doença, mas ainda assim não podemos generalizar que todas as pessoas que estão expostas ao sol por mais de X tempo desenvolverão câncer de pele, pois algumas não desenvolvem.

O câncer é multifatorial, ou seja, é uma combinação de componentes do ambiente com a carga genética do indivíduo e seus hábitos cotidianos.  Por isso é tão difícil generalizar a prevenção e também o tratamento.

Cada tipo de câncer é específico para cada tipo de paciente, pois cada organismo reage de uma maneira diferente aos medicamentos e tratamentos disponíveis.

Não é possível controlarmos o surgimento da doença.

Então temos duas opções:

  1. Nos tornarmos escravos dos ditos milagres para a prevenção do câncer, nos submetendo a alternativas não comprovadas.
  2. Adquirimos hábitos saudáveis e vivermos nossas vidas com todas as dificuldades que ela nos impõe.

Quando temos medo vivemos no futuro.  Mas não conseguimos estar em dois lugares ao mesmo tempo, o que significa que nosso presente estará passando e nós não estaremos aproveitando.

Medo de ficar doente – todos nós temos.

Mas é possível viver e ser feliz, mesmo sentindo medo.

A escolha é sempre sua!

Como falar sobre a morte

O que é a morte?  O que é morrer?

Nunca ouvi alguém dizer que gosta de falar sobre o assunto.  Entretanto a morte é o único fato que nos iguala, que nos aproxima, que nos torna comuns – como uma flor, um bicho ou um amor.  Tudo morre.  Tudo o que está vivo, um dia se findará.

Então por qual motivo temos tanto medo do final?  Talvez seja pela falta de controle sobre o momento em que acontecerá?  Ou será por desejarmos termos mais e mais tempo para fazer tudo aquilo que desejamos?

Então fico aqui pensando:

se queremos mais tempo, então…

E se em vez de nos preocuparmos tanto sobre quando o morrer chegar… nos dedicássemos ao bem viver?  Se não tentarmos controlar o tempo, mas o nosso pensamento, o destinando somente aos nossos amores e desejos intensos?

E se em vez de cultivarmos o stress, déssemos chance para o nascimento da paz interior?  Aquela que encontramos quando conseguimos viver a intensidade de um momento, a felicidade de um beijo, a doçura de um abraço ou o acalanto de uma palavra de afeto?

E se em vez de questionarmos o mundo questionássemos a nós mesmos:  o que estou fazendo com a minha vida?  A quem estou dedicando minhas ações?  Que tipo de sentimentos estou cultivando?

E se em vez de culparmos a doença, assumíssemos a responsabilidade de aproveitar cada segundo que nos resta?  E aproveitar significa viver no hoje!  E para isso é preciso concentração, vontade, energia e treino.

E se em vez de chorarmos de medo da morte, sorríssemos pela alegria da vida?  Pequena, curta, sofrida, turbulenta, serena, profícua, intensa, descontrolada … mas a vida que pode ser vivida?

Me parece então que o problema não é a morte.  Me parece que ao colocar a possibilidade do desaparecimento, é o momento em que as coisas mais importantes da vida se tornam visíveis – porque no dia a dia elas existem, mas são como fumaça, intangíveis, voláteis, quase inacessíveis.  Elas podem estar aí por mais um instante.  Mas se você não olhar, não poderá alcançar.

Da morte não sabemos nada – sonhamos e imaginamos tudo.  Do céu ao inferno, do paraíso ao nada, do renascer ao extinguir.  E por isso não há nada que possamos fazer.

Mas da vida, sabemos o que está ocorrendo agora.

Pode não ser o que exatamente desejamos.  Pode ser inclusive muito longe do que sonhamos.  Pode ser algo que nos incomoda e nos faz sofrer.  Mas é isso o que temos e o que sabemos.  São essas experiencias, lutas, aprendizados que temos para viver.

As vezes já estamos mortos e nem sabemos…

JANEIRO BRANCO – você tem saúde emocional?

Podemos aplicar ao conceito de saúde emocional, o mesmo conceito médico:  dizemos que estamos saudáveis fisicamente quando nosso corpo não apresenta nenhum tipo de doença.  Saúde emocional também pode ser considerada como a ausência de uma doença mental como depressão, ansiedade, pânico, etc.

Mas não é só isso!  Saúde emocional também se refere à um estado de satisfação com sua vida, um equilíbrio conquistado por meio do controle de suas emoções.

Você controla suas emoções?

tristeza-alegria

Controle emocional – janeiro brancoComo pode saber isso?

Falamos em controle emocional quando a pessoa não apresenta sofrimento demasiado frente às questões cotidianas.

Nada na vida é fácil e nem conquistado sem esforços.  Alguns precisam se esforçar mais que outros, é verdade, mas cada pessoa tem as consequências dos comportamentos que apresenta, ou quase sempre é assim.  E isso significa exatamente que mesmo se nos esforçarmos muito, as vezes não teremos controle de tudo o que acontecerá em nossas vidas.

Controle emocional significa dizer que mesmo frente as dificuldades, ao sofrimentos, as dificuldades, ainda assim a pessoa não se paralisa, nem foge dos problemas deixando de aprender com eles.

Na vida o sofrimento é inevitável, então como saber quanto de sofrimento é o normal?

Caso você perceba que está deixando de fazer coisas que são importantes para você porque há dificuldades que você não tem conseguido enfrentar, isso é um sinal de que você não esta conseguindo atingir o equilíbrio emocional e que provavelmente precisa de ajuda da terapia para enfrentar com mais objetividade e assertividade seus problemas.

Aproveite o inicio do ano para pensar no que te incomoda, quais sentimentos você gostaria de deixar em 2016 e que outras sensações você quer experimentar em 2017?

A hora de mudança é agora!

Gostou da ideia? Então é só agendar sua primeira sessão para pensarmos juntos em quais metas você poderá conquistar nesse novo ano.

 

 

 

 

O que fazer para manter seu emocional controlado?

Antes de responder à questão gostaria de dar uma explicação: muitas vezes me perguntam se um sintoma físico pode ser psicológico… e ai eu sempre respondo com outra pergunta: Há algo em você que possamos dividir em somente psicológico e/ou físico?

Na verdade, somos uma coisa só! Isso inclui fatores psicológicos e fatores físicos e os dois se influenciam mutuamente e se complementam – significa dizer que temos questões psicológicas e físicas ao mesmo tempo  e em tudo o que fazemos.

Quando nos sentimos fisicamente dispostos, com energia, sem dores, sem incômodos físicos, a probabilidade de estarmos num estado que chamamos de bom humor é altíssima.  Agora, se temos diversos incômodos físicos, dores, fadiga, problemas de digestão, tonturas, etc etc etc, a probabilidade de estarmos de bom humor fica bem pequena.

O contrário também é verdadeiro: se nos sentimos felizes, realizados, completos, seguros, a probabilidade de sentirmos mal-estar no organismo é pequena.  Já se nos sentimos deprimidos, sem vontade de fazer nada, com medo, a probabilidade de termos sintomas físicos é muito alta.

Tudo isso nos dá então uma grande dica:  quer se manter emocionalmente controlado?

Então é preciso se manter fisicamente sadio.  Isso inclui uma boa alimentação, quantidade de horas de sono adequadas e também relaxamento físico.

Até aqui você pode me dizer:  claro que numa situação normal e de escolha eu posso optar por me manter equilibrado.  Porém e se estou doente, algo que não desejei, o que posso fazer?

Nada é simples, mas tudo é possível.

Se seu organismo está “sofrendo”, será necessário utilizarmos compensações psicológicas, ou seja, compensar o mal-estar físico por coisas que te tragam prazer.  Prazer que, de preferência, te faça esquecer, mesmo que por um instante o mal-estar físico sentido.

Vamos ao relato de J.:

Estou num tratamento para câncer no intestino e a quimio me traz muitos efeitos colaterais: dores, enjoos, cansaço, e além disso eu não tenho vontade de ver ninguém, não quero falar, fico irritada, depressiva, sinto raiva de tudo, fico descontrolada.

Infelizmente J. não podemos aliviar seus sintomas físicos (considerando que o médico já foi consultado e já prescreveu o que era possível).  Temos uma opção:  compreender que nossos sentimentos/pensamentos estão sob nosso controle e que podemos proporcionar condições para que eles sejam melhores.

Explicando melhor:

As vezes não temos nenhum controle sobre nossa condição física, mas sempre podemos controlar nossa reação a sentimentos e pensamentos.

Como?

Nos colocando em situações em que nossos comportamentos/sentimentos/pensamentos possam nos trazer consequências mais positivas.

Se você está perto de quem você ama, é mais provável que você se sinta feliz!  Então deve estar mais vezes na presença dessas pessoas.  Você terá que se descobrir, pois pela correria do dia a dia nem sabemos o que nos faz felizes.

O que faz você se sentir feliz?

O importante é buscar o que te deixem bem, para você se sentir mais confortável frente ao mal-estar físico.  Ah, claro que também vale lembrar que evitar situações que te estressam também é muito produtivo!

É nossa escolha compreender que o tratamento é doloroso, invasivo, mas é o caminho para melhorar nosso quadro clínico atual.  Revoltar-se, questionar, negar, não aderir ao tratamento não fará com que a doença melhore, ao contrário, pode fazer piorar.

Então o grande segredo para se manter equilibrado emocionalmente é saber que VOCÊ ESTÁ NO CONTROLE.

Ninguém disse que é fácil!  Muitas vezes é necessário procurar um profissional da psicologia para ajudar a encontrar o caminho mais curto e menos sofrido.

Mas é possível!  Basta olhar para os lados e perceber que há pessoas com dor, mas ainda assim sorrindo.  E que há pessoas que mesmo deprimidas, se esforçam para ir à academia e fazer meia hora de exercício físico.  Porque não podemos esquecer da lei da compensação: físico e emocional devem estar bem, pois um influencia o outro.

Qual será sua opção para 2017, que só está começando?

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