Será que tenho câncer de próstata?

 

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O câncer de próstata é um tipo de câncer que atinge uma glândula (próstata) do tamanho de uma noz na região abaixo da bexiga e que só os homens têm.  É um dos tipos de câncer mais comuns em homens e ainda causa muitas mortes principalmente pelo diagnostico tardio, e sabe por que?  Porque os homens não fazem exames de rotina por puro preconceito!

As mulheres já estão habituadas a suas consultas anuais no ginecologista e esse muitas vezes é o primeiro a diagnosticar patologias e encaminhar a paciente para os médicos especialistas.  Porém o homem só vai ao médico quando está muito doente, ou então quando sofre pressão da esposa e filhos, ou por alguma norma da empresa que o obrigue a fazer exames regulares.  Com este comportamento, os homens não descobrem suas doenças e acabam morrendo vítimas patologias que, se descobertas no início, teriam grande chance de cura, como é o caso do câncer de próstata.

Por qual motivo os homens não vão ao médico?

A primeira resposta é muito simples:  porque eles não estão sentindo nada!  Entretanto o câncer de próstata muitas vezes não apresenta sintomas.

Outra explicação é cultural, ou seja, os conhecimentos passados por gerações que colocam o homem como um “super homem”.

Isso significa que para a grande maioria dos homens – e mulheres – homem chorar, demonstra fragilidade e sua masculinidade é questionada.  E ter a masculinidade questionada para o homem é um ponto extremamente angustiante.

A cultura também induz o sentimento de que o homem é o responsável pela manutenção e sustento de sua família.  Esse conceito gera uma condição de ansiedade e medo de deixar seus amados desamparados.

Quando falamos em doença fica muito claro para os homens que, em sendo diagnosticado, estarão mostrando suas fraquezas, principalmente nos casos em que a doença pode debilitá-lo e fazê-lo dependente das pessoas.  E pior, pois o câncer de próstata está relacionado diretamente aos seus temores sobre a impotência – a maior prova do quanto “machão” ele é.

E todo esse temor não é característica de apenas um ou dois homens, mas da grande maioria porque simplesmente aprendemos isso ao longo dos anos.

Com a revolução das informações e possibilidade das discussões de ideias no mundo globalizado, há muitas mudanças em relação ao preconceito, mas de forma geral, nossa sociedade ainda está preza à necessidade de categorizar as pessoas, entre homens machos e homens afeminados por exemplo.  Em função ainda de muito preconceito há discriminações em relação a opção política e religiosa, o que diremos então sobre os preconceitos em relação a orientação sexual!?

Nosso alerta maior é para você que, quando questionado sobre preconceito responde:  não, eu não tenho preconceito, eu respeito e até tenho um casal de amigos gay!  Porém o problema são aqueles pensamentos e conceitos arraigados, que estão guardados lá no fundo da cachola e que você não revela à ninguém:  “imagina… eu ficar de quatro para fazer um exame… nunca!  Isso não é coisa pra macho!”

O preconceito e suas consequências

Aí vem outro problema:  somos preconceituosos e não assumimos!  E nesse caso, o homem passa a correr o risco de ter uma doença qualquer e descobrir tarde demais para um tratamento.

Muitas vezes por desconhecimento de que há exames de sangue (PSA) que podem preceder o tão temido exame de toque, o homem foge temeroso do urologista.  E que o exame de toque não dura mais do que segundos, mas que talvez 30 segundos de desconforto sejam mais toleráveis do que tratamentos invasivos e sofrimento no futuro.

Portanto fica nosso alerta: prevenir é sempre o melhor remédio.

E sobre os medos de descobrir que pode estar doente?  De pensar que é o responsável pelo sustento da família e que não pode fraquejar?  Mais uma vez a regra se faz presente: o quanto antes descobrir, mais chance de cura existe.

Mas caso você já tenha recebido o diagnóstico positivo para o câncer de próstata, vale a pena repensar também sobre seu preconceito em relação à masculinidade e o quanto isso influenciará sua decisão quanto aos melhores tratamentos.

Busque informações com seu médico e equipe de cuidados, avalie as possibilidades e saiba que sexo é sim importante, mas que existem outras maneiras de torná-lo viável por meio de próteses por exemplo, se o seu medo for a perda da capacidade de ereção.

Só fica um lembrete:  para nós mulheres, mais importante que sua capacidade de ereção, é sua habilidade de nos amar, nos dar suporte emocional, nos ajudar a educar nossos filhos, e nos fazer feliz!  Com ou sem prótese, antes do sexo a mulher precisa de carinho, e essa habilidade, doença nenhuma consegue tirar de você.

Então, cuide-se!  Para estar presente por muitos momentos em nossas vidas!

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