Como evitar doenças psicossomáticas?

Como evitar doenças psicossomáticas?

A preocupação para evitar doenças psicossomáticas é uma constante em toda a sociedade.  As doenças psicossomáticas são aquelas em que componentes psicológicos estão envolvidos, além de causas físicas somente.

Cabe lembrar que somos um único conjunto de físico e psicológico, o que significa dizer que todas as doenças tem aspectos físicos e psicológicos envolvidos.

Infelizmente a área de saúde ainda não tem uma resposta certeira, mas temos muitos dados comprovando a importância de cuidados físicos e emocionais para conquistar uma vida saudável.

Todas as doenças multifatoriais, ou seja, aquelas que ainda não possuem uma causa determinante, revelam a influência dos fatores do meio ambiente e também das condições do organismo para o desenvolvimento da doença.

Considerando isso, siga as dicas e minimize ao máximo as possibilidades de desenvolver doenças psicossomáticas e saiba como evitar.

  1. Mantenha o equilíbrio emocional

Primeiramente é importante manter o equilíbrio emocional. Por meio do autoconhecimento você conseguirá compreender o que acontece em sua vida e avaliar a melhor alternativa para resolver seus problemas.  Para alcançar o equilíbrio emocional você pode seguir quatro passos:

  • Evite agir por impulso – temos reações emocionais muito fortes e quando não tentamos controla-las, acabamos agindo por impulso, sem avaliar adequadamente as consequências e isso pode nos trazer sérios problemas no futuro.
  • Não se concentre no problema – busque uma solução – avalie, pondere, analise e veja quais os ganhos e as perdas você terá a partir de cada ação que tomar.
  • Seja flexível e busque novas formas de enfrentar os mesmos problemas.
  • Respeite seus limites – todos temos limites e precisamos respeita-lo

Um organismo equilibrado emocional e fisicamente não oferece um terreno propício para as doenças psicossomáticas.

  1. Fale sobre o que pensa e sente

Muitas vezes ficamos incomodados com as coisas que acontecem e guardamos pra gente… mas as coisas não param de acontecer e não paramos de ficar chateados, vamos engolindo sapos, até que eles se transformem em dinossauros gigantes!  Não falar sobre o que pensamos ou o que sentimos é um grande erro por dois motivos:

Primeiro porque as pessoas continuam a se comportar da mesma maneira – porque muitas vezes nem sabem que estão nos incomodando; e segundo porque mesmo que as pessoas não mudem, é necessário expressarmos nossos sentimentos para não acumular.

Uma gota d’agua não faz nada num copo vazio… mas uma gota d’agua faz transbordar um copo que já está cheio.

Acumular tristezas e angústias traz muitas reações físicas indesejáveis, e isso prejudica ainda mais o estado emocional sendo um prato cheio para as doenças psicossomáticas.

  1. Faça exercícios físicos

O exercício físico auxilia no relaxamento do corpo, na liberação de toxinas produzidas nos momentos de stress e também propicia contatos sociais interessantes.  Mas lembre-se que antes de uma pratica física é importante consultar um médico para avaliar as atividades permitidas.

  1. Respire

Quando estamos estressados liberamos uma serie de substancias prejudiciais em nosso sangue.  Também ocorre uma série de alterações no funcionamento da respiração levando a cansaço, taquicardia, palpitações, etc.  Respirar é uma maneira de acalmar o organismo.  Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca bem demoradamente.  Faça isso por três vezes seguidas, se concentrando no movimento da respiração.  Após esses três ciclos você estará se sentindo melhor.

  1. Mantenha-se no presente e ame a sua vida

Os ansiosos vivem no futuro; os depressivos vivem no passado; os felizes vivem no presente.

Preste atenção em cada dia.  Ao final do dia crie o habito de se sentar com a família ou com amigos para falar ao menos uma coisa que lhe aconteceu de bom. Porque mesmo em meio à tragédia, sempre há alguma coisa de positivo.  Mesmo que seja para chorar de saudade, de medo, de tristeza, chore!  Mas chore enquanto esses eventos estiverem presente.  Portanto, quando eles estiverem no passado, o mais adequado é não tentar retoma-los.  E sobre o futuro?  Ele vai chegar, não precisamos nos preocupar com isso.

Não menos importante, mas uma última palavra: caso você não esteja conseguindo fazer sozinho, sempre vale a pena procurar ajuda da terapia.

Novembro Azul – um apelo para a saúde do homem

Novembro Azul – um apelo para a saúde do homem

O novembro azul é o mês destinado para reforçar a importância dos cuidados para a saúde do homem.

Será que os homens ainda acham que ficar doente é fraqueza?  Ou que buscar ajuda ainda é sinal de uma masculinidade questionável? Ou simplesmente pensam que não vale a pena “procurar sarna para se coçar”?

Infelizmente essas ainda são as mais prováveis causas pelas quais os homens não buscam um tratamento preventivo para qualquer doença.

O câncer de próstata estará presente na vida de 1 em cada 7 homens segundo estatísticas.  Mesmo assim ainda há muito preconceito em relação aos exames.  E o diagnóstico precoce, que é um grande aliado, acaba não ocorrendo.

Não é da cultura masculina fazer exames preventivos, fragilizando assim a saúde do homem.  Aos contrário da mulher que é ensinada desde a adolescência aos acompanhamentos periódicos.

O ginecologista assume papel de psicólogo, conselheiro, pois é o primeiro médico que a mulher vai, e de lá sai com  indicações para outras especialidades.

Mas quando pensamos nos homens, qual a educação que desde pequeno ensinamos a eles?  A sociedade diz que “homem que é homem não chora”; “que homem que é macho resolve seus problemas”, e que “homem precisa provar sua masculinidade”.

Por isso criamos ainda hoje uma cultura onde o homem acredita que não precisa se prevenir.  Infelizmente eles chegam aos consultórios com doenças já estabelecidas, com diagnósticos tardios e com menores chances de cura, ou de tratamentos menos invasivos.

A falta de tempo para realizar um checkup preciso e frequente, fazer exames, procurar diversas especialidades médicas, é causada, acima de tudo por que cultivamos a importância do trabalho. Será que realmente até a saúde é menos importante que o trabalho?

Qual a solução para o problema da saúde masculina?

Quero deixar o apelo a todos os homens, de que mais vale um pedaço de tempo perdido, do que perder a vida pela falta de prevenção.

Os cuidados diários com as doenças crônicas, as precauções com os tratamentos iniciados, o seguimento das orientações médicas… Tudo isso faz parte do cuidado com a saúde.  A prevenção de uma doença mais grave é a única forma que temos de nos preservar e de continuarmos curtindo a vida.

Este mês de novembro tem a intenção de alertar aos homens que não existe Super Homem, ou se existe, há muito mais criptonita do que imaginamos.

Sejamos conscientes e vamos nos cuidar!!

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi

Como continuar minha vida depois do diagnóstico de Câncer?

Como continuar minha vida depois do diagnóstico de Câncer?

Depois de um diagnóstico como o câncer é muito difícil pensar que é possível continuar a vida.  Mas é preciso manter o máximo de sua rotina para que a vida lhe pareça normal tanto quanto possa ser.  Nossos sentimentos são decorrentes de nossas ações, portanto é preciso ter ações positivas.

É por meio do trabalho que o indivíduo se reconhece na sociedade e assume um papel produtivo.  Portanto, manter a atividade profissional é uma maneira de continuar se sentindo útil para sua família e para a sociedade.

Tudo começa com a forma com a qual nos identificamos como sujeitos, ou seja, quem eu sou no mundo?   Quando nos apresentamos a alguém dizemos: sou fulado de tal, e complementamos com nossa atividade profissional.  Não falamos:  Sou Maria irmã da Paula, mas sim, sou Maria, consultora de vendas, como vai?

É natural em nossa sociedade nos apresentarmos a partir do que fazemos profissionalmente.  Logo, quando não estamos realizando uma atividade profissional, nos sentimentos em falta com a sociedade e com a família.   É um sentimento genuíno e normal, é muito compreensível que nos sintamos assim.

Porém em algumas situações, precisamos nos ausentar do trabalho para cuidar de nossa saúde, e é preciso também que tenhamos muita responsabilidade com isso.  Embora seja importante manter sua rotina habitual, não é adequado prejudicar um tratamento em função dessa rotina.

Mas como é possível interromper uma rotina que já mudou?

A rotina só deve ser mantida se, e somente se, não prejudicar o que é prioridade no momento – a saúde, um tratamento, uma intervenção cirúrgica, etc.

Compreendendo que é um sentimento compartilhado por todos, fica mais fácil também de reavaliar nosso sentimento de menos valia, de improdutividade… Porque também é fundamental lembrarmos que não somos somente trabalho.

Somos família, somos esposas, maridos, filhos, irmãos, pais, mães, cunhados, sogras, noras, amigos.  As vezes é necessário fazer uma pausa.  Precisamos respeitar nossos limites e investir nesses outros papeis que são tão importantes.

Em sendo possível manter nossa atividade profissional, isso nos trará inúmeros ganhos:  desde financeiros, até ocupação e sentimentos de utilidade, produtividade, superação de desafios, autoconfiança.

Muitas vezes não será possível exercer a mesma atividade profissional.  É então a chance de desenvolvermos novas possibilidades, descobrir novos talentos, reinventar nossa capacidade.

O mais importante em tudo isso, é vivermos.  E o trabalho faz parte de nossa vida.  É a atividade profissional que ocupa grande parte do nosso tempo, nos traz satisfação pessoal, reconhecimento e nos possibilita adquirir os bens que desejamos mesmo com o diagnóstico de câncer em minha vida.

Mais do que poder se sentir produtivo para a sociedade, é saber o quanto é possível, mesmo de maneira diferente, se realizar diariamente com atividades que lhe tragam prazer e lhe ajude a se reintegrar na sociedade e viver uma vida plena e feliz.

Erika Scandalo – Psicóloga no Morumbi

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