Suicídio na adolescência

Suicídio na adolescência
  1. O que leva um adolescente a cometer suicídio ou pensar nessa possibilidade?

A adolescência é uma fase marcada por grandes descobertas (afetivas, sexuais, profissionais);  O papel dos grupos sociais, as opiniões, vivências, valores, influenciam significativamente a vida dos adolescentes.  A necessidade de se adaptar, o julgamento social intenso, a falta de experiências para enfrentar essas situações gera grande ansiedade.  A falta de habilidade para resolver conflitos, não se sentir apoiado pela família, e uma necessidade imediata de se desvencilhar dos sentimentos negativos pode gerar no adolescente a ideia de acabar com tudo – e um dos pensamentos imediatistas é o suicídio.  Vale ressaltar que muitas vezes a ideia não é morrer, mas se livrar da situação que lhe parece insustentável.

  1. Quais são as doenças psicológicas mais ligadas a esta situação?

Depressão, transtorno bipolar, transtornos de personalidade, além de abuso de substâncias químicas.

  1. Uma adolescente que cogita a possibilidade de cometer suicídio geralmente já possui alguma doença psicológica?

Não necessariamente.  Todos nós já pensamos alguma vez em sumir do mapa, desaparecer, acabar com o sofrimento vivenciado no momento.  O agravante é a sociedade que valoriza o imediatismo, o clicar de um botão para mudar a sua vida.   Mas a realidade não é desta maneira.  É preciso ter tolerância para os relacionamentos familiares e afetivos, ter persistência para superar as dificuldades na escola.  Muitas vezes essa impulsividade é que leva o adolescente a pensar no suicídio.  Sem dúvidas que a depressão é uma das principais precursoras de ideias suicidas.  Mas é importante entendermos que a depressão também é decorrente da falta de habilidades do indivíduo se adaptar ao mundo.  Como ele tem dificuldades, em vez de enfrentar os conflitos ele se afasta e se isola, o que gera mais sentimentos de incompetência para superar os desafios.

  1. Os adolescentes são considerados mais vulneráveis nessa ocasião? Para eles é mais difícil lidar com sentimentos e entender que o suicídio não é uma solução para os problemas?

Não diria que os mais vulneráveis.  Em qualquer idade é possível se sentir incapaz de lidar com as situações difíceis na vida.  Mas certamente a adolescência é um período que exige grande adaptação em vários aspectos, e tudo ao mesmo tempo.  Sem dúvidas esse contexto implica num momento de mais ansiedade.  Se o adolescente não consegue desenvolver habilidades adequadas para resolução de problemas, convívio social, tomada de decisão, contatos afetivos, poderá ter maior tendência a desenvolver transtornos de ansiedade ou depressão.  E mais uma vez o suicídio acaba sendo uma alternativa para acabar com o sofrimento.  O maior risco é que o adolescente é impulsivo, e, pode num momento de desespero, ter uma tentativa “bem-sucedida”.

  1. Um estudo publicado na revista de medicina The Lanced, constatou que o número de meninas que se automutilam chega a ser maior do que meninos, essa afirmação é consistente? E por qual razão isto ocorre?

Alguns outros estudos corroboram com esta análise – a automutilação ser mais frequente em meninas do que em meninos.  A automutilação na maioria das vezes é provocada para suplantar uma dor emocional sentida pelo indivíduo, num contexto em que ele pode controlar.  Normalmente o adolescente tem em sua história grande desamparo.  Ou seja, não consegue sentir que possa controlar ou evitar o sofrimento.  Também não se sente amparado para enfrentar suas dificuldades.  Quando desenvolve a automutilação, é como se pudesse “controlar” esse sofrimento, lhe causando uma espécie de alívio.  Uma hipótese é de que as meninas são mais autorizadas a sentir e expressar suas emoções.  Mesmo não sabendo fazer de forma adequada –  se mutilando – acabam se expressando.  Já os meninos não estão socialmente autorizados a sentir, e, portanto, acabam muitas vezes não “valorizando” seus sentimentos e calando-se.

  1. A identificação com séries, livros e histórias de terceiros que também passaram por situação parecida, serve como ajuda para que eles não se sintam sozinhos? E até que ponto essa influência pode se tornar prejudicial? (Como podemos acompanhar adolescentes que se identificaram com a história da série 13 reasons why e cometeram suicídio)

Infelizmente a divulgação de estratégias inadequadas para resolver os problemas também podem servir como incentivo.  Principalmente porque as pessoas se identificam com o sofrimento e acabam imaginando que se a automutilação trouxe alívio para o outro, também poderá trazer para elas.  Um outro perigo sobre o grande número de informações veiculada na internet é a “moda” dos comportamentos.  Como é uma fase em que os adolescentes são controlados pelo grupo.  É muito possível que se copie uma conduta para fazer parte de um determinado grupo –  querer provar algo para o grupo ou para alguém como um namorado por exemplo, querer provar seu amor, sua coragem, etc.  Neste caso o recado fica para os pais:  embora o adolescente pareça independente, é fundamental que seja acompanhado de perto, para que se possa prestar o auxílio necessário.  Mas vale ressaltar que não é porque alguém leu, ouviu ou viu alguém que se suicidou é que a pessoa irá pensar nisso.  Há um grande sofrimento antes de qualquer pensamento suicida, então devemos entender que falar sobre o assunto não é ruim, mas pode ser uma forma de esclarecer e incentivar a busca por auxílio.

  1. Como pode-se definir o suicídio?

Comportamentos cuja intenção seja de autolesão, com danos ao indivíduo, mesmo que não sejam letais.  Nem sempre a ideia central é a morte, mas a necessidade de se livrar de grande sofrimento e sentimentos de desesperança.

  1. O que geralmente passa na cabeça desses adolescentes quando pensam em cometer suicídio?

Desesperança, frustração, tristeza, falta de alternativas para lidar com seu sofrimento, solidão, desamparo, falta de apoio… todos esses sentimentos estão presentes quando uma pessoa tenta o suicídio.  A baixa tolerância para enfrentar as dificuldades ou mesmo a falta de habilidades para lidar com seus problemas somadas à impulsividade característica da adolescência formam um contexto perfeito para as tentativas de suicídio.

  1. Quais sinais os adolescentes dão em casos como esse? Como eles se expressam, geralmente, como forma de pedir ajuda?

Mudanças significativas de comportamentos como vestimenta para esconder automutilação, isolamento, calmaria repentina, alterações de humor, falar sobre suicídio/morte, planos sobre suicidar-se, começar a organizar suas coisas, doar o que gosta, deixar mensagens de despedidas, expressar desesperança, relatar pensamentos de autodestruição, relatos de que só atrapalha, de não perceber motivos para estar vivo, discurso de falta de planos para o futuro, relato de sentimentos de fracasso na vida em geral, conflitos em relação a sexualidade, jovens que passaram por grandes perdas ou apresentam grande dificuldade para lidar com as dificuldades diárias.

  1. Qual a melhor forma dos jovens ajudar amigos da mesma idade que esteja passando por isso? Ou caso ele mesmo passe por isso, como pedir ajuda?

A melhor maneira de ajuda-lo é incentivando a buscar auxilio profissional especializado para resolver os problemas de forma adequada (psicólogo, psiquiatra, médicos).  Tais profissionais poderão lhe ajudar a descobrir maneiras para enfrentar suas dificuldades, fortalecendo sua autoestima, autoconfiança, e lhe ensinando formas para enfrentar as dificuldades.  Demonstrar apoio, ouvir as dificuldades não menosprezando os problemas, além de incentivar o jovem a buscar apoio na família podem ser uteis também.

  1. A falta de estrutura familiar ou atenção por parte dos pais, influência na decisão do jovem tirar a vida?

Sem dúvidas que sim.  A família tem papel fundamental para qualquer indivíduo no que diz respeito a sua autoimagem.  Os familiares são nossos pilares para o aprendizado desde habilidades como andar até o aprender a sentir, a se relacionar, a expressar sentimentos e resolver problemas.  Quando a família não apoia o indivíduo, não o ouve, não o respeita em suas dificuldades, há um grande problema, pois, essa pessoa buscará esse apoio em outros locais, que nem sempre será a maneira mais adequada.  Uma família que consegue lidar unida com os problemas, ensina o indivíduo a ter tolerância e flexibilidade para enfrentar as dificuldades, sabendo que ele sempre terá alguém com quem poderá contar ou lhe estender a mão.  O sentimento de solidão é o mais característico do indivíduo que tenta o suicídio.

  1. São identificados grupos nas redes sociais, o qual jovens contam suas experiências, angústias.  Essa forma de socialização ajuda o jovem a superar suas tristezas?

Assim como informações podem trazer alternativas inadequadas, os grupos nas redes sociais podem trazer a esperança para aqueles que sofrem.  Relatos sobre dificuldades, tentativas de solucionar problemas podem trazer a esperança de se sentir capaz de enfrentar as dificuldades diárias.  Não se sentir o único pode ser uma perspectiva de futuro.  Os jovens hoje se relacionam muito pelas redes.  As redes atingem um número grande de adolescentes numa linguagem acessível e com conteúdo que eles possam se identificar.

  1. Qual a melhor forma de combater o suicídio?

A prevenção é a melhor alternativa.  E como prevenção entende-se que é ensinar tolerância, além de oferecer mais suporte e alternativas do que julgamento e críticas.  Compreender os motivos pelos quais a pessoa está sofrendo é um dos primeiros passos.  A depressão ou qualquer outra doença ligada ao suicídio não é meramente uma questão de chamar atenção.  Quando o adolescente dá dicas que precisa de atenção, devemos mostrar que estamos atentos.  Mostrar que ele faz diferença para a família e para o grupo ao qual pertence.  Pessoas que se sentem amadas, seguras, amparadas, importantes, sentem que são capazes de realizar e conquistar sonhos, não cometem suicídio.  Saber que a automutilação é para chamar a atenção não resolve o problema.  Precisamos entender o objetivo daquele comportamento auto lesivo, qual necessidade ele apresenta, e olhar com atenção, amor e respeito.

Entrevista concedida à Aline Castro para elaboração de seu TCC no curso de jornalismo das faculdades FIAM FAAM.

Link para o material finalizado: Sessão #Papo Sério   pagina 21.

Não acho que eu tenha depressão… ou será que tenho?!

Não acho que eu tenha depressão… ou será que tenho?!

Ter depressão não é quem não quer tomar banho, não come, não quer mais viver?  Eu não sinto isso!

Tenho formação superior, um bom emprego, salário razoável, família… não estou doente – não tenho depressão!

Seria uma vergonha pensar que não vou conseguir fazer porque estou me sentindo triste sem motivo – minha chefia nunca vai entender; vão achar que é frescura; dizer que é fraqueza e até falta de fé;

Eu sinto cansaço, falta de vontade de levantar…, mas isso é porque meu trabalho é tão estressante, é uma correria; aí tudo isso me deixa com muita agitação, não consigo parar… acaba que até sinto culpa porque não tenho conseguido fazer tudo o que preciso, dar atenção pra família…

Todos esses relatos são recortes de falas de pacientes que sim, desenvolveram depressão.

Porque como qualquer outra doença, a depressão é desenvolvida aos poucos.  Ninguém vai dormir bem e acorda em depressão profunda.  É um processo que vai corroendo a energia e a esperança dos indivíduos.

Portanto se você se identifica com algum desses relatos, vale a pena procurar auxilio profissional psicológico para entender melhor sua falta de energia, sua ansiedade, stress, perda de interesse pelas coisas.

A vida tem tons coloridos e a depressão é preto e branco.  Temos o amarelo da alegria, o verde da esperança, o vermelho do amor… isso não significa que tudo sempre dará certo, porque horas teremos o preto da tristeza também.  O problema é quando as cores vão desbotando de nossas vidas e vai ficando tudo cinza.

E sim, é possível sair desse processo com tratamento psicoterápico e por algumas vezes também utilizando medicação.

Quanto mais rápido você buscar por ajuda, maior e mais rápido serão os benefícios.

Ansiedade: preciso aprender como posso controlar a minha.

Ansiedade: preciso aprender como posso controlar a minha.

Você sabia que sentir ansiedade é necessário?  Como então conseguir controlar a ansiedade? Calma que explico:

A ansiedade é um sentimento que nos ajuda a reconhecer uma situação de ameaça futura e nos prepara para enfrentar ou fugir dessa situação.  É preciso ter um nível moderado de ansiedade e conseguir dominar essas sensações e não ser dominado por elas.

  Veja os três principais passos para controlar sua ansiedade:

  1. É fundamental entender o que causa sua ansiedade

A ansiedade surge em situações em que nos percebemos em perigo.  Esse perigo pode ser real (um assaltante), ou criado por nós mesmos (preocupação com o que os outros vão pensar).

A parte boa da ansiedade é que conseguimos prever um perigo futuro; a parte ruim é que, mesmo perante medos irracionais, temos as mesmas sensações e necessidade de prevenção desse suposto perigo.  Essas situações nos tiram do equilíbrio gerando o estresse, que desestabiliza nosso organismo causando desgaste e sintomas persistentes sejam eles físicos ou psicológicos.

O maior problema da atualidade é que nossa percepção dos perigos está relacionada a agentes que nos perturbam diariamente como o transito, a violência, as dificuldades de relacionemos, a falta de dinheiro, o desemprego, educação dos filhos, a solidão, os julgamentos sociais, etc.  Tudo nos faz prever possibilidades de que teremos consequência ruins e ficamos ansiosos na tentativa de evita-los.

E quando nos deparamos com essas situações diárias, nosso corpo também reage.  Sentimos medo, dúvida, insegurança, nervosismo e também inúmeras sensações físicas como respiração rápida, sudorese, mãos frias, sensação de falta de ar, coração acelerado, desconforto abdominal, tensão muscular, boca seca, sudorese, dentre outros.

 

  1. É importante identificar e amenizar as sensações físicas causadas pela ansiedade

Tendo em vista que nosso organismo responde as situações, é fundamental ajuda-lo a responder de maneia adequada.  Veja algumas dicas para controlar essas sensações físicas:

  • Manter alimentação adequada – os alimentos são os combustíveis do organismo. Assim como um carro sem gasolina não sobe uma ladeira, um organismo mal alimentado não tem forças para restabelecer o equilíbrio frente a grandes desgastes.
  • Horas de sono – um organismo sem descanso fica muito mais irritado e propenso a responder mal às situações mais simples. Durma o quanto for necessário para repor suas energias.
  • Fazer exercícios físicos – quando fazemos exercícios liberamos substancias químicas que funcionam como um higienizador para todo esse estresse diário.
  • Relaxamento muscular e respiração – é possível melhorar a tensão muscular e restabelecer a respiração com exercícios de meditação e relaxamento.

 

  1. Você precisa encontrar maneiras de evitar e controlar esses agentes ameaçadores

Vamos a um exemplo simples: meu coração bate forte e me sinto muito ansiosa frente a uma reunião inesperada com seu chefe.

Compreender o motivo pelo qual você sente ansiedade frente a esta reunião é o primeiro segredo, pois a partir disso será possível evitar tais situações.   Vamos supor que sinto ansiedade quando não consigo terminar meu trabalho no prazo estabelecido e meu chefe me chama.

Questões a refletir: por qual motivo você não termina os trabalhos no prazo? É possível corrigir isso? Perceba que se esse é o motivo da ansiedade, passar a cumprir os prazos fará com que não tenha mais receio de ser punido pelo chefe, e quando ele chamar para as reuniões não haverá mais ansiedade.

Parece simples…  e é!

O complexo é quando nossa ansiedade está relacionada a julgamentos sociais e a conseguir corresponder a um padrão estabelecido.   Muitas vezes sentimos uma grande necessidade de controlar tudo o que acontece, ou de sermos perfeitos no que fazemos…

Será então sobre essas questões que você precisará trabalhar.  Compreender melhor como se sente em relação as cobranças sociais, o quanto você mesmo se cobra, etc.

Para este processo um dos facilitadores é a psicoterapia que pode auxiliar no autoconhecimento, além de elaborar em conjunto estratégias para que você possa aprender a se relacionar de forma menos sofrida com as dificuldades.

 

Como evitar doenças psicossomáticas?

Como evitar doenças psicossomáticas?

A preocupação para evitar doenças psicossomáticas é uma constante em toda a sociedade.  As doenças psicossomáticas são aquelas em que componentes psicológicos estão envolvidos, além de causas físicas somente.

Cabe lembrar que somos um único conjunto de físico e psicológico, o que significa dizer que todas as doenças tem aspectos físicos e psicológicos envolvidos.

Infelizmente a área de saúde ainda não tem uma resposta certeira, mas temos muitos dados comprovando a importância de cuidados físicos e emocionais para conquistar uma vida saudável.

Todas as doenças multifatoriais, ou seja, aquelas que ainda não possuem uma causa determinante, revelam a influência dos fatores do meio ambiente e também das condições do organismo para o desenvolvimento da doença.

Considerando isso, siga as dicas e minimize ao máximo as possibilidades de desenvolver doenças psicossomáticas.

  1. Mantenha o equilíbrio emocional

Por meio do autoconhecimento você conseguirá compreender o que acontece em sua vida e avaliar a melhor alternativa para resolver seus problemas.  Para alcançar o equilíbrio emocional você pode seguir quatro passos:

  • Evite agir por impulso – temos reações emocionais muito fortes e quando não tentamos controla-las, acabamos agindo por impulso, sem avaliar adequadamente as consequências e isso pode nos trazer sérios problemas no futuro.
  • Não se concentre no problema – busque uma solução – avalie, pondere, analise e veja quais os ganhos e as perdas você terá a partir de cada ação que tomar.
  • Seja flexível e busque novas formas de enfrentar os mesmos problemas.
  • Respeite seus limites – todos temos limites e precisamos respeita-lo

Um organismo equilibrado emocional e fisicamente não oferece um terreno propício para as doenças psicossomáticas.

  1. Fale sobre o que pensa e sente

Muitas vezes ficamos incomodados com as coisas que acontecem e guardamos pra gente… mas as coisas não param de acontecer e não paramos de ficar chateados, vamos engolindo sapos, até que eles se transformem em dinossauros gigantes!  Não falar sobre o que pensamos ou o que sentimos é um grande erro por dois motivos:

Primeiro porque as pessoas continuam a se comportar da mesma maneira – porque muitas vezes nem sabem que estão nos incomodando; e segundo porque mesmo que as pessoas não mudem, é necessário expressarmos nossos sentimentos para não acumular.

Uma gota d’agua não faz nada num copo vazio… mas uma gota d’agua faz transbordar um copo que já está cheio.

Acumular tristezas e angústias traz muitas reações físicas indesejáveis, e isso prejudica ainda mais o estado emocional sendo um prato cheio para as doenças psicossomáticas.

  1. Faça exercícios físicos

O exercício físico auxilia no relaxamento do corpo, na liberação de toxinas produzidas nos momentos de stress e também propicia contatos sociais interessantes.  Mas lembre-se que antes de uma pratica física é importante consultar um médico para avaliar as atividades permitidas.

 

  1. Respire

Quando estamos estressados liberamos uma serie de substancias prejudiciais em nosso sangue.  Também ocorre uma série de alterações no funcionamento da respiração levando a cansaço, taquicardia, palpitações, etc.  Respirar é uma maneira de acalmar o organismo.  Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca bem demoradamente.  Faça isso por três vezes seguidas, se concentrando no movimento da respiração.  Após esses três ciclos você estará se sentindo melhor.

 

  1. Mantenha-se no presente e ame a sua vida

Os ansiosos vivem no futuro; os depressivos vivem no passado; os felizes vivem no presente.

Preste atenção em cada dia.  Ao final do dia crie o habito de se sentar com a família ou com amigos para falar ao menos uma coisa que lhe aconteceu de bom.  Porque mesmo em meio à tragédia, sempre há alguma coisa de positivo.  Mesmo que seja para chorar de saudade, de medo, de tristeza, chore!  Mas chore enquanto esses eventos estiverem presente.  Quando eles estiverem no passado, o mais adequado é não tentar retoma-los.  E sobre o futuro?  Ele vai chegar, não precisamos nos preocupar com isso.

Não menos importante, mas uma última palavra: caso você não esteja conseguindo fazer sozinho, sempre vale a pena procurar ajuda da terapia.

Câncer de mama x relacionamentos. As pessoas mudaram comigo depois do diagnóstico e não sei o que fazer.

Câncer de mama x relacionamentos. As pessoas mudaram comigo depois do diagnóstico e não sei o que fazer.

O câncer de mama influencia diretamente na identidade da mulher e sua feminilidade.  Qualquer doença ou situação que gere risco para um indivíduo, impacta significativamente seus relacionamentos.

Todos nós sabemos que um dia iremos morrer, mas a proximidade de uma doença traz a morte tão perto, e no sentido mais positivo dessa experiencia, as pessoas passam a pensar em formas adequadas para aproveitar todas as oportunidades da vida.  Em outras situações a proximidade com a ideia de morte deixa as pessoas perturbadas e deprimidas.

É natural que os relacionamentos sejam abalados: insegurança, medo, mudança de rotina, alto nível de exigência sobre o outro, percepção diferente sobre a parceria, superproteção, dentre outros.

O importante a pensar é que as relações são construídas a partir da dedicação dos envolvidos; se estou dedicada à minha recuperação física, não estou disponível para investir na relação por exemplo.  A outra pessoa me vendo com necessidades específicas, tende a me prestar mais auxílio.  Essas mudanças ocorrem no cotidiano da família e do casal, e a maneira com que todos enfrentam as dificuldades advindas de uma doença como o câncer, é que nos dirá qual o tamanho do impacto sobre cada um.

Outra mudança importante são as alterações emocionais vivenciadas pelos indivíduos doentes.  Sejam elas estimuladas pelos medicamentos, seja pela situação de dependência/impotência/ansiedade inerentes à doença.

Agora, quando nos referimos especificamente ao câncer de mama, precisamos nos ater a uma questão muito peculiar relacionada à identidade feminina.  As mamas são parte de um símbolo de feminilidade, sensualidade, beleza, delicadeza e inclusive competência materna, no que se refere ao poder de amamentar a prole.

Um comprometimento da mama, impacta em como a mulher se sentirá na execução de seu papel de mulher e mãe.  Infelizmente a cultura da beleza perfeita só aumentará o medo e as sensações de inadaptação desta mulher.

Mas se você tem câncer de mama, lhe deixo algumas questões:

  • Como você acredita que estar lidando com o seu câncer?
  • Como tem tratado seu corpo?
  • E sua parceria, o quanto você tem se permitido compartilhar e dividir suas angústias?

Principalmente quando falamos sobre o relacionamento afetivo, ter dúvidas sobre seu corpo interfere diretamente no quanto desejamos ou não investir na relação.  O câncer de mama ainda é uma doença tabu e precisamos ensinar aos outros como gostaríamos de ser tratadas.

Muitas vezes a mulher se afasta e tem atitudes de afastamento da relação já no inicio do diagnóstico do câncer de mama.  Como consequência acaba se sentindo mais sozinha e menos desejada.  Precisamos entender que é exatamente para o lado contrário que precisamos caminhar.  Não é necessário nem benéfico passar por isso sozinha.  Vale muito à pena pedir ajuda para aceitarmos um corpo diferente – que aos poucos poderá se recuperar dos prejuízos na pele, no cabelo, no peso, com a própria reconstrução das mamas, etc.

Partilhar medos, pedir ajuda, segurar uma mão amiga é o começo para enfrentar as dificuldades do tratamento e da recuperação.

Tratamento para o câncer de mama

Além dos protocolos para o tratamento do câncer de mama em seu aspecto físico, é imprescindível que a mulher se permita cuidar do psicológico.

A psicoterapia auxilia muito nessa necessidade de reestruturação corporal.  Entender que nosso corpo não é apenas um físico, mas uma construção emocional ao logo de nossa vida é importante.  Será necessário aprender uma nova relação com as mamas.  Será relevante entender como entende o afeto, o desejo sexual, sua imagem como mulher.

E só para terminar vale lembrar que o amor é construído aos poucos, seja em situações fáceis ou difíceis.  Somente se nos permitirmos investir na relação é que poderemos ter a outra parte compartilhando conosco e nos apoiando.

Solidão… até quando?

Solidão… até quando?

Até quando a solidão estará presente em sua vida?

Muitas vezes ali na mesa do trabalho, no ônibus, na padaria… olhamos do lado e nos sentimos extremamente sozinhos, como se nada no mundo nos tirasse um vazio no peito, uma dor por dentro… pessoas passando nos olham como se fossemos transparentes… e a falta de um sentido para vida, a falta de uma chama lá no fundo do peito que possa aquecer esse frio na alma.

E esperamos que o tempo possa levar essa tristeza que chegou assim, sem pedir licença ou permissão, nos tomou por completo e não dá espaço para vermos que ainda há possibilidade de ver a luz que brilha.

Mas será que ainda brilha?

Se identificou com o relato acima? Então lhe faço um convite a pensar:

O que exatamente você gostaria que acontecesse em sua vida daqui para frente?

E se a resposta não lhe veio à cabeça tão facilmente, é sinal de que você pode se beneficiar do que a psicoterapia pode oferecer.  É sinal de que você está precisando de ajuda.

Não, não é comum sentir o que você está sentindo.  Não é comum não achar graça na vida e não ver sentido nas coisas.  Não é normal ou natural se sentir triste a maior parte do tempo… não é natural sentir tanta solidão.

Chega o momento em que você pode tomar uma decisão:  ou se mantém agindo como tem feito ultimamente, ou, mesmo sem vontade, mesmo sem acreditar 100%, mesmo duvidando que seja possível, dá uma chance para você…

Faça um teste, tente uma alternativa diferente: busque auxílio psicológico para que você possa descobrir o potencial que existe em sua vida.  Veja como a solidão pode ser apenas uma das opções que você tem.

Parece que é só com você que isso acontece, e que eu não sei do que estou falando.  Mas pode acreditar, há muitas pessoas nessa mesma situação, mas que perceberam que podem fazer algo por si, e que a vida pode voltar a ter sentido.  É claro que não será fácil nem instantâneo.  Será necessário investimento de tempo e esforço.

Mas me diga: quanto de esforço você tem feito para suportar todo esse sofrimento?  Então ao menos se esforce e dedique sua atenção para uma outra coisa.

Se não der certo, tudo bem, você poderá voltar ao seu cotidiano, sem grandes avarias.  Mas se você obtiver resultados diferentes, será uma oportunidade de viver a vida da maneira que ela deve ser!

Como controlar o ciúme? Como manter uma relação mais saudável?

Como controlar o ciúme? Como manter uma relação mais saudável?

Para controlar o ciúme, é importante avaliar seu relacionamento (se é construtivo ou destrutivo) e seus sentimentos de segurança e autoestima.

O ciúme ocorre com frequência nas relações e pode ser considerado uma combinação de sentimentos relacionados a aspectos positivos como zelo, cuidados, apego, passando por medo, desconfiança, receio, até o polo negativo do controle, agonia, egoísmo e agressividade.

Normalmente o ciúme acontece quando temos uma combinação de situações:

  1. A pessoa é fonte importante de prazer, realizações, reconhecimento, te faz sentir importante, segurança, etc;
  2. Há um sentimento de risco, um medo de perder essa pessoa;
  3. Mediante o risco quem sente ciúme experimenta insegurança, incerteza, questiona suas qualificações para manter a relação;
  4. Ações de “proteção” da relação são expressadas.  Perseguir, controlar (ver celular, redes sociais, seguir fisicamente, questionar, investigar, etc);
  5. A outra pessoa se sente desconfortável com a desconfiança, falta espaço na relação e tende a se afastar;
  6. Com esse afastamento aquelas dúvidas se intensificam – ações de perseguição aumentam para evitar a perda (controle, questionamentos, agressividade, etc);
  7. Quanto mais pressão e tentativa de controle, mais a pessoa se sente incomodada e mais ela tende a se afastar.

Esse ciclo vicioso é a história de muitos relacionamentos onde o ciúme está presente.

Mas como controlar o ciúme?

Como parar de sentir insegurança, medo de perder a pessoa amada.  Como passar a se sentir confortável na relação?

Primeiro uma questão importante sobre seu relacionamento:  ele é construtivo ou destrutivo?

No caso de relacionamentos não recíprocos, apenas um lado investe na relação, só um se entrega ao compromisso enquanto o outro permanece por conveniência.  O problema aqui é que a pessoa não consegue sair do relacionamento, mesmo tendo dicas suficientes de não ser correspondida.  Mas esse assunto será motivo para outro texto sobre relacionamentos abusivos ou destrutivos.

Já nos relacionamentos construtivos, ambos estão dedicados e investindo na relação.  Investir significa dar dicas de cuidados, preocupação, ocasionalmente abrir mão de objetivos pessoais em beneficio da relação, querer estar perto, gostar de fazer coisas juntos, etc.

Cabe ressaltar que para uma relação saudável, é necessário manter a individualidade de cada um, e construir uma terceira prioridade que é o casal.  Isso significa que cada um viverá coisas importantes para si, não desrespeitando os “contratos” feitos pelo casal.

Haverá problemas quando nas relações construtivas, a parte ciumenta entende todos os comportamentos da parceria como dicas de incerteza ou falta de investimento na união.

O segundo passo é observar cada um dos envolvidos para aumentar a chance de controlar o ciúme.

  1. Experiências anteriores

Se a pessoa já foi traída em relações anteriores, maior a chance de se sentir insegura e sentir ciúme;

  1. Autoestima nas relações

Pessoas com dificuldades de se sentirem merecedoras de afeto e atenção tendem a se dedicar demais e esperar muito da relação.

  1. Valor da relação

Para uma relação benéfica, ambos os envolvidos precisam estar emocionalmente saudáveis.  Isso significa dizer que devem ter suas vidas individuais preenchidas de atenção e prazer nas áreas da família, amigos, saúde, lazer, espiritualidade, etc.  Caso contrário, se a relação for a única fonte de prazer para essa pessoa, o “valor” da relação será demasiado.  Em consequência, a exigência e expectativas colocadas serão muito altas. Com latas expectativas a tendência de sentir frustração quando as coisas não acontecerem exatamente como o esperado fica enorme.

  1. Ciúme como sinônimo de amor

Um outro ponto importante a ser considerado é que para algumas pessoas, ciúme é sinônimo de cuidado e amor.  Então quanto não sente ciúme é sinal de que não se importa o suficiente.  Esse conceito acaba justificando o ciúme.

O que fazer com seu ciúme?

Saber que nas relações deve existir uma troca e não uma doação unilateral é fundamental.

Entender que experiências anteriores nos ajudam a aprender, mas não garantem as mesmas condições.  Não é porque aconteceu anteriormente que irá acontecer novamente – é necessário saber ler as dicas oferecidas, e também dar dicas certas sobre seus sentimentos e intenções.

Um dos itens mais importantes é conseguir manter a individualidade dentro de uma relação, não desrespeitando nem oprimindo o outro.

Se você conseguir fazer essas reflexões e mudar sobre estes pequenos passos, perceberá o quanto seu relacionamento será beneficiado.

Mas e quando não sabemos como fazer?

É nesse momento que a terapia pode nos ajudar.  Primeiro porque nos leva a conhecer nossas necessidades, comportamentos, as dicas que realmente estamos oferecendo e não aquelas que “achamos” que estamos dando.  Também nos ajuda a perceber como desenvolver novas habilidades para enfrentar as dificuldades e ler as dicas da relação de forma correta e não encanar sem necessidade.

A dica geral é: se esta relação te faz feliz, ela é uma relação saudável.  Se você acha que é feliz, mas tem dúvidas se a outra pessoa te ama, as preocupações sobre a fidelidade não saem da sua cabeça, já houve agressões não somente física, mas também agressões verbais, é hora de você questionar se essa relação realmente te faz feliz, ou se o medo de estar só é que te mantem nela.

Não deixe de acompanhar o próximo texto que falaremos desse tipo de situação.

Até breve!  E mande suas questões ou sugestões de textos!!

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

Depressão e tristeza, você sabe qual a diferença?  Tristeza é um sentimento causado por situações específicas, que perdura por um tempo curto mas passa.  Depressão é uma doença, com muitos sentimentos que envolvem a pessoa, sem causas aparentes, e não passa com o tempo.

A depressão inclui não só tristeza, mas também angústia, baixa estima, apatia, pensamentos pessimistas, choro, e outros sentimentos negativos.  A pessoa tem dificuldade de fazer atividades cotidianas como se relacionar com os outros, se alimentar, dormir, manter cuidados pessoais.  É como se uma forte indiferença se instalasse, e a pessoa não tem vontade para nada.

Infelizmente a depressão é confundida com moleza, falta de vontade, preguiça, porque não se reconhece motivos para o estado apático.  Esse julgamento da sociedade traz culpa e sentimentos de fraqueza para o depressivo.  É como se todos devessem estar sempre felizes, e se não há motivo que justifique a tristeza, a pessoa é cobrada e julgada como fraca.

Preconceitos sobre a depressão

Relatos como os abaixo demonstram o quanto de desconhecimento ainda existe sobre a depressão:

Como vou falar para meu chefe que estou com depressão!?  O que ele vai pensar … que é frescura e que estou desmotivada… vai colocar meu emprego em risco.  Não vou falar para ninguém que é depressão… assim vou parecer fraco… não podem ter essa imagem de mim!

As pessoas sofrem muito preconceito em relação a parecerem fracas, pois demonstrar fraqueza é demonstrar menos capacidade.  Se sentem menosprezados e essa cobrança dificulta inclusive o reconhecimento da depressão.  Em não reconhecendo sua própria doença, o depressivo não vai procurar ajuda, o que só dificulta sua recuperação.

Na família, no trabalho, para os amigos, uma doença é reconhecida quando o indivíduo apresenta sintomas físicos – como uma gripe, uma dor de cabeça, um braço quebrado – tudo isso justifica o mal-estar, a indisposição ou uma incapacidade temporária de realizar suas atividades cotidianas.

A depressão é a causa de inúmeras doenças no mundo e atinge mais de 11 milhões de brasileiros.  Ainda assim não é reconhecida socialmente como doença.  Inúmeras vezes o indivíduo, para não ser julgado, acaba escondendo seus sintomas, o que cria um grande ciclo vicioso.

Outra problemática da depressão é que o indivíduo não tem vontade para nada. Desta forma ele não tem ações – não vai trabalhar, não vê pessoas, não se alimenta, etc.  Ou quando tem ações, faz o mínimo possível, ou faz sem mesmo estar na situação.  O problema é que todas essas ações geram consequências.  Essas consequências são as responsáveis pela motivação, pelo animo, pela disposição de continuar fazendo.  Quando a pessoa não faz nada, perde essas consequências, e só aumenta a falta de vontade de não fazer nada.  Esse abatimento também gera condições físicas indesejáveis.

Tratamento para a Depressão

O tratamento é feito com o uso de medicamento e também com a terapia comportamental.  Os medicamentos são indicados para que os principais sintomas sejam amenizados.  Assim, com mais disposição, mais leveza, a pessoa consegue se beneficiar da terapia e buscar alternativas para construir um novo caminho.

Para a Psicologia é possível que o indivíduo consiga analisar seus próprios comportamentos e aprender novas maneiras de reagir frente sua rotina.  Aqui vale lembrar que devemos considerar inclusive seus pensamentos e sentimentos e não somente ações visíveis.  É a partir da relação que temos com o mundo que aprendemos a falar, a andar, e a sentir também.  Desta maneira uma das principais frentes de trabalho com o depressivo é a psicoterapia comportamental, uma vez que poderá ensiná-lo a desenvolver novos comportamentos/pensamentos/sentimentos frente as dificuldades que vivencia.

A depressão pode acometer qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer momento da vida.  Ela atinge a pessoa e também traz grande sofrimento para a família, uma vez que impacta a rotina de todos – por isso o auxílio da psicoterapia é tão importante.

Por vezes, o medo do futuro, a angústia, a falta de prazer para as coisas da vida, o sofrimento é tão profundo que a única alternativa vista pela pessoa é acabar com sua própria vida.  Esse é o maior risco do depressivo.  É preciso estarmos atentos pois o suicídio não é uma moda, ou uma forma de chamar atenção.  O suicídio é uma realidade para os depressivos.

Portanto, se você se identificou com algum dos itens descritos no texto, busque ajuda de um psicólogo.  É possível se sentir melhor e sentir prazer nas coisas da vida novamente.  Será um reaprendizado.

Se você detectou sintomas em alguém do seu convívio, tente compreender a situação e saiba que a pessoa precisa de auxílio psicológico para superar esse momento.  Dê mais apoio e julgue menos.  O que você pode fazer para ajudar é incentiva-lo a buscar apoio especializado.

O tratamento para a depressão é lento, mas traz ótimos resultados, principalmente quando contamos com o apoio e compreensão da família que é aquela motivaçãozinha paralela para o paciente engajar no tratamento.

Acredite no poder da palavra desistir

Tire o D e coloque o R

Que você vai resistir

Uma pequena mudança

As vezes traz esperança

E faz a gente seguir

B. Bessa

As 3 formas mais eficazes de esquecer alguém

As 3 formas mais eficazes de esquecer alguém

Você já teve um amor devastador que não deu certo?  Quer esquecer a pessoa de qualquer forma e não consegue?  Para esquecer alguém é necessário que tenhamos um pouco de estratégia e muita persistência.  Confira os passos a seguir e se liberte desta tortura de pensar no ex!

 

PASSO 1 – RELEMBRE-SE: QUEM VOCÊ É?

Do que você gosta, qual sua comida preferida, o que você faz bem e que desperta elogios, qual a roupa que te deixa mais bonita, que corte de cabelo fica melhor… é hora de buscar coisas que te façam feliz, independentemente da companhia.

Você precisa fazer as pazes com o espelho, com suas roupas, com a academia, e retome aquelas atividades que fazia antes do relacionamento – isso lhe mostrará que é possível você conseguir produzir felicidade.  Resgatar a autoestima!  Não é preciso que se sinta perfeita, mas que se sinta bem fazendo atividades que lhe tragam prazer.

Agora você tem a liberdade de envolver-se com coisas que gosta e que não faz há tempos!  Então não perca tempo!

Aaaai… mas não tenho ideias!  Consulte a internet sobre assuntos dos quais você goste! Tem uma feira sobre o assunto? Programe-se para visitar.  Leia bons livros, ouça boa música, faça seu prato preferido, assista a uma peça de teatro, permita-se ser feliz sozinha.

 

PASSO 2: EXCLUA OU BLOQUEIE O EX EM TODAS AS REDES SOCIAIS

As fotos do face book e Instagram, acompanhar os grupos de WhatsApp, ficar comentando sobre a separação… tudo isso só aumentará sentimentos de baixa estima e depressão.  Tudo o que lhe fizer lembrar do antigo relacionamento deve ser posto de lado, pois são como estímulos que lhe farão lembrar do passado.

Pesquisas revelam que uma pessoa apaixonada tem acionada no seu cérebro a mesma área de recompensa/satisfação que é acionada no cérebro de uma pessoa dependente de substância química como a cocaína ou a nicotina.

Então, se a pessoa quer parar de fumar, ela não fica com um maço de cigarros na mão o dia todo!  Portanto, é importante que você exclua qualquer tipo de recordações ou coisas que lhe remetam ao ex namorado.  Desligue-se do que lhe faz lembrar do passado.

 

PASSO 3: CONQUISTAS E RETOMADAS

Para deixar de pensar no ex, será necessário pensar em outras coisas, portanto as redes sociais devem ser usadas para retomar contatos antigos, rever velhos amigos, combinar coisinhas para fazer no final da tarde… sua agenda deve estar lotada de compromissos.  Mas e se os convites não chegarem?  Então você deve tomar a iniciativa e convidar as pessoas para sair, ir ao cinema, ao parque, a um barzinho ou na balada

Ninguém disse que será fácil esquecer alguém, principalmente se a história foi relevante.  Mas ficar assistindo filme com pipoca e chorando no sofá não resolverá o problema.

Você pode e merece ser feliz!  Mas precisa seguir em frente.

Sinais de que você está viciado em compras

Sinais de que você está viciado em compras

Será que você está viciado em compras?   Numa sociedade que estimula a compra, como saber se compramos por um impulso momentâneo ou compulsivamente?  Confira as causas desta doença e as formas de tratamento oferecidas para a Oneomania – o desejo incontrolável de comprar.

O comportamento de comprar em si não é um problema.  O que está por trás do desejo de comprar é que diferencia o exagero das compras de Natal da compulsividade.

Quando você compra algo é para satisfazer uma necessidade pessoal (sapato novo), ou uma necessidade de apreço social (presente aniversário).

Para pacientes com queixa de descontrole, comprar está relacionado a necessidade de amenizar sentimentos desagradáveis como angústia e até depressão.

Nos satisfazemos de diversas maneiras: reconhecimento no trabalho, troca de afeto, segurança e auto realização,  reconhecimento das qualidades pessoais.

Porém quando o indivíduo não consegue obter satisfação desta forma, desenvolve comportamentos outros que propiciem alguma realização.  Ou seja, em vez de chegar em casa e ter o carinho do(a) parceiro(a) afetivo, exatamente por não ter um relacionamento estável, a pessoa vai ao shopping e compra a roupa para se sentir mais bonita, o sapato para se sentir elegante, compra o vinho numa adega de grife para se sentir mais poderosa, e com isso vai satisfazendo suas necessidades individuais, porém de forma momentânea e inadequada.

Quando percebe, gastou além do que poderia, chega em casa com um sapato novo e vê outros tantos guardados ainda sem uso, e muitas vezes é comum o sentimento de culpa e vergonha pelo descontrole.  Essa situação normalmente gera problemas familiares, sociais e financeiros graves, pois a pessoa não consegue avaliar a necessidade da compra, simplesmente age pelo impulso do sentimento que irá experimentar imediatamente ao adquirir o objeto.

Além de ter um desejo desmedido em relação às necessidades da compra, ainda é possível observar alguns sinais em relação ao viciado em compras:

  • Necessidade frequente de comprar.
  • O objetivo da compra é para suavizar sentimentos, pensamentos, sensações de solidão, necessidade de afeto, acolhimento, reconhecimento social, angústias.
  • Ansiedade precedente à compra, e sentimento de culpa, remorso, vergonha posterior às aquisições.
  • É incontrolável, ou seja, a pessoa já tentou, mas não consegue resistir ao objeto na vitrine.
  • Não há avaliação de suas condições financeiras nem da necessidade do objeto.
  • Há prejuízos financeiros por causa das compras desmedidas.
  • Tentativa de esconder ou mentir para familiares sobre problemas financeiros e/ou as compras.
  • Logo após a compra experimenta sensação de alívio da ansiedade, angústia ou depressão que estava sentindo.

Como este o alívio tem curta duração, a pessoa tende a repetir as compras, e vai acumulando mais problemas financeiros e de outras ordens.

Há um aumento no nível de ansiedade para obtenção do alívio, ao mesmo tempo em que a pessoa sabe que não é correto a compra desmedida.  E quando ela sucumbe ao desejo e adquire o objeto, vem a culpa e a baixa estima pela incapacidade de se controlar.

Esse ciclo é vicioso e de retroalimentação, ou seja, quanto mais a pessoa se sente mal, mais ela buscará nas compras o alívio para sentimentos ruins, e pior ela se sentirá pela incapacidade de se controlar.

Existe tratamento para o viciado em compras?

Há tratamento e algumas vezes é necessário a combinação de tratamento medicamentoso com a psicoterapia.

A psicoterapia comportamental tem uma proposta muito eficaz para a Oneomania.  Junto com o paciente irá descrever toda a cadeia de comportamentos, desde sentimentos/pensamentos iniciais em relação à sua angústia e sofrimento, bem como traçar alternativas para aplacar essas necessidades de maneira adequada.

Significa aprender habilidades comportamentais que não existem na vida do indivíduo.  E por não saber outra maneira, recorre à comportamentos como a compra compulsiva.

E também será necessário desenvolver o que chamamos de repertório comportamental.  São habilidades para enfrentar as situações que lhe trazem sofrimento, mas sem lhe causar outros problemas.  Exemplo: para solidão, ensinar o indivíduo ter iniciativa para novos relacionamentos sociais e obter satisfação em relações saudáveis.

Você se identificou com algum desses sinais?  Você acredita que possa estar viciado em compras?

Não deixe de buscar apoio psicológico – você não precisa enfrentar isso sozinho (a)!

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