10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

10 passos para manter o equilíbrio físico e emocional.

A vida da mulher está tão corrida com o mundo moderno e suas responsabilidades com os filhos, a casa, a profissão, o casamento …  que nunca sobra um tempo para cuidar dela mesma.  Manter o equilíbrio físico e emocional vira uma tarefa impossível!

E você sabe o que isso causa em sua vida?

Ansiedade, tensão, incerteza, angústia, cobrança, culpa, medo, depressão, stress, solidão…  e quando esses sentimentos não são devidamente controlados, acabam causando no corpo doenças físicas e psicossomáticas!  E o pior que você, mesmo doente, continua se sentindo responsável pela família, trabalho, relação, casa, etc etc etc.

Confira 10 dicas especiais para se manter o equilíbrio físico e emocional.

  1. Respeite seus limites

Você é uma pessoa só, mas com muitas atribuições – a casa, os filhos, o trabalho, a relação amorosa.  E ainda você provavelmente tem um alto nível de auto exigência.  O mundo nos ensina que devemos dar conta de tudo isso, mas é humanamente impossível!  Então é preciso que você lute contra essas cobranças externas e respeite seus limites.  Deixe a louça na pia, distribua as tarefas em casa, se permita almoçar por uma hora… é preciso que você observe seu corpo e veja que ele muitas vezes te pede um descanso.  Para manter o equilíbrio físico e emocional será necessário fazer escolhas – escolha por sua saúde.

 

  1. Respeite suas vontades

Na maioria das vezes observamos mães e esposas dedicadas fazendo tudo pela família e se esquecendo delas.  É muito importante que você respeite suas vontades, seus desejos e também consiga realiza-los.  Assim como você fica feliz em fazer algo pelas pessoas, deixe que elas façam coisas por você também.  Permita-se ser cuidada, se permita querer coisas e também realizá-las.

 

  1. Organize uma agenda

Diante de tantas responsabilidades é necessário que você tenha horários para cada atividade, e que principalmente inclua nessa agenda horários para você.  Somente estabelecendo prioridades e determinando tempo é que você conseguirá dar conta de tudo o que precisa fazer.  Caso contrário acabará se sentindo sobrecarregada e frustrada por não realizar tudo o que é necessário.  Equilíbrio significa também dividir, planejar e segmentar.

 

  1. Tenha disciplina

Após estabelecida uma rotina é necessário que você cumpra à risca sua agenda.  Não faça concessões pois isso atrapalhará seu desempenho e aquele sentimento de insucesso voltará.  Siga confiante sua lista de prioridades e certamente você se sentirá muito melhor quando chegar ao fim do dia.

 

  1. Faça coisas positivas por você

Todo ser humano precisa de recompensas para se sentir feliz.  Dê de presente à você uma roupa nova, um batom, um dia de folga, um dia de passeio onde você gosta, faça sua comida predileta, tire um tempo para ler um bom livro.  É necessário que VOCÊ faça coisas que te tragam prazer, pois esse é o melhor antídoto para a depressão e a ansiedade.  Manter o equilíbrio físico e emocional inclui um olhar diferenciado para você, pois quem deve estar no foco é VOCÊ.

 

  1. Afaste-se de coisas e pessoas negativas

Assim como buscar coisas positivas, você deve se afastar do que lhe traga sentimentos negativos.  Não se obrigue a gostar de ninguém, não se sinta culpada por ter um momento de descanso, mas sobretudo não se coloque em situações que você sabe que irão te trazer coisas ruins.  As vezes se afastar de um problema por um momento é a melhor maneira de se manter em equilíbrio físico e emocional para conseguir resolve-lo posteriormente.  O estresse altera condições físicas e psicológicas nos deixando vulneráveis inclusive a doenças.

 

  1. Aprenda a controlar sua ansiedade

A ansiedade é um sentimento aprendido e, portanto, pode ser mudado.  Ansiedade está relacionada ao nosso receio de ter consequências ruins no futuro.  Aí ficamos tentando prever e controlar o que irá acontecer, para garantir que não sofreremos.  Mas infelizmente nós não conseguimos controlar o futuro.  Não conseguimos controlar o que o outro pensa ou sente.  Não conseguimos controlar muitas vezes nem nossos próprios sentimentos.  O que conseguimos controlar são nossas ações, independente do que estivermos sentindo.  Então é importante que seu foco seja no hoje – viva um dia de cada vez, pois ontem já não é possível mudar nada, e amanhã ainda nem chegou.

 

  1. Fique perto de quem te faz bem

Não deixe que a rotina do dia a dia te afaste dos amigos e dos familiares importantes para você.  São essas pessoas que vão nos resgatar quando estivermos lá no fundo do poço, quando não tivermos mais forças para suportar os problemas.  É por essas pessoas que valerá à pena continuar lutando e superando as adversidades.  Então é necessário que você tenha amigos.  Cultive o carinho e atenção deles para que possa ter com quem contar e para que também possa ajudar quando eles precisarem de você.  O ser humano não foi feito para viver sozinho, então não se isole.

 

  1. Faça exercícios físicos

O corpo é uma máquina e precisa de cuidados.  Quando deixamos uma máquina enferrujar ela começa a funcionar mal.  Por isso é necessário fazer algum tipo de exercício.  Academia, jogos, natação… qualquer coisa que te agrade.  Os exercícios físicos fazem bem para o corpo pois relaxam a musculatura que fica tensa com os problemas diários.  Também ajudam na eliminação de todas as toxinas que liberamos no corpo quando estamos estressados.  Além disso o exercício ajuda na socialização.  Quando fazemos exercícios liberamos substancias químicas que nos dão a sensação de prazer.  Para um dia cheio de problemas, é um santo remédio!  Comece com uma caminhada diária de pelo menos meia hora… você sentirá a diferença.

 

  1. Peça ajuda sempre que precisar

Por último, mas não menos importante, é preciso que você peça ajuda!  Deixe que as pessoas façam as coisas por você, deixe sua família te ajudar, desabafe sobre seus problemas, divida suas angústias e medos e peça ajuda!  Muitas vezes não conseguimos ver a solução e ela está ali, pertinho… contar com o apoio de quem nos ama é muito importante.  E se for necessário, busque ajuda de um profissional da psicologia para que a caminhada não seja tão sofrida nem tão demorada.

Dessa maneira, se você seguir diariamente essas 10 dicas, certamente você conseguirá manter o equilíbrio físico e emocional e seu organismo estará mais saudável para desfrutar de uma vida plena e feliz!

4 Passos para introduzir a leitura na família

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Você acredita que ler é importante?

Na atualidade a leitura é a principal instrumento para o aprendizado de todos nós, sejamos crianças ou adultos.

Mas como fazer para introduzir o hábito da leitura?

Os passos a seguir tornam muito maior a chance conquistarmos alguém para o mundo da leitura. E isso significa que teremos pessoas mais bem preparadas para enfrentar os desafios da vida.

Cabe ressaltar que para proporcionar uma boa experiência com a leitura, é importante que você primeiro conheça o material, e assim poderá oferecê-lo de maneira mais adequada.

Vamos aos passos:

  1. Introduzir a leitura respeitando os limites de idade, nível de alfabetização e de compreensão do conteúdo.

Bebês

A partir do momento que já consigam segurar coisas você poderá introduzir os livros.

Para qualquer outra idade é possível fazer com que a pessoa passe a gostar de ler, a partir das experiências que ela tiver com a leitura

  1. Fazer do livro/revista um objeto de interesse

Bebês

Os livros devem ser de plástico, de pano, coloridos – de materiais e texturas que possam manipular, colocar na boca, puxar, sem causar danos ao material. O livro deve ser introduzido aos bebês como um brinquedo, portanto não deve haver a preocupação de ler o livro para a criança. Deixe-os brincar, conhecer e se satisfazer com o material. O próprio abri e fechar já é uma grande diversão.

Não alfabetizados

O material deve conter temas de interesse do indivíduo.

Nesta situação já devemos fazer uma leitura em conjunto.

Para as crianças devemos dar preferência aos livros com mais figuras do que letras.

Os gibis podem ser utilizados a partir dos 3 anos, pois muitos deles são autoexplicativos pela própria sequência de imagens e normalmente tem personagens que agradam muito aos pequenos.

Antes da leitura propriamente dita, deve ser feita a apresentação do material, deixar que pegue, folheie, e se já começar a observar as páginas e “lê-las” você já pode dar continuidade no processo, apresentando a sequência de informações.

Para os pequenos de até 4 anos, o nível de concentração é menor, e é muito natural que comecem a leitura e a depender do livro a interrompam. Não há nenhum problema com isso. O objetivo inicial, como ainda não são alfabetizados, é que tenham experiências positivas com os livros, que seja gostoso poder manipula-los, reconhecer neles personagens de que gostam, ouvir estórias divertidas.

A leitura em conjunto preferencialmente deve ser feita com a teatralização, ou seja, aproveite para relembrar de sua criança interior e leia com vozes diferentes, faça cara de mal se for um vilão, coloque vida nos personagens.

A criança também pode querer continuar a estória utilizando-se da imaginação. É extremamente saudável incentivar e compartilhar ideias e sequencias do conteúdo.

Alfabetizados de qualquer idade

Se entregarmos a qualquer pessoa um livro com tema que não é de seu interesse, com 575 folhas, com letrinhas miúdas e com termos técnicos que a pessoa não entenda, posso assegurar que esta pessoa não terá nenhum interesse em folhear o livro.

Fazer do livro uma fonte de descobertas é um grande segredo para introduzir a leitura aos mais velhos. Questionar sobre um assunto e oferecer o livro como resposta pode ser bastante instigante.

É importante buscar materiais menos extensos inicialmente, as vezes a introdução da leitura pode ser feita com revistas, folhetos.

  1. Compartilhar o que aprendeu

Melhor do que uma boa leitura, é contar para o outro o que aprendi, e principalmente sentir que o outro tem interesse em me ouvir.

Para qualquer idade o incentivo à leitura não termina quando presenteamos a pessoa com um livro, mas é importante continuar participando da leitura. Se você já conhece o material poderá compartilhar suas percepções.

Ressalva: É importante não fazer de um gostoso diálogo, um grande interrogatório.

Incentive a discussão falando de suas percepções, das novas ideias que teve, do que mais gostou… mas tudo isso dentro de um contexto. Por exemplo: se presenteou seu filho com um livro sobre animais, você poderá aproveitar um comercial de TV em que apareçam animais para fazer um comentário do tipo: sabe que li naquele livro que te dei que os Pandas se alimentam de brotos de 30 espécies de bambus! Nossa eu nunca imaginei tanta espécie de bambu assim… você já sabia disso?

Fazer menção sobre coisas que tenham aprendido porque leu em algum lugar também é muito positivo, pois dá a dica para a pessoa de onde ela poderá buscar mais conhecimentos.

  1. Dar o exemplo

Os itens acima são em grande resumo, itens que nos facilitam a introduzir o habito de leitura. Mas para a manutenção deste hábito não há outra forma além do exemplo.

Quando a criança observa seus pais lendo, pesquisando, aprendendo e utilizando esse conhecimento na prática, ela se torna mais independente na busca de informações e certamente terá mais chances de copiar este hábito.

“Quem pensa que não gosta de ler ainda não encontrou o livro compatível com suas paixões.”

AUTOR DESCONHECIDO

Como as crianças se comunicam

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Os bebês desde quando nascem já se comunicam conosco.

Inicia-se através do choro que tem suas tonalidades diferentes para cada situação: cólica, sono, fome, birra – sim! Bebês muito pequenos já fazem birra! E a birra nada mais é do que a manifestação do bebê de reivindicar algo que ele tem necessidade e que lhe foi tirado.

Aos poucos, com a introdução da linguagem, as primeiras palavras começam a mostrar para nós o que o bebê está sentindo ou desejando.

Vale lembrar que toda a comunicação das crianças é feita a partir de seus sentimentos, e sim, precisamos entender e respeitar os sentimentos deles – o que não significa ceder ao que eles querem a todo momento.

Uma das formas de expressão que mais incomodam os pais são as formas de expressões agressivas como bater ou morder.

Vou descrever em tópicos algumas questões para ficar mais objetivo:

  1. Estas formas de expressão ocorrem normalmente a partir do momento em que a criança começa a se movimentar sozinha e vai até os 2 ou 3 anos – dependerá também de como corrigiremos os comportamentos inadequados e de como ensinaremos à criança uma nova forma de expressão – mais adequada. Só dizer: não pode! Não morde o amigo! Não bate na mamãe! Isso só ensina para a criança o que ela não pode fazer. Desde muito pequenos, por mais que pensemos que a criança não esteja entendendo, o mais adequado é dizer como deve ser feito e o que não é legal fazer pelas consequências que isso causa.

Exemplo:   Quando a gente quer um brinquedo a gente pode pedir: dá pra mim, porque se morder o amigo isso faz dodói nele. Claro que a criança tentará fazer isso e com outros da mesma idade dificilmente ela conseguirá o brinquedo – pois todos eles estão na mesma fase – mas é importante ensinar o adequado sempre. E isso terá que ser repetido por muito tempo.

  1. Ainda não há compreensão da situação por parte dos pequenos. Eles não entendem o que é perigoso e por isso não podem pegar, ou que é meu ou seu, ou que aquele objeto não irá sumir se ele largá-lo agora. Então fica mais complicado de que eles entendam isso agora e não repitam mais. Por isso a necessidade de repetição infinitas vezes.
  2. Há uma necessidade imperativa para crianças – eles querem AQUELE objeto e AGORA! Isso porque estão percebendo seu corpo, estão aprendendo que podem interagir com o mundo e a maneira de fazer isso é por meio da manipulação dos objetos. E desde pequenos não queremos que alguém nos tome algo que nos traz sensação de ESTOU CONSEGUINDO FAZER! Basta pensar em como nos sentiríamos frustrados se em nosso trabalho, numa atividade esportiva, numa situação de superação de nossos medos estivéssemos quase lá, faltando pouco para conseguir realizar nosso objetivo e chegasse alguém e dissesse: já chega, acabou! E interrompesse o processo. Isso geraria muita frustração em qualquer um, em qualquer idade. É isso que a criança sente quando alguém lhe tira um objeto que deseja, ou faz com ele algo que ele não quer.
  3. Cabe ressaltar que sim, as crianças sentem frustração, medo, tristeza, ansiedade, depressão, raiva, amor, e todos os demais sensações físicas inclusive que sentimos como adultos. Porém as crianças ainda não aprenderam a identificar, nomear e expressar adequadamente estes sentimentos. E por isso, na maioria das vezes expressam o que sentem com formas agressivas como bater, morder, empurrar, tomar do outro, pois estes são os comportamentos que estão mais desenvolvidos – o ir até o objeto e pegar, retirando os obstáculos da minha frente. Aos pais e também à escola (considerando que hoje as crianças passam o período de 8 a 12 horas na escola) cabe a difícil missão de ensina-los a como identificar o que sentem, nomear este sentimento, avaliar a causa deste sentimento e valorizar o sentimento. A partir disso, entendendo como este sentimento foi causado, também é possível ensinar para as crianças como elas podem reagir a este sentimento e também evitar de que essas sensações ocorram no futuro.

Exemplos:

AMOR

Inadequado: os pais veem aquele corpinho roliço e delicioso e dizem: vou morder esse neném gostoso. Isso é uma forma que nós adultos resgatamos lá da primeira infância sobre como expressar nossos sentimentos de amor. Neste caso inclusive é uma forma de expressão de afeto que pode ser modelo para a criança que até quando gosta do amigo vai morde-lo, por ser um modelo aprendido pela observação dos pais.

Adequado: os pais abraçam, beijam, dizem que amam, sem nenhuma relação com coisas que o filho faça. Não relacionar a boas ações do filho é importante pois faz com ele perceba que mesmo se fizer algo errado, os pais ainda o amam.

MEDO/FRUSTRAÇÃO

Inadequado: a criança caiu no chão em vez de se equilibrar quando foi brincar no escorregador. Os pais dizem: ah.. levanta, não foi nada. Em algumas situações a criança se irrita, chuta o chão, agride a quem vai tentar ajudá-lo. Ao que normalmente os pais respondem: para com isso!

Adequado: encorajar a criança dizendo que algumas vezes conseguimos fazer as coisas de primeira e às vezes temos que tentar para fazer melhor e melhor; incentivar a tentar novamente e instruir em como deve colocar as perninhas, em como diminuir a velocidade caso perceba que está indo rápido. Caso a criança resista não é legal insistir e sim dizer que quando ela quiser ir você poderá ajudá-la a treinar. Se houver reações agressivas pode dizer: é realmente muito chato quando a gente quer fazer algo e não consegue. Mas sempre dá pra gente tentar novamente – e deixe a criança escolher.

  1. Quanto mais atenção darmos aos comportamentos agressivos, mais eles irão aparecer. Nessas situações quanto menos falarmos melhor serão os resultados. Uma pequena correção já é o suficiente. Basta nos colocarmos no lugar das crianças: quando estamos frustrados, chateados ou irritados, o que menos queremos é um loooongo discurso. Portanto o necessário é dizer: quando você quiser a chupeta/o brinquedo, o paninho é só pedir para a mamãe, assim vou saber o que você quer – e para dar o exemplo, o que é necessário para os mais pequeninos – é só dizer: mamãe, dá teta (ou a expressão usada pela criança para chupeta). Neste exemplo não citamos para a criança que ela mordeu a mão da mãe, ou que ela foi lá tomar a chupeta do amigo, mas colocamos foco no que é mais adequado.
  2. As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Não podemos tudo o que queremos e não temos tudo o que desejamos. Embora o sentimento inicial da criança seja exatamente o oposto disso, teremos que ensina-la que nosso mundo é frustrante. Que ela terá que esperar sua vez para receber o lanche, entrar na fila para sua vez de ir no brinquedo, esperar a mamãe terminar de jantar para pegar o suco, etc etc. Cabe aos pais principalmente no início da vida dos bebês entenderem que, embora o sentimento de urgência em satisfazer as necessidades daquele bebê, é preciso ter calma e tranquilidade para lidar com essas “exigências”. Se a cada suspiro do bebê nós corremos a satisfazê-lo, isso pode gerar uma grande dificuldade para a própria criança quando ela cresce um pouco mais. Aprender a esperar é fundamental para os pequenos, pois quando eles aprendem isso, fica mais fácil de ensinar que agora é hora do amigo brincar com aquele brinquedo e depois é você. Caso não saibam esperar continuarão querendo tudo agora. Na escola este comportamento é melhor estabelecido pelas regras necessárias para o cuidado de todos. Em casa as vezes é mais difícil de estabelecer alguns parâmetros, mas é necessário.
  3. Acima de tudo precisamos respeitar o tempo de desenvolvimento das crianças. Algumas apresentam raramente os comportamentos de morder ou bater, outras apresentam mais frequentemente. Tudo depende também de quando a criança interage com as outras. Uma criança que interage mais, o que é excelente, tende a apresentar mais esses comportamentos pois estará exposta a situações de disputas de brinquedos com maior frequência.

CHEGA DE FRUSTRAÇÃO E DESESPERO

Sem dúvidas, em reconhecimento ao sentimento dos pais, é FRUSTRANTE receber da escola a informação que nosso filho não se comportou bem, afinal todos nós queremos ter filhos perfeitos.

Mas em hipótese alguma isso deve ser motivo para DESESPERO.

As crianças, por inúmeros motivos são diferentes e têm tempos diferentes. Algumas são mais caladas mas conseguem impor respeito junto dos colegas, outras são as vítimas das mordidas, outras são os agressores mais frequentes, outras são mais agitadas, enfim… há uma diversidade de comportamentos. O mais importante é que estejamos atentos ao desenvolvimento destes comportamentos.

Interagir com a escola para saber quais as reações da criança ao ser corrigida. Corrigir em casa em todas as manifestações agressivas – mesmo com os brinquedos da criança como quando ela bate na boneca, ou bate os carrinhos, e observar suas reações. Se a criança demonstra que percebe o que lhe é falado, muda de comportamento inicialmente e volta a fazê-lo, é perfeitamente normal. As vezes a criança inclusive fica mais agressiva depois da repreensão – isso é sinal de que nós a irritamos mais ainda, então será necessário pensar em outras maneiras de ensiná-la. Uma atenção maior só é necessária quando se percebe que a interferência do pai ou da escola não traz nenhum tipo de mudança de comportamento, nem no momento nem posterior à repreensão. Quando a criança não faz contato visual, quando não interage com quem fala com ela – aí neste caso vale a pena uma avaliação profissional.

O mundo infantil é fantástico, misterioso e desafiador. Como pais precisamos enfrentá-lo com calma, persistência e muito, muito amor – esse será o nosso combustível!

Se tiver dúvidas ou questões, me envie um e-mail e lhe responderei.

Luto Infantil

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Quando falamos em luto, a primeira coisa que precisamos pensar é que TUDO MORRE, TUDO UM DIA ACABA.

O peixinho que ganhei de presente… morre.

O cachorrinho… morre.

A plantinha… morre.

O papai, a mamãe, o vovô, a vovó…morrem.

O lápis de cor que eu mais gosto… acaba… é como se morresse.

O bolo de chocolate acaba…

O meu melhor amiguinho na escola um dia vai embora… então um dia acaba.

Temos inúmeras situações em que a criança passará pela FINITUDE o que segundo o Dicio¹ significa: Característica, particularidade ou condição do que é finito. Que tem um fim.

Portanto a morte, o fim, o acabar, fazem parte da vida. É uma consequência de um tempo em que tivemos a pessoa, animal ou objeto em nossa companhia.

É claro que, se foi uma boa companhia, sentiremos falta, muita falta! E a criança também sentirá muita falta…

O processo de luto pode ser considerado como o período em que a família terá para se adaptar ao cotidiano, na ausência daquela pessoa ou animalzinho de estimação.

Portanto quando se diz que que o luto precisa ser vivenciado, elaborado, o fundamental é entender é que esse processo é inevitável e será importante ser vivenciado e não escondido, ou camuflado, como se não estivesse acontecendo.

Mesmo que ainda muito pequenas, as crianças identificam a presença das outras pessoas, e mesmo que elas não saibam falar, podem apresentar outros comportamentos para expressar a falta do que vivenciavam com a pessoa que se foi. Perda de apetite, agressividade não habitual, apatia, tristeza, isolamento, perda de interesse inclusive pelos brinquedos preferidos – principalmente se eram compartilhados com a pessoa que se foi, dentro outros.

Os pais devem agir com o máximo de naturalidade em relação ao evento. Não mistificar, não esconder e tentar explicar da melhor forma que a cultura, religião e ética seguida pela família conceber. Um desenho infantil que trata o assunto de maneira singela e serena é o FESTA NO CÉU. Entretanto as famílias podem fazer uso de seus conteúdos religiosos para explicar o acontecimento.

A criança não pode ser excluída simplesmente do fato. Ela precisa saber que pode falar sobre o assunto, que é normal sentir saudades, que pode chorar, que pode lembrar, e precisa ter nos pais o apoio sobre como agir com estes sentimentos de perda. É preciso que ela se sinta à vontade para expressar seus sentimentos e não receosa ou abandonada neste momento. Fazer de conta que nada aconteceu na tentativa de proteger a criança pode ser interpretado por ela com abandono, tendo em vista que os pais apresentarão formas de comportamentos não habituais como tristeza, apatia, etc.

Nos exemplos do início do texto percebemos inclusive como é importante tratar a finitude em todas as questões com a criança. Quando um brinquedo quebra (morre) ele não deve ser substituído. O ideal é que a família aproveite este evento para discutir sobre o cuidado e responsabilidade com seus pertences, sobre os sentimentos gerados pela perda do brinquedo e também sobre as possibilidades que ainda restam para a diversão e alegria, mesmo que o seu brinquedo preferido tenha se quebrado.

Por meio destas discussões com a criança, ela criará modelos de comportamentos e de alternativas para utilizar em todas as situações. E cada vez em que se deparar com situações de finitude, poderá discutir novas alternativas.

Desta maneira, ao longo de seu desenvolvimento, estará mais preparada para enfrentar a falta de pessoas muito queridas e que fatalmente um dia deixarão seu convívio.

A morte ainda é tratada como tabu exatamente pela dificuldade de lidarmos com a perda principalmente de pessoas queridas; por não sabermos como seguir em frente quando nos deparamos com o vazio deixado por quem se foi. Este vazio é na realidade o fruto da relação estabelecida entre as pessoas, dos encantos e desencantos da relação, dos prazeres, das conquistas em conjunto. Porém é necessário aprendermos sobre a finitude e ensinarmos que mesmo com dificuldades, mesmo nos sentindo tristes e sem forças, precisamos continuar em frente. E se não tivermos este preparo, muito provavelmente não conseguiremos preparar nossos pequenos para enfrentar estas situações.

Como pais, educadores, cuidadores responsáveis, precisamos nos preparar para estes momentos em que nosso equilíbrio emocional será exigido, onde nossos limites serão testados, nossas crenças questionadas… e que sem dúvidas também será para nós um grande processo de aprendizagem.

Sentir tristeza é normal, saudades é muito bom, e lembranças são inevitáveis. O importante é perceber que podemos e devemos nos expressar para as crianças, pois esta é a melhor forma de aprendizagem e de estabelecimento de vínculo de confiança que podemos ter.

E sem dúvidas que, percebendo que os sentimentos de tristeza, isolamento, apatia perdurem por um tempo demasiado, ou tomem conta da maior parte do dia da criança, é sempre bom buscar apoio profissional para uma avaliação mais detalhada.

¹ DICIO – Dicionário On line de Português

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