Não acho que eu tenha depressão… ou será que tenho?!

Não acho que eu tenha depressão… ou será que tenho?!

Ter depressão não é quem não quer tomar banho, não come, não quer mais viver?  Eu não sinto isso!

Tenho formação superior, um bom emprego, salário razoável, família… não estou doente – não tenho depressão!

Seria uma vergonha pensar que não vou conseguir fazer porque estou me sentindo triste sem motivo – minha chefia nunca vai entender; vão achar que é frescura; dizer que é fraqueza e até falta de fé;

Eu sinto cansaço, falta de vontade de levantar…, mas isso é porque meu trabalho é tão estressante, é uma correria; aí tudo isso me deixa com muita agitação, não consigo parar… acaba que até sinto culpa porque não tenho conseguido fazer tudo o que preciso, dar atenção pra família…

Todos esses relatos são recortes de falas de pacientes que sim, desenvolveram depressão.

Porque como qualquer outra doença, a depressão é desenvolvida aos poucos.  Ninguém vai dormir bem e acorda em depressão profunda.  É um processo que vai corroendo a energia e a esperança dos indivíduos.

Portanto se você se identifica com algum desses relatos, vale a pena procurar auxilio profissional psicológico para entender melhor sua falta de energia, sua ansiedade, stress, perda de interesse pelas coisas.

A vida tem tons coloridos e a depressão é preto e branco.  Temos o amarelo da alegria, o verde da esperança, o vermelho do amor… isso não significa que tudo sempre dará certo, porque horas teremos o preto da tristeza também.  O problema é quando as cores vão desbotando de nossas vidas e vai ficando tudo cinza.

E sim, é possível sair desse processo com tratamento psicoterápico e por algumas vezes também utilizando medicação.

Quanto mais rápido você buscar por ajuda, maior e mais rápido serão os benefícios.

Depressão tem tratamento?

Depressão tem tratamento?

Mesmo sabendo que depressão tem tratamento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.  Atualmente 5,8% da população sofre com a depressão – ou seja, 11,5 milhões de brasileiros estão deprimidos.

Vamos a uma explicação genérica sobre os comportamentos para compreendermos a depressão e seu tratamento.

Tudo o que pensamos, sentimos ou fazemos podem ser considerados comportamentos e, portanto, podem ser aprendidos.

Aprendemos a sentir, a pensar e a agir através dos mesmos mecanismos, ou seja, seguindo modelos, seguindo regras ou pelas consequências que recebemos quando fazemos algo. Se a consequência do que fazemos é positiva, nos mantemos fazendo a mesma coisa. Se a consequência é negativa, nós paramos de fazer dessa maneira.

Lei do comportamento.

A “lei do comportamento” é: sempre existirá um contexto, um comportamento (ação, pensar, sentir), e uma consequência para esse comportamento. Quando nos deparamos com uma situação, nós avaliamos o contexto, escolhemos o comportamento e esperamos uma consequência positiva.

O problema da pessoa depressiva é que ela não consegue se comportar, então essa lei do comportamento é quebrada.

E o que acontece quando a pessoa para de se comportar? Ela para de receber as consequências.

Mas se a consequência é quem nos diz se devemos manter ou não nossos comportamentos, ficar sem consequências deixa a pessoa num vazio de sentimentos, pensamentos e comportamentos.

Então se a pessoa para de sair, de ver os amigos, de ir trabalhar, de fazer comida, de andar no parque, de ligar para os parentes, fica sozinha dentro de casa … ela para de ter o retorno de todas essas ações. Ela para de receber o carinho dos outros, para de se sentir competente por conseguir realizar suas atividades, para de ter o prazer que algumas coisas lhe trazem… sobram então só sentimentos negativos como a tristeza, o desanimo, a desesperança, o pessimismo, os pensamentos de inferioridade, a baixa estima, angustia, medo, falta de prazer, dentre outros.

Como a terapia pode auxiliar na depressão?

O processo da psicologia tem como objetivo compreender as causas que levaram a pessoa à depressão, mas principalmente entender, apoiar e ensinar a pessoa a reconhecer seus sentimentos, analisar as situações e voltar a se comportar.

A explicação pode até parecer simples, mas o processo normalmente é longo e intenso. Quando há apoio familiar o processo é mais efetivo, pois a família poderá promover estímulos e apoiar que o paciente volte a se comportar.

Nosso organismo é uma coisa só, ou seja: emoção e físico interagem e são interdependentes. Isso significa que alterações de emoções podem causar complicações físicas e vice-versa. Por isso em algumas situações o uso de medicamentos pode fazer grande diferença para o tratamento da depressão.

O tratamento da depressão inclui psicoterapia e medicamentos para regulação das alterações físicas, evitando que a doença progrida.

A consequência mais grave da depressão é o suicídio, portanto, quanto mais rápido o diagnóstico, mais efetivo o tratamento.

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